31/05/2007

Cartões-postais emergentes

Conheça as cidades brasileiras que vão estourar -- em número de visitantes e em fluxo de recursos -- nos próximos anos

Por Betina Moura
Revista EXAME

Poucos já ouviram falar da pequena Belmonte, cidade de 18 000 habitantes, que fica no sul da Bahia. O município é apenas uma das rotas de passagem para os turistas que saem de Porto Seguro e querem visitar Santa Cruz de Cabrália, atração da chamada Costa do Descobrimento. Quase um vilarejo, Belmonte tem apenas 180 quartos e vive basicamente da agricultura (cacau, pimenta-do-reino e maracujá). Esse panorama de tranqüilidade -- bem como o anonimato da cidade -- deve mudar radicalmente nos próximos anos.

Cadeias hoteleiras de Espanha, Inglaterra, Suíça e França vão construir cinco resorts no local. São quase 340 milhões de reais em investimentos, 28 vezes o orçamento anual do município, e outros 1 130 quartos. Juntos, esses resorts criarão 600 empregos diretos e outros 1 200 indiretos. Ou seja: 10% de toda a população da cidade estará empregada ou trabalhando graças aos novos empreendimentos. "Estamos nos preparando para uma chacoalhada no perfil econômico do município", diz o secretário de Turismo de Belmonte, Eráclito Lima Santana.


A cada ano, novos destinos e roteiros são "descobertos". São cidades que, de um momento a outro, entram para o mapa do turismo no Brasil -- e dificilmente deixam essa condição.

O ANUARIO DE TURISMO EXAME identificou pelo menos quatro lugares que se transformarão em breve em novas Porto Seguro ou Bonito. Dois critérios foram usados para selecionar essas localidades: fluxo de investimentos em turismo nos próximos três anos (apenas para cidades desconhecidas) e taxas de crescimento no movimento de turistas. O resultado não chegou a surpreender.

Três desses novos pólos ficam na região que mais tem se beneficiado da expansão da atividade turística no Brasil, o Nordeste. Além da baiana Belmonte, fazem parte desse grupo as cidades de Aquiraz, no Ceará, e São Miguel do Gostoso, no Rio Grande do Norte.

O outro integrante dessa nova elite é o município gaúcho de Cambará do Sul, conhecido cenário de produções de televisão, como a minissérie A Casa das Sete Mulheres e a novela O Profeta. "É impressionante a capacidade que o Brasil tem de criar novos destinos a cada ano", diz José Zuquim, presidente da Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa). "Só precisamos de mais investimentos em marketing."


Boa parte desses recursos tem chegado ao Brasil pela mão de grupos estrangeiros. Dos 150 novos empreendimentos em construção no país, de acordo com dados do anuário EXAME, cerca de 20% pertencem a investidores internacionais. Eles vão para cidades já consagradas como Búzios, no Rio de Janeiro, e Trancoso, no litoral baiano. Mas parte desses recursos migra também para projetos em municípios pouco conhecidos.

Um caso emblemático é o da cearense Aquiraz. Distante 37 quilômetros de Fortaleza, a cidade vai receber uma enxurrada de investimentos nos próximos anos. Só um consórcio luso-brasileiro, liderado pelo Banco Privado Português (BPP), vai desembolsar 750 milhões de reais para construir um complexo hoteleiro por ali. Batizado de Aquiraz Golf & Beach Villas, esse empreendimento prevê oito hotéis, 600 vilas, área comercial, campo de golfe, quadras de tênis e centro hípico.

Quando ficar pronto em 2008, esse será o maior complexo de lazer da América Latina. A competição promete ser acirrada, pois a cidade já tem outros quatro resorts em construção. "Não tenho dúvida de que esses novos empreendimentos vão mudar completamente a região", diz João Rendeiro, presidente do BPP.


Não existe uma fórmula acabada para que determinada cidade ou localidade se torne uma potência do turismo. Às vezes, essa transição ocorre quase por acaso, no ritmo amador da propaganda boca a boca. Foi assim com Búzios, no Rio de Janeiro. Depois que uma estonteante Brigitte Bardot chamou a atenção para as belezas do lugar, grande quantidade de turistas (do Brasil e de fora do país) passou a freqüentar o balneário. Mas esse tipo de fenômeno tende a se tornar cada vez mais raro.

Hoje em dia, um planejamento detalhado ajuda -- e muito -- nesse processo. Em Cambará do Sul, no Rio Grande do Sul, a prefeitura organizou um consórcio com seis cidades vizinhas para impulsionar o turismo na região. A cada mês, elas organizam eventos ressaltando as tradições gaúchas (feiras de gado) e as belezas do lugar (passeios e trilhas pelos cânions Itaimbezinho, Malaraca e Fortaleza). Os resultados são palpáveis. Numa das feiras de gado, realizada no início do ano, quase 300 000 pessoas apareceram na região. Mais de 20 empreendimentos estão sendo construídos e cerca de 25% dos visitantes são estrangeiros, especialmente argentinos. "Até pouco tempo, eles passavam de carro, sem escalas, em direção a Santa Catarina. Hoje, a região já faz parte do roteiro", diz a secretária executiva do consórcio de cidades, Daniela Ligabue.

Com a chegada de novos freqüentadores, os municípios que se transformam em pólos de turismo passam por muitas mudanças. As positivas são o início de um grande fluxo de dinheiro e de empregos para a população local. Mas existem também as negativas. Alguns desses lugares, de uma hora para outra, passam de uma população de menos de 10 000 habitantes para números duas, três ou até quatro vezes maiores que esse.

O resultado é um descompasso entre a infra-estrutura da cidade e as demandas necessárias para receber bem os novos visitantes. Um dos desafios da pequena São Miguel do Gostoso, na Costa das Dunas, no litoral do Rio Grande do Norte, é justamente esse. O preço dos terrenos, por exemplo, já dobrou nos últimos dois anos e dez pousadas foram construídas nos últimos meses. Com apenas 9 000 habitantes, a cidade mantém o clima pacato na maior parte do ano. A tranqüilidade só é quebrada no verão.

Falta agora adequar a rede de saneamento básico, praticamente inexistente hoje, para que a cidade possa receber mais gente -- e mais investimentos.

Salário mínimo se aproxima da marca de US$ 200


Houve um tempo em que sindicatos faziam campanhas nacionais em defesa do salário mínimo de US$ 100. Candidatos a presidente eram acusados de populismo ao se comprometer com essa meta. Economistas alertavam para o risco de aumento do desemprego e de colapso nas contas públicas caso a marca fosse atingida. Foi-se a época. Nos últimos dias, o salário mínimo se aproximou da marca histórica de US$ 200 - no final da manhã desta quarta-feira, estava em US$ 195,67.

A mudança de patamar foi rápida. Há quatro anos, o senador Paulo Paim (PT-RS) ainda causava rebuliço no Congresso e no governo ao apresentar um projeto que estabelecia um mínimo equivalente a US$ 100 em 2004. De lá para cá, com a desvalorização do dólar e os aumentos reais do salário, a reivindicação ficou sem sentido.

"Sempre disse que, quando chegássemos a US$ 100, o passo seguinte seria defender uma meta de US$ 200", disse Paim a Terra Magazine. O senador continua favorável à vinculação do salário ao dólar, apesar de ressalvar que a moeda norte-americana "não tem a estabilidade que nós gostaríamos". Agora, segundo ele, é preciso que o mínimo chegue a US$ 400 "para deixar de ser indecente".

A elevação do salário em dólar tem como principal combustível a valorização do real. Mas não são desprezíveis os ganhos reais da remuneração dos trabahadores desde o Plano Real.

Em janeiro de 1995, quando tomou posse o então presidente Fernando Henrique Cardoso, o mínimo valia o equivalente a R$ 181 (em valores de hoje, corrigidos pelo INPC). Em dezembro de 2002, quando FHC deixou o governo, o valor chegava a R$ 257 - o ganho real foi de 42%. Da posse de Luiz Inácio Lula da Silva para cá, houve aumento real de mais 48%.

Esses ganhos ficam mais claros quando comparados ao custo da cesta básica do Dieese (Departamento Intersindical de Economia e Estatística). Em janeiro de 1995, um trabalhador que ganhava salário mínimo na capital paulista precisava trabalhar quase 225 horas para comprar uma cesta básica. Em dezembro de 2002, uma cesta equivalia a cerca de 175 horas de trabalho. No mês passado, a mesma quatidade de produtos podia ser adquirida com apenas 109 horas de trabalho.

Para o Dieese, não faz sentido comparar o mínimo com o dólar. "O trabalhador compra o que precisa em reais, e não em dólar. Nada muda se o dólar cai", afirmou o economista José Maurício Soares, pesquisador da entidade. Mas foram os próprios sindicalistas que forçaram essa comparação ao adotar a meta de US$ 100 como bandeira.

O presidente da CUT, Arthur Henrique, afirma que "uma determinada conjuntura" levou os sindicatos a "trabalhar com esse simbolismo dos 100 dólares". Essa conjuntura é a do período de alta inflação, quando um salário "dolarizado" era visto como garantia contra a perda de poder aquisitivo.

Para o economista Marcio Pochman, da Unicamp, estudioso dos movimentos sindicais, não faz mais sentido usar o dólar como parâmetro, como se fazia na época do descontrole inflacionário. Agora, com a estabilidade de preços, é a moeda norte-americana que ficou volátil, observou.

Apesar dos ganhos do salário mínimo, em reais e em dólar, ainda falta muito para que ele volte aos patamares do final dos anos 50, quando tinha poder de compra muito maior.

Segundo o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), em 1959 o mínimo chegou a valer o equivalente a quase R$ 600, em valores de hoje. Daí para a frente, anos de arrocho e corrosão inflacionária levaram o salário a seu piso histórico de R$ 119 (valor atualizado) em agosto de 1991.

Para o Dieese, que usa outro índice de correção inflacionária, o mínimo era ainda maior em 1959: equivalia a mais de R$ 1.300.

José Maurício Soares destaca que, naquele ano, um salário comprava 1.180 passagens de ônibus em São Paulo. Hoje, para fazer o mesmo número de viagens, um trabalhador gastaria mais de seis salários - já levando em conta a remuneração mínima no Estado de São Paulo, de R$ 410, quase 8% superior ao piso nacional.

Para o presidente da CUT, mais importante do que atingir a marca histórica de US$ 200 é a conquista de uma regra permanente de valorização real do mínimo.

O governo apresentou como parte do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) um projeto que prevê a correção do mínimo, até 2023, pela inflação mais a variação percentual do PIB nos dois anos anteriores.

Ligações dos PFs afastados, a Octopus e a Navalha


Bob Fernandes

A ministra do Superior Tribunal de Justiça Eliana Calmon determinou a suspensão, por 60 dias, dos delegados Zulmar Pimentel - diretor-executivo e segundo homem da Polícia Federal -, Paulo Bezerra - atual secretário de Segurança Pública da Bahia - e César Nunes, superintendente da PF no mesmo estado. Na repercussão do ato, como se vê em quase todo esse rumoroso episódio da navalhada, a mistura de alhos com bugalhos. Terminam todos no mesmo recipiente, onde tudo é embrulhado e atirado ao sedento grande público, sem que se saiba quem exatamente é, ou foi, o quê.

O caso e seus personagens.

A começar por cima.

Zulmar Pimentel é conhecido, mesmo entre adversários, como homem que tem "asco" à corrupção, e tem participado ativamente do planejamento e comando das centenas de operações da PF que já fizeram mais de cinco mil presos nos últimos anos. Zulmar é também conhecido como policial de grande disciplina na corporação e por ser homem de vida e posses modestas.
Paulo Bezerra e César Nunes, assim como outros dois delegados já afastados - e aposentados no ano passado -, João Batista Paiva Santana e Rubem Patury, se envolveram, de uma forma ou de outra, com personagens da tentacular Gautama. Personagens que não estão citados na fita em cartaz, Navalha, mas personagens da mesma Gautama.

Agora mais embaixo.

Patury, que foi superintendente em Tocantins e depois em Sergipe, permitiu que algum gautameiro pagasse uma despesa de R$ 7 mil - preço do coquetel de sua posse como superintentente em Sergipe. Patury dançou, portanto, por conta de setinho.

João Batista, superintendente no Ceará, caiu na rede e na grampearia anti-Gautama em razão de passagens aéreas para a família no trajeto Bahia-Ceará. Mais um que capotou por mixaria na baixa gautamaria.

Segundo as investigações, Paulo Bezerra e César Nunes teriam se enredado por dois motivos: de um lado, tinham relações sociais com gautameiros. De outro, sem que se tenha notícia de envolvimento maior e mais grave, são citados em conversas gautâmicas.

A dupla, em suma, é acusada de obstaculizar a operação que antecede a Navalha, a Octopus, que mesmo depois de abortada por conta de vazamentos manteve como operação-mãe a Navalha. Todas filhas do sêmen de Zuleido e do ventre da Gautama.

Em tempo: beneficiado por um habeas corpus concedido pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, Zuleido saiu da cadeia nesta terça-feira, depois de 12 dias de prisão.

A Octopus, prejudicada por vazamentos, tinha na mira (leia aqui) o ex-presidente do Esporte Clube Bahia, Marcelo Guimarães, dono de uma empresa de segurança e outras cositas más, assim como Gervásio Oliveira, este, por sua vez, proprietário da Faculdade de Tecnologia e Ciência (FTC). Além dos dois, eram vasculhados outros do mesmo naipe.

A ministra determinou à Polícia Federal o afastamento dos três delegados, Zulmar, Bezerra e Nunes. Como Bezerra é secretário de Segurança Pública da Bahia e assim está afastado da PF, a determinação terá que ser encaminhada ao governador do Estado, Jaques Wagner.

Patury e João Batista, por conta do setinho e das passagens aéreas; Paulo Bezerra e César Nunes, por suspeita de vazamento de informações e/ou interferência nas investigações da Octopus, ascendente da Navalha. São casos distintos do de Zulmar.

O diretor-executivo da PF voou para Fortaleza para comunicar ao superintendente, João Batista, que este estava sendo exonerado. Entendem colegas que Zulmar Pimentel cumpriu uma praxe, e que sua ação não deve ser confundida com vazamento de informações para a interrupção de uma operação.

Zuleido e comparsas não são “Angélicas”


Zuleido Veras, dono da Gautama, a motogirl de propinas Maria de Fátima Palmeira e outros funcionários da gang conseguiram hábeas corpus expedido pelo Ministro do Supremo Tribunal Federal na noite dessa terça-feira 29 de maio.

Como não são “Angélicas”, precisaram de um único pedido de hábeas corpus para conquistarem a liberdade depois de sete dias de cana numa cela da Polícia Federal em Brasília.

Já Angélica Aparecida de Souza Teodoro, jovem negra, pobre e desempregada, presa por furtar um pote de margarina de R$ 3,20 para alimentar o filho faminto, teve três hábeas corpus recusados no Tribunal de Justiça de SP e só foi libertada depois de puxar 128 dias de cana pesada no Cadeião Pinheiros.

Só foi libertada depois do quarto pedido de hábeas corpus, então no STF.

Testes genéticos provam que negros são ilusão de ótica; Neguinho da Beija-Flor vai pedir passaporte europeu


Deu na BBC Brasil:

"O músico carioca Seu Jorge tem 12,9% de genes europeus e 85,1% de genes africanos, indicam exames de DNA feitos a pedido da BBC Brasil como parte do projeto Raízes Afro-brasileiras."

Tinha muita esperança de ser 100% negro. Se fosse, eu ia pedir uma indenização muito pesada nesse país, mas sou filho dos culpados também", disse o músico em entrevista na sua casa, em São Paulo, à BBC Brasil.

[...]

Apesar de não esconder uma certa decepção com seu recém-descoberto "lado europeu", Seu Jorge disse ter ficado feliz com o que chamou de resistência de antepassados africanos."Miscigenação era barbárie. Não tinha isso de história de amor, era barbárie. Fico feliz em saber que parte da minha galera resistiu e compõe 85% dos meus genes", disse o músico.Segundo o músico, era difícil ser negro na época em que milhões de africanos eram escravizados e continua a ser assim hoje.

"Tem que ser negro para saber o que é você entrar em um ônibus, como uma pessoal normal, e ver os passageiros saltando antes do ponto, escondendo relógio, ligando para a viatura. É uma agressão muito forte. É violento", contou."


Meu comentário:

Desconhecia esse projeto. Nem negro o negro brasileiro pode ser.Eu quero saber quanto de negro tenho em meu DNA.

Vou torcer para ser 100%.De acordo com a pesquisa, Neguinho da Beija-Flor tem 67,1% de genes europeus.A Comunidade Européia vai dar passaporte para ele?Ah, entendi, os testes só servem para DESPROVAR que existem negros.


Para COMPROVAR que existe um europeu dentro de um negro não valem, né?Agora está explicado porque, numa quebrada de São Paulo, ouvi um negro gritar para um PM com a arma em punho: "Peraí, meu chapa, eu sou 10% europeu".

30/05/2007

Por Incompetência Administrativa de Valderico, Cefet não será em Ilhéus.


A polémica sobre a implantação do Cefet – Escola Técnica Federal em Ilhéus ou Itabuna, é uma prova viva da tendência antropofágica regional.

Esta região se nega ao associativismo, não tem mais instituições regionais, acabaram com o ICB com a Coopercacau e com o CNPC, a próxima vitima já a caminho será a Ceplac, o individualismo é a regra, o que é bom para um não pode ser para a outra ou vice versa.

Os políticos regionais brigam por migalhas, não tem uma visão estratégica do futuro, nem conseguem formular uma agenda mínima de reivindicações junto ao estado e a federação.

Falta a nossa região um plano diretor metropolitano, ou melhor, falta tornar-se uma região metropolitana, somente assim sairíamos destes debates improdutivos e bairristas como o atual, dois deputados com representatividade regional tomam partido bairrista e esquece o regionalismo.

Nas diversas áreas da nossa economia, esse bairrismo mal resolvido vem causando estragos. Um bom exemplo, esta no turismo, em mil novecentos e noventa, quando diversas instituições ligadas à luta ambiental em Ilhéus conseguiram convencer o governo do estado sobre a implantação de um modelo de estrada, baseado em uma estrada parque entre Ilhéus e Itacaré; na época, parte do projeto deveria ser tocado por um consórcio a ser criado entre as prefeituras de Ilhéus, Uruçuca e Itacaré, a ação nunca saiu do papel, mesmo dispondo de recursos do prodetur um (programa de desenvolvimento do turismo). Não havia cultura de consorcio entre os prefeitos e as comunidades.

A situação entre Ilhéus e Itabuna é ainda mais grave, distante apenas vinte e quatro quilômetros, ligadas por uma estrada quase que completamente habitada, diversos bairros, uma universidade e um centro de pesquisa que juntas, empregam milhares de pessoas das duas cidades, mas nem assim surge uma sinergia que possa reunir os interesses estratégicos.

Este debate sobre o CEFET, é um bom momento para retornarmos o debate sobre a criação da região metropolitana Itabuna/Ilhéus, iniciativa do ex-senador Waldek Ornelas que nunca foi pra frente.

Se fossemos hoje uma região metropolitana, este e outros debates seriam mais produtivos.

Temas como a duplicação da rodovia Jorge Amado, o pedágio, novo aeroporto, aterro sanitário, estádio, saneamentos básicos (rio Cachoeira), hospital universitário, usina de reciclagem entre outras, são só alguns dos temas comuns as duas urbes.

Um Cefet, que deveria ser motivo de união e luta em conjunto das duas cidades, vai tornando-se um motivo de divisão.

Mas o pior desta historia toda é que na verdade nem Ilhéus nem Itabuna, ficaram com o Cefet, a incompetência dos dois administradores municipais não deixa. O prazo para apresentação da contra partida, termina no inicio do mês de julho, ou seja, um terreno ou mesmo um prédio para construção e funcionamento da escola, teria que ser apresentado ao Ministério de Ciências e Tecnologia, nesta data. O prefeito de Ilhéus disse que já assinou com a Codeba um convénio para ocupar áreas do antigo porto. A Codeba nega que tenha assinado algo com o prefeito, de fato, mesmo que a Codeba quisesse doar a área, dependeria de outros tramites burocráticos, tais como consulta a conselhos superiores da Portobras e ao Spu (Serviço do Patrimônio União) entre outros.

Este governo de Ilhéus não consegue abrir um restaurante popular, mesmo depois de ganhado tudo do governo federal, imagine liberar em um mês um terreno plenamente legalizado para construção da escola.

Faço uma aposta, Ilhéus já perdeu o Cefet.

Nem Veloso nem Alice Portugal, vão precisar ficar mais batendo boca pelos jornais.

Resta saber se Fernando Gomes será mais competente (se é que esta palavra aplica-se a ele) do que Valderico e levar para Itabuna uma escola federal que a principio e por principio, deveria ser das duas cidades e por consequência da região.





É da Veja o velho "ônus da prova"


Eu acredito (opinião do blog Jacarandá) que o Renan Calheiros, esta ferido de morte, não restará a ele muito mais tempo como presidente do Senado, mesmo com a inconsistência da denuncia da Veja, mesmo sendo a Veja uma publicação que não recebe credito, mesmo tendo ela que gerar agora as provas, mesmo assim, quem conhece como funciona estas relações entre poder, mídia e empreiteiras, sabe que se puxar uma linha vem o novelo todo. Se Renan tem rabo de palha chegou a hora de ver pegar fogo.


Segue abaixo um artigo de Luiz Weis, sobre o tema que esta publicado no site do Observatório da Imprensa.

Postado por Luiz Weis


Se procedem as dúvidas do repórter Guilherme Scarance, do Estado, na matéria “Falta esclarecer pagamentos de 2004 e 2005”, com uma bem-feita linha do tempo baseada na fala e nos documentos apresentados pelo senador Renan Calheiros, há um buraco de pelo menos R$ 200 mil nas relações financeiras do político alagoano com a jornalista Mônica Veloso.
Renan disse ontem que não tinha comprovantes dos pagamentos mensais que lhe teria feito entre janeiro de 2004, quando se constatou a sua gravidez, e novembro de 2005, mês anterior ao do reconhecimento da paternidade da filha nascida em agosto do mesmo ano.
A justificativa de Renan é assombrosa: “Por que ia haver [comprovantes de] depósitos se a relação não era oficial?”

Então, ficamos assim: a uma relação extraconjugal se segue uma relação extracontabilística.

A resposta leva água para o moinho da informação da Veja, não corroborada por documentos ou terceiros – além de quem soprou a história para a revista – de que esses R$ 200 mil foram pagos em dinheiro vivo pelo lobista Cláudio Gontijo, da empreiteira Mendes Júnior.

A acusação que pende sobre o senador é a de que o dinheiro era da empreiteira, onde todo mês um envelope esperava por Mônica.

Mas pode se imaginar também que o dinheiro vinha de eventuais “recursos não contabilizados”, na imortal expressão do tesoureiro petista Delúbio Soares, do senador que já foi muita coisa na vida política – por exemplo, membro da tropa de choque de Fernando Collor no Congresso.

De qualquer maneira, há uma zona de sombra na situação toda – e não apenas na do queijo suiço das alegações do senador.

Do ponto de vista político, por um lado, Renan ficou a descoberto, por falta de provas de que ajudou Mônica com dinheiro seu – e limpo.

Os seus colegas de “clube”, como o Senado é conhecido em Brasília, poderiam não cobrir o seu aparente déficit de idoneidade, apontado pela Veja.

Ou poderão cobrir, sim, por solidariedade corporativa, rabo preso ou lo que quieras, como dizem os argentinos. A ver no que dá a representação do PSOL ao Conselho de Ética da casa, que se instala hoje.

Do ponto de vista jornalístico, porém, a sombra é outra. Na ética da profissão, não basta matar a cobra. Tem de mostrar o pau. Nisso é a Veja que está a descoberto.

Como diz, na lata, o senador capixaba Renato Casagrande, do PSB, a reportagem ainda é “muito pouco para se manter uma acusação” de político recebendo dinheiro ilícito de uma empreiteira.
"A revista é que tem que provar que o dinheiro era da Mendes Júnior e não do próprio Renan."
Tem.

O ônus da prova é de quem acusa – ainda mais quando o acusador é um órgão de imprensa.

Ministro indicado por FHC solta Zuleido


Segundo informação da Folha Online, reproduzida abaixo, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, mandou soltar o empreiteiro Zuleido Veras, dono da Gautama. Gilmar Mendes foi indicato para o STF por Fernando Henrique Cardoso, o distraído ex-presidente que andou reclamando da complacência da Justiça com os criminosos de colarinho branco. Pensando bem, talvez haja motivo para a reclamação de Cardoso.


Hoje em dia, a polícia federal prende os corruptos e os amigos de FHC mandam soltá-los. No tempo em que o tucano era o presidente, a Justiça não tinha o trabalho de mandar soltar ninguém pelo singelo motivo de que a polícia não prendia corrupto algum...

Alto Nível


Segundo Edinei Mendonça, a partir desta convocação, todas as escolas sob a responsabilidade da 6ª. Dires terão supridas a falta de professores que vinha se constituindo em um dos maiores problemas da educação pública na região cacaueira. Em alguns casos, para não comprometer o ano letivo, a secretaria estadual de Educação vai elaborar um calendário especial de reposição de aulas, remunerando a categoria por este trabalho.


Outro aspecto salientado pelo gerente da Direc foi o alto nível apresentado no resultado da seleção. “Passamos a contar, inclusive, com professores universitários, mestres, nos quadros das nossas escolas públicas”, revela, salientando que, nas próximas semanas, ainda serão contratados para as escolas administradas pela Direc 6 mais 71 assistentes administrativos e 179 auxiliares de serviços gerais e merendeiras.

A diversidade nos blogs


Enviado por: Paulo de Freitas Dia

Nassif,
Eu mesmo sou a prova viva da importância dos blogs na diversificação e disseminação das diversas correntes de opinião.Sou um eleitor histórico do PDSB, principalmente do Serra. Era um daqueles indignados com o governo Lula, após as crises que estouraram no primeiro governo. Embarquei naquela história de que era o governo mais corrupto, de que o bolsa família era não mais que um programa assistencialista, que o Lula era um populista de marca maior, manipulador dos pobres...etc. Enfim, toda aquela campanha irracional que irrompeu em meados de 2005.Ano passado comecei acompanhar seu blog, pois era seu leitor na Folha. Logo em seguida os blogs do Mino Carta e Paulo Henrique Amorim.

Foi então que comecei a ter a outra versão dos fatos. Principalmente baseado nas análises extremamente equilibradas que você faz neste espaço.Para mim os mitos foram caindo. Por exemplo, o mito de gestor eficiente concedido ao Alckimin. Mito esse denunciado por você como falso. E os fatos (segurança, educação, febem, metrô) corroboraram o que você vinha antecipando. Hoje tenho (ou pelo menos penso ter...rs) uma visão muito mais equilibrada e menos maniqueísta do cenário político brasileiro. E freqüento blogs dos mais variados matizes (desde Zé Dirceu até Reinaldo Azevedo e os podcasts do Mainardi). Continuo um eleitor do PSDB, mas muito mais crítico e racional, tanto ao PSDB quanto ao governo Lula.

Arrisco dizer que esse segundo governo Lula começou muito mais pró-ativo do que o segundo governo FHC; e mesmo com as barbeiragens na política econômica, deixará um legado mais positivo.É engraçado quando comparo minha visão atual com familiares ou amigos que se informam apenas pelas mídias tradicionais. Eles não fazem idéia da riqueza, da diversidade e profundidade dos temas tratados nos blogs. E como esse instrumento nos ajuda a vislumbrar as mais variadas questões pelos mais variados ângulos.P.S: acompanho seu blog desde o primeiro dia, lá no UOL. E digo feliz que nunca fiz parte das "abelhas assassinas".

O bom combate resulta sempre de boas argumentações, em detrimento de baixarias e ofensas pessoais.enviada por Luis Nassif

Reforma política: lista e financiamento público ganham apoio


A discussão sobre a reforma política, iniciada na Comissão Geral na tarde de segunda-feira (28), prosseguiu na manhã desta terça-feira (29) com uma participação exclusiva dos parlamentares. A exemplo dos representantes da sociedade civil, que participaram do debate inicial, também entre os parlamentares existe consenso sobre a necessidade da reforma e discordância com relação às regras que devem ser adotadas. Dois temas, porém, parecem ter o apoio da grande maioria dos deputados: o financiamento público das campanhas e a votação em listas partidárias.

Alguns defendem a proposta que está em tramitação e deve ser reapresentada em novo texto para votação com direito a prazo para emendas. Nela são enfatizadas os itens da lista fechada e financiamento público de campanha. Outros parlamentares acreditam que a reforma política deve ser mais ampla, incluindo o fim da reeleição, a coincidência dos mandatos e o voto distrital.


O deputado Flávio Dino (PCdoB-MA), um dos primeiros oradores do dia, antecipando-se às divergências que o assunto produz, destacou que '' não existe reforma ideal. Nenhuma reforma é boa em si mesma'', acrescentando que ''não há conclusão de reforma política. Ela é um processo e, como tal, precisa ter diretriz metodológica''.


Para Flávio Dino, ''é preciso ter criatividade e imaginação'', convocando os parlamentares a debaterem as formas de aprovar as novas regras. E citou o caso da lista fechada, que pode ser fechada ortodoxa e lista flexível.


''É necessário estabelecer critérios objetivos para a elaboração das listas fechadas, sob pena de que o atual sistema político se converta numa ditadura partidária. No âmbito das listas fechadas, muitas variações são possíveis'', afirmou.


Em relação ao financiamento público de campanha, Dino lembrou que pode ser estabelecido um período de transição, ''ajustando gradualmente os fundos partidários hoje existentes, até chegamos ao financiamento público exclusivo''. Para ele, ''há possibilidade de negociação no âmbito dessas duas grandes idéias, que são hoje os carros-chefes da reforma política''.


Prioridades


O deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), que foi relator da Comissão Especial da Reforma Política na Câmara, defendeu que o Congresso analise todas as possibilidades, mas priorize os pontos da reforma que já foram discutidos pela comissão especial, para só posteriormente se debruçar sobre pontos mais polêmicos ou que precisam de emendas constitucionais para serem alterados.
Entre os temas que exigem mudanças constitucionais estão o fim da reeleição, o voto distrital e a coincidência de mandatos.


Ronaldo Caiado reiterou sua defesa das listas fechadas como instrumento de fortalecimento do sistema político-eleitoral brasileiro. Ainda que não seja ''a vacina contra a corrupção'', a lista, acredita, permitirá renovação dos quadros e o exercício dos mandatos de forma mais independente.


Em relação à crítica de que a lista poderia beneficiar quem exerce atualmente cargo político ou as pessoas ligadas a ''caciques'' regionais, o relator afirmou que caso essas práticas aconteçam, os opositores poderão acusar em palanque. ''Sobre a composição dessas listas, eu pergunto quer coisa melhor no mundo do que poder debater e mostrar que a lista é de panelinha, inclui a mulher, o compadre, todos aqueles que estão ligados ao presidente do partido, mas não têm representatividade?''.

Na avaliação de Caiado, a lista, na verdade, mostrará transparência ao eleitor, porque poderá questionar sua composição.


O deputado Francisco Rossi (PMDB-SP), que foi o relator da Constituição de 1988 na parte sobre eleições e partidos políticos, também defendeu uma reforma focada nos pontos que considera possíveis no momento. Ele avaliou que o atual sistema eleitoral está ''podre'', porque privilegia o poder econômico.


Segundo ele, tentar uma reforma maior, no entanto, seria um erro, pois as divergências poderiam impedir qualquer reforma. ''Se formos enveredar pela emenda constitucional, então, não vamos mudar nada'', disse.


Partidos fortes


O deputado José Genoino (PT-SP) afirmou que o foco central da reforma política em discussão no Congresso Nacional deve ser o fortalecimento dos partidos, dos programas e dos projetos para o País. ''Ou fazemos essa mudanças ou vamos continuar com esse sistema individualista e desorganizador da política'', disse.


Ele defende o financiamento público e as listas fechadas como medidas que devem ser adotadas simultaneamente. ''Com listas abertas, o controle torna-se impossível. Além do mais, usaremos dinheiro público para financiar projetos pessoais de candidatos, e não projetos para o país'', concluiu.


De BrasíliaMárcia Xavier
Com Agência Câmara

29/05/2007

TV Mentira


O jornalismo da Tv Bahia/Rede ACM, esta caindo no ridículo, o que já era ruim ficou muito pior depois da demissão de quase cem profissionais. A emissora deixou de faturar mais de dez milhões de reais mensais que o governo Paulo Souto, leia-se ACM, pagava de mídia do estado na rede do chefe.

Os três jornais diários da emissora, esta sofrendo de esquizofrenia, a credibilidade foi para as cuias e a qualidade esta muito abaixo do famoso padrão global, na verdade já era muito baixo, só piorou.

São jornalistas mal informados e muito mal formados. Normalmente recebem uma pauta do “editor” com a missão de fazer dela ganhos políticos para o chefão e seu grupo.

Como política nunca foi o forte dos jornalistas da emissora, até porque nos anos do carlismo a única cobertura política era os espirros do chefão, a moçada tem sobrado na baixaria.

Chega a ser hilariante assistir o Bom dia Bahia, as meninas bem que tentam, fecham a cara, fazem de conta que dominam o assunto e toma-lhe pergunta capciosa, recheadas de armadilhas e cascas de bananas.

A bola da vez, agora, são os secretários do governo municipal da Salvador. Bem que tentaram com o governo do estado, mas depois que levaram um banho do secretario de saúde Jorge Sola, que, com elegância e muita sagacidade colocou os repórteres em seus devidos lugares, não se arriscam mais.

A cobertura do episódio da prisão de Luiz Caetano, prefeito de Camaçari, por exemplo, foi um show de parcialidade e jornalismo fajuto, algo como; “foi preso o prefeito do PT” tornou-se comum nos enunciados do jornalismo pequeno e encomendado da emissora.

Ainda ontem, ao cobrir de um evento referente à transposição do rio São Francisco, a emissora assumiu seu lado, obviamente o mesmo do chefão, os últimos trogloditas do Brasil a ser contra a transposição.

Não foi por menos que uma das repórteres da emissora, quase foi linchada no aeroporto de Salvador por populares, moradores de Camaçari que foram receber Luiz Caetano na semana passada. Foi salva por Marcelino Galo, presidente do PT, é claro que ninguém é a favor da barbárie. Mas o povo já não se deixa enganar por um jornalismo tão fajuto, parcial e principalmente imoral.



Denúncia apressada pode abafar Operação Navalha


Por Alberto Dines em 29/5/2007

Veja tinha pressa: precisava mostrar que não foi ultrapassada na Operação Navalha. Sentia-se na obrigação, sobretudo, de mostrar que tem futuro este tipo de jornalismo semanal da qual se tornou expoente no Brasil. Ou mais futuro do que o do jornalismo diário. Nessas maratonas, quem perde sempre é o maratonista.

A decisão de antecipar de sábado (26) para sexta (25/5) a data de saída da edição nº 2010 pretendia substituir pelo impacto e a surpresa as falhas e omissões na denúncia contra o presidente do Senado, Renan Calheiros. Um ou dois dias a mais na investigação e, principalmente, um texto mais cuidado e uma edição menos afobada teriam dado à matéria mais consistência e menos semelhança com o que se convencionou chamar de jornalismo de apelação, marrom ou amarelo.

Como ainda não dispunha de provas sobre as ligações do político alagoano com o esquema da Gautama, o semanário foi atrás das suas eventuais ligações com outra empreiteira, a Mendes Júnior. E como o redator não poderia ignorar o potencial explosivo das navalhadas da Polícia Federal, misturou alhos com bugalhos numa das aberturas mais toscas do nosso jornalismo investigativo.

Campeonato antipizza

Em quatro páginas profusamente ilustradas para dar volume, nenhum documento. Apenas a acusação, sem aspas ou fonte, de que um dos diretores da construtora Mendes Júnior, Cláudio Gontijo, pagava em dinheiro contas pessoais do senador.

Depois do Jornal Nacional de segunda-feira (28/5) percebe-se que a fonte da Veja foi o advogado da jornalista Mônica Veloso (beneficiária daqueles pagamentos e com quem o senador teve uma filha). Este advogado foi o único a contestar no telejornal da Globo (e mesmo assim por telefone) a defesa que Renan Calheiros fizera naquela tarde no Senado.

Renan Calheiros apresentou alguns documentos em sua defesa, tentando mostrar que os pagamentos à jornalista eram seus e não de terceiros. Mas deixou lacunas, conforme se evidenciou logo em seguida.

Significa que nas próximas semanas seremos obrigados a acompanhar uma telenovela contábil e ignóbil apenas porque a maior revista brasileira, por impaciência ou delírio (dá no mesmo), ao invés de investigar com seriedade deixou-se fascinar pela picardia e pela sordidez.

Na ânsia de comandar o espetáculo e assumir a liderança do campeonato antipizza, Veja pode estar contribuindo ardilosamente para reforçar o imenso coro de políticos assustados com o rigor da PF e que, por isso, reclamam contra os seus "excessos".

Burocráticas, autarquizadas

Se não for sabotada ou manipulada, a Operação Navalha tem condições de reprimir ou, pelo menos, atenuar o saque multissecular ao erário que tornou o país um dos mais injustos do mundo. Junto, deverá alterar decisivamente a forma de fazer política, administrar orçamentos e estabelecer um padrão mínimo de decência no poder público.

Sem navalhadas, mas devidamente equipada para produzir a indispensável ressonância, a imprensa desempenha um papel não menos crucial neste saneamento cívico. Em quase duas semanas de intensa cobertura, a mídia cometeu poucos deslizes – alguns por culpa das simplificações propiciadas pelos infográficos – mas não está conseguindo passar à sociedade a premente e inadiável necessidade do "basta!".

As primeiras páginas são burocráticas, autarquizadas, concebidas para atender às imposições da segmentação dos públicos e respectivos cadernos. Em nossas redações ninguém lembra mais do poder de um editorial de primeira página, candente e universal, capaz de sacudir os atentos e desatentos, teens e idosos, socialites e sindicalistas, rurais e urbanos, artistas e economistas. Jornalismo sem capacidade de convocação perde até para a virtualidade do Second Life.

Postado em: http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/

Por que as Organizações Globo, a Folha, o Estadão, a Veja odeiam Chávez

Tenho insistido aqui na importância de se prestar atenção na tentativa de agendamento (agenda-setting) efetuada pela mídia.

Exemplo típico disso é a forma como todos os jornalões (impressos e TV) chamam o término das transmissões da RCTV na Venezuela. Para eles, Chávez mandou fechar a emissora, porque lhe fazia oposição. Isso é repetido todos os dias, o dia todo, por todos eles.

No entanto, não esclarecem por que diabos Chávez não fez isso logo após ter retomado o poder, de onde fora retirado por pouco tempo, vítima de um golpe de Estado em 2002, insuflado e patrocinado pela mídia venezuelana – RCTV à frente?

A resposta é clara: Simplesmente porque Chávez não mandou fechar a RCTV. Ou, usando o método deles: Chávez não mandou fechar a RCTV. Chávez não mandou fechar a RCTV. Chávez não mandou fechar a RCTV. Chávez não mandou fechar a RCTV.

Como no Brasil, as emissoras de TV na Venezuela operam sob licença (e esta é a razão de a Globo gritar tanto contra o fim das transmissões da RCTV). São uma concessão pública. Por isso devem obedecer a certas normas. Ao final do prazo da concessão, se tiverem agido conforme as regras, ela é renovada. Caso contrário, não.

E foi o que aconteceu com a RCTV. Ela descumpriu as normas - entre otras cositas, patrocinou o golpe de Estado em 2002 -, por isso não teve a concessão renovada.

Não houve fechamento. O golpe contra Chávez (RCTV à frente) foi há cinco anos. Em respeito à lei, ele aguardou o término do período da concessão para, de acordo com a lei, não renová-lo. Apenas isso.

O que a grande mídia brasileira não engole é que ele tenha tomado lá a medida que poderia ter sido tomada aqui, em outras oportunidades, mas nunca o foi, graças ao famoso jeitinho brasileiro.
Por aqui, parlamentares são donos de emissoras de rádio e TV (o que é proibido por lei), grupos controlam rádio, jornal e TV num mesmo Estado (como a hegemônica Globo no Rio – o que também é proibido), e fica por isso mesmo.

Por isso a grita. Têm medo de que aconteça por aqui o que aconteceu por lá. O que eles temem de Chávez é isto: o exemplo.

Abrindo as gavetas do fórum


Tem sido muito comum nos meios político de Ilhéus e mesmo nas ruas da cidade, criticas veladas ao Ministério Publico, a principal queixa ou critica, sempre se refere à morosidade dos processos.

Após a noticia de ontem, em que a juíza a juíza substituta da 2ª Vara da Fazenda Pública, Emanuelle Vita Leite, dando prosseguimento à ação de improbidade administrativa contra dois ex-prefeitos de Ilhéus e o atual, a começar por Jabes Ribeiro, este debate começou a ficar mais claro.

Pelo visto o problema na verdade não era bem do Ministério Publico, estava no tamanho das gavetas do fórum Epaminondas Berbet de Castro.

A torcida agora é que de juíza substituta Dra. Emanuelle passe de substituta a titular, pelo visto na mesa dela não tem gavetas.

PF DE LULA DÁ DE 10 X 0 EM PF DE FHC


Paulo Henrique Amorim


. A Polícia Federal, no Governo Lula, e sob a liderança do Dr. Paulo Lacerda se tornou uma polícia republicana.
. Isso significa que ela investiga crimes de ricos e pobres, em todos os segmentos políticos.
. É por isso que os políticos conservadores e a mídia conservadora (e golpista) estão preocupados com os “excessos” da Polícia (Republicana) Federal.
. O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgilio, aquele que disse que ia dar uma surra no Presidente Lula e teve um “excesso” de 5% dos votos para governador do Amazonas, disse da tribuna do Senado, nesta segunda feira, dia 28, que a Polícia (Republicana) Federal ameaça instalar um “estado policial” no Brasil.
. O senador, provavelmente, não sabe o que é “Estado” nem “estado policial”. Nem o que é Polícia Republicana.
. A Policia (Republicana) Federal se reinventou.
. Ela é uma prova de que o Brasil mudou, depois dos oito anos de FHC, o Farol de Alexandria.
. A Polícia Federal agora não é só Republicana, como passou a trabalhar.
. Antes, sob as luzes do Farol, a PF trabalhava pouco e o fato mais notável que realizou foi uma operação para destruir a candidatura de Roseana Sarney a presidente e eleger José Serra.
. Ao fim da operação, um delegado da PF mandou um xérox ao Palácio da Alvorada que dizia “missão cumprida”.
. A Polícia (Republicana) Federal trabalha ao lado do Ministério Público e da Justiça que autoriza o que ela pede, quando considera razoável: grampear e prender, por exemplo.
. A Polícia Federal não decide sobre prisões nem grampos. A Justiça manda prender e grampear e a Polícia Federal prende e coloca grampos.
. Portanto, quando se fala em “excessos” da Polícia Federal, é bom incluir entre os que cometem “excessos” o Ministério Público e a Justiça.
. Um leitor do Conversa Afiada (*) enviou um estudo comparativo entre os três últimos anos da PF na “gestão” do Farol de Alexandria e a Polícia (Republicana) Federal sob o Presidente Lula e o Dr. Paulo Lacerda, nos quatro primeiros anos do novo Governo.
. Veja só: Lula e Paulo Lacerda dão de 10 a 0:

28/05/2007

Shoping a céu aberto já era, prefeitura perdeu o prazo



Conforme informamos há quase quinze dias aqui no Jacarandá, a prefeitura de Ilhéus, administrada por um governo cujo marca principal é a incompetência e a irresponsabilidade, perdeu mesmo a verba de mais de cinco milhões de reais, que havia sido liberado pelo Ministério do Turismo (governo Lula) para o projeto Shpoping ao Céu Aberto.

Os recursos ficaram disponíveis na Caixa Econômica Federal de Ilhéus por quase dois meses, mas a prefeitura não cumpriu os prazos e ainda tentou fazer uma “armaçãozinha” tentando contratar uma empreiteira para executar om projeto, na base da carta convite sem licitação. Ver se pode?

Detalhe; a empreiteira pertence ao deputado do Demo, ex-PFL Jonga Barcelar.

Pior foi que a prefeitura, mesmo sabendo que já tinha perdido a verba, fez um evento com os comerciantes do centro da cidade no salão nobre do palácio Paranaguá, quando apresentou o projeto à sociedade ilheense. Ou seja, fez todos de palhaço.

Jacarandá tem destaque nacional


Artigo do blog Jacarandá da Bahia, tem destaque nacional no blog Vi o Mundo do jornalista ex-global, Luiz Carlos Azenha.

Alem de participar do SIVUCA uma super central que reúne os melhores blog’s do Brasil, o Jacarandá, entrou também na lista dos blog’s recomendado pelo famoso blog Os Amigos do Presidente Lula, editado pela competente Helena Sthephanowitz, dona de uma das maiores audiências da Internet brasileira.

Para nossa equipe, é uma honra esta em parceria com estes amigos blogeuiros, é a confirmação de que estamos no caminho certo.




Ex-prefeito de Ilhéus responde ação por improbidade administrativa


O ex-prefeito de Ilhéus, Jabes de Souza Ribeiro, sob quem pesam 20 ações de improbidade administrativa movidas pelo Ministério Público estadual, vai responder a primeira delas. A juíza substituta da 2ª Vara da Fazenda Pública de Ilhéus, Emanuelle Vita Leite, decidiu dar prosseguimento a uma ação de improbidade administrativa movida contra o ex-prefeito e o ex-secretário municipal de Saúde, Paulo César Medauar Reis, por contratação irregular de servidor público. .
De acordo com a promotora de Justiça Karina Cherubini, o diferencial no caso é que existem outras ações por improbidade na comarca, algumas aforadas há mais de seis anos, que ainda não foram apreciadas pela Justiça, como as outras 19 ações contra Jabes Ribeiro, sete contra o ex-prefeito Antonio Olímpio da Silva e três contra o atual chefe do executivo municipal, Valderico Luiz dos Reis. “Esta decisão judicial marca um novo período e começa a demonstrar o comprometimento do Poder Judiciário local, em especial da juíza da 2ª Vara da Fazenda Pública, com a celeridade processual”, comemora a representante do MP
Jabes Ribeiro e Paulo César Medauar são acusados de contratar, sem realização de concurso público, um agente de saúde pública pelo tempo determinado de quatro meses, mas o manteve no cargo por quase quatro anos, mesmo tendo vencido o prazo contratual. “O primeiro réu, enquanto prefeito municipal, somente deveria autorizar o pagamento de servidores regularmente admitidos, sob pena de nulidade do ato. Já o segundo, não poderia permitir a permanência do servidor além do prazo contratual, por ele mesmo ajustado”, justifica a promotora de Justiça na ação que pede a condenação dos acusados por improbidade, explicando que a contratação e manutenção irregular de servidores públicos ferem os princípios constitucionais da impessoalidade, legalidade, isonomia e moralidade.
Audiências
Na próxima quinta-feira, dia 31, às 14h30 e às 15h30, serão realizadas na 2ª Vara da Fazenda Pública duas audiências conciliatórias com os representantes legais do Município de Ilhéus e da empresa Transporte Urbano São Miguel, acerca de ações movidas pelo Ministério Público em 2004, a primeira para que a Prefeitura coloque nome nas ruas e forneça o número oficial das casas do bairro Nossa Senhora da Vitória, e a segunda para que o número de postos de venda do passe estudantil e do vale-transporte seja ampliado – hoje só existe um posto para atender toda a população de Ilhéus. Serão as primeiras audiências realizadas em ações civis públicas pela 2ª Vara da Fazenda Pública no período de 1992 a 2007. Na Vara ainda tramitam outras 65 ações deste tipo.

Istoé, exemplo de jornalismo parcial e comprometido


A matéria de capa da revista Istoé desta semana, é um bom exemplo de como a mídia brasileira se tornou parcial, partidária e comprometida.

É claro que muita coisa ainda vai surgir na lama que envolve a construtora Gautama e políticos baianos, mas a capa da istoé desta semana traz uma arte em que o governador Wagner, aparece fisgado por um anzol ao lado de outras figurinhas carimbadas do carlismo.

O pressuposto induzido pela capa é que Wagner teria sido pego com a mão na massa, comprometendo de vez o mandato que acaba de começar.

Quando se ler a matéria no interior da revista, o conteúdo é recheado de denuncias que envolve o governo de Paulo Souto e diversos carlistas de carteirinha, como Marcelo Guimarães, Clemilton Andrade e Antonio Honorato. Veja aqui um trecho da matéria da Istoé; Durante a administração de Paulo Souto, entre 2003 e 2006, só a Seviba (outra empresa do Zuleido) recebeu mais de R$ 70 milhões do governo estadual. De acordo com o site Contas Abertas, de 2002 a 2007, em levantamento para ISTOÉ, três das empresas do grupo receberam R$ 38,5 milhões do governo federal, sempre na Bahia. Em outro pedaço a revista afirma: Os documentos do inquérito obtidos com exclusividade pela reportagem de ISTOÉ revelam que, dentre as autoridades investigadas está, por exemplo, o presidente do Tribunal de Contas da Bahia, Antônio Honorato de Castro Neto, indicado para o órgão pelo senador Antônio Carlos Magalhães. Há pelo menos dois nomes do governo de Paulo Souto: o diretor administrativo da Secretaria de Saúde, Hélcio de Andrade Júnior, e o chefe de gabinete da mesma pasta, Wedner Souza da Costa. E segue dizendo, Depois de vencer as concorrências, as empresas de Clemilton e Marcelo costumavam fazer doações eleitorais a políticos do grupo de ACM. Em 2004, por exemplo, a Seviba doou R$ 27 mil para a campanha do senador César Borges à Prefeitura de Salvador. Nas eleições do ano passado, a empresa fez doações para Paulo Souto, candidato à reeleição, e para Rodolpho Tourinho, candidato derrotado ao Senado.


Em relação a Wagner, a matéria trata de um telefonema do Zuleido para o prefeito de Camaçari, veja aqui, No dia 8 de maio de 2006, Zuleido telefona para o celular do prefeito Luiz Carlos Caetano, também petista e apontado como o herdeiro político de Wagner, com o intuito de marcar uma reunião, e usa o nome do governador. Quem atende é um assessor, de nome Ilário. Diz o relatório da PF: "Zuleido se identifica como sendo Zuleido da Gautama, diz que quer falar com (o) prefeito (....). Zuleido diz (que) quem forneceu o número 9174- 9174 foi Jaques Wagner." "Eu não passei telefone nenhum para o Zuleido. Isso foi bravata dele para chegar no prefeito", diz o governador.

Mesmo assim, a revista achou melhor botar a cara de Wagner na capa, fisgado pela operação navalha, uma forçada de barra, puro jornalismo marrom, parcial e comprometido.

Não é por pouco portanto que a Istoé é conhecida nos meios jornalísticos como “Quantoé”. Ta explicado.

Você pode ler a matéria na integra no http://www.terra.com.br/istoe/