05/06/2007

Concessões nos EUA




O jornalismo brasileiro faz ao mundo uma revelação fenomenal: se ainda sobrevive em aparência, há muito a democracia está extinta em países como Inglaterra, Canadá, México, Peru, Espanha e, mais ainda, EUA, para citar só alguns.


Já que, segundo informa e ensina o jornalismo brasileiro, tevês e rádios livres para o que queiram são a medida da democracia e da legalidade, é forçoso concluir que aqueles países preferiram outros regimes.


Uma pesquisa do jornalista chileno Ernesto Carmona verificou que em todos tem havido não renovação e cassações de canais. Só nos Estados Unidos ele encontrou 102 não renovações, em 141 extinções de tevês e rádios.Ernesto Carmona é presidente do Colegio de Periodistas de Chile, associação dos jornalistas chilenos.enviada por Luis Nassif

Pressentimento



Deu no Estadão:


..."A OAS e a Gautama dividiram meio a meio o bolo." Se soltar um cão farejador nessa trilha....desconfio que a PF vai encontrar um pote de ouro no fim do arco-íris.

O Recruta Zero esta de volta


Geraldo Alckmin desembarcou de volta ao Brasil se colocando como um soldado do PSDB.

Ele me lembrou o simpático, mas desastrado recruta Zero das revistas em quadrinhos da minha época, os "comics" de hoje. Recruta Zero quer viajar pelo país para criar uma oposição "firme, que cobre, que fiscalize".

Acho que antes da empreitada o bravo recruta deverá enfrentar alguns moinhos de vento que deixou pelo caminho. Primeiro: em parecer técnico, a Coordenadoria de Exame de Contas Eleitorais e Partidárias recomendou ao ministro do Tribunal Superior Eleitoral a rejeição da prestação de contas de campanha do então candidato a presidente.

Segundo: o superfaturamento da implosão do Carandirú está na mesa e terceiro, o inesquecível buraco do Metrô que apesar de ter aparecido sob o governo Serra é filho legítimo da administração Alckmin.Enviada por Nelson R.Perez

Tucanos podem morrer de inveja


Para aqueles que sempre desdenharam Lula, principalmente por preconceito de classe, deve ser difícil entender como o operário que virou presidente pode chegar onde ele tem chegado.

Nosso presidente, recebeu ontem na Índia das mãos do presidente Manmoham Singh, um prêmio que o coloca no mesmo nível dos maiores nomes da historia universal. O premio Nehru é a mais importante comenda do governo indiano, antes de Lula, somente três lideres tinham recebido tamanha honraria, Madre Teresa de Calcutá, Nelson Mandela e Martin Luther King.

É pouco?

ECONOMIST ELOGIA A POLÍCIA FEDERAL


"A maior celebridade do Brasil hoje não é uma estrela do futebol nem uma heroina de novela. É a Policia Federal". (THE biggest celebrity in Brazil these days is not a football star or a telenovela heroine but the federal police force).

. Um dos procedimentos standard da mídia conservadora (e golpista) do Brasil é reproduzir a imprensa estrangeira quando espinafra o Brasil.

. Desde sexta-feira está no ar na respeitada revista inglesa Economist, provavelmente a melhor revista de economia do mundo, uma reportagem sobre a Operação Navalha.

. O titulo é "limpando a sujeira".

. A Economist se derrete em elogios à Policia (Republicana) Federal.

. Desde sexta-feira, aguardo ansiosamente a reprodução da reportagem na imprensa conservadora (e golpista) do Brasil.

. Até agora, nada.

. Quando é elogio, não presta, é isso ?
. O que diz a Economist (clique aqui para ler a íntegra) ?
. Que os brasileiros podem ter a impressão de que a corrupção aumentou.

. O que mudou foi a Polícia Federal, que passou a agir com profissionalismo e mete a faca nos partidos da base do Governo e em si própria.

. Esse partidarismo da imprensa brasileira provavelmente se repetirá amanhã, terça, quando tratar da entrevista que o Presidente Lula deu ao programa “Hard Talk”, da BBC inglesa – talvez, o melhor programa de entrevistas da Inglaterra.

. Lula deu um show ao defender o programa brasileiro de bio-combustíveis.

. O entrevistador, duro e bem informado, partiu para cima com o blá-blá-blá ibâmico: a cana vai matar o brasileiro de fome; o Brasil vai destruir a floresta amazônica.

. Só faltou defender os bagres.

. Lula mostrou que a cana usa 1% da área agriculturável brasileira; a soja, 4%.

. Que a Europa só conseguiu preservar 4% de suas florestas e a floresta amazônica está intacta em mais de 90%.

. A mídia conservadora (e golpista) provavelmente dará destaque à relação Lula-Chávez.

. Chávez não tem a menor influência sobre o Brasil, como não teve – foi uma das questões do “Hard Talk” – sobre a decisão de Evo Morales de nacionalizar as instalações da Petrobrás na Bolívia.

. Como explicou Lula no “Hard Talk”, Morales ainda não era presidente, e, num plebiscito, os bolivianos, por 90%, decidiram nacionalizar o gás.

. E, aí faz o quê ?

. O entrevistador inglês pôs a viola no saco.

. Invadir a Bolívia, sugeriu a Controladora Geral da República, a Miriam Leitão, no Bom (?) Dia Brasil, repetidamente.

. Chávez tem tanta ascendência sobre a política interna brasileira quanto o Mestre de Aviz (*).

. Mas, a mídia conservadora (e golpista), como (ainda) não conseguiu dar o golpe em Lula, concentra-se, no momento, em derrubar Chávez.

(*) Clique aqui para saber mais sobre o Mestre de Aviz no Wikipedia.

Em tempo: o Ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, talvez se surpreenda com o que diz a Economist. O Ministro Mendes foi quem disse que a Polícia (Republicana) Federal faz "canalhices" e usa métodos da "Gestapo".

Em tempo 2: O texto da Economist permite deduzir que o combate à corrupção só não é mais eficaz no Brasil, no momento, por causa da Justiça.

Enquete: No governo FHC, a Polícia (Republicana) Federal mandaria indiciar o irmão do Presidente?

04/06/2007

Caminhando e cantando...


Enquanto isso, trabalhando em surdina Dr. Ruy, vai marcando pontos e pavimentando seu caminho rumo ao Paranaguá. Neste fim de semana participou de um almoço na casa do vereador Alcides Kruchevisk, no “menu” o fora Valderico e a sucessão no próximo ano. Entre os presentes, alem de Alcides e a turma do PSB, Gustavão do PC do B e quase toda a cúpula do PT local.

Em outra frente, as noticias são ainda melhores, nesta semana chegam a Ilhéus os técnicos do ministério da Saúde que vem preparar para o inicio das obras do programa QualiSus, o regional vai ficar irreconhecível, para melhor é claro. Aliais, os próprios radialistas estão impressionados, pela primeira vez em vinte anos a população tem telefonado para os rádios elogiando o atendimento do hospital.

Como não para, Dr. Ruy, segue esta semana para uma serie de audiências em Salvador, tem reunião com Jorge Sola, secretario estadual de saúde com Ruy Costa, na secretaria de relações institucionais e outra com Domingos Leonele, secretario de turismo, de quebra um encontro extra agenda com o governador Wagner.

Uns falam, outros fazem.


Enquanto a câmara de vereadores de Ilhéus fez um evento para debater a escola técnica federal, os vereadores de Itabuna fizeram diferente.

Seguiram para Brasília na semana passada e tiveram diversas audiências com autoridades de Ministério da Educação, quando constataram que a batalha estava perdida para Ilhéus, pegaram o avião de volta, articularam durante o vôo com Marcio Veloso, depois, um telefonema para Geraldo Simões e pronto.

À escola vai ser construída mesmo em Ilhéus. Só que na Ceplac a cinco quilômetros de Itabuna e vinte de Ilhéus.

Quem saiu ganhado nessa?

Cheves não tem razão, não são papagaios são urubus.


O congresso nacional não tem condições morais nem políticas de criticar nada em relação ao governo Chaves, muito menos em relação ao caso do fechamento da RCTV.

Nosso Congresso, em particular o Senado, como todos sabem, sempre foi omisso, dominado por uma maioria de parlamentares corruptos, serviçais da ditadura, chegados a intimidades promiscua com empreiteiros, gente de um tipo que se vende por mimos, gravatas, wisk e carona de jatinho.

Uma casa que tem entre os seus, nomes como ACM, Sarney, Jorge Bonhause e Renan Calheiros, não merece respeito nem solidariedade, menos ainda respeito.

Merecem repudio mesmo, Chaves ta certo, sempre foram submissos aos interesses americanos.

Quem não tem moral para falar o que não deve, tem que ouvir o que não quer.

O que Chaves falou foi elogio, chamar nossos senadores de papagaio é elogio, afinal eles não passam de urubus.

São carniceiros, abutres gordos e corruptos.

Ou alguém tem duvidas que não só o senado, mas todo o governo brasileiro durante o mandato de FHC e antecessores, não passaram de um porta-voz incompetente e submisso ao governo americano? Esta aliais, sempre foi a triste historia da América Latina, ciclo que esta sendo quebrado por governantes como Lula, Chaves, Ivo Morales e outros, que estão reconstruindo a historia da América Latina.

Os Estados Unidos invadem nações soberanas, prendem e matam cidadãos de outras nações sem julgamento, destruíram o Afeganistão e o Iraque, mataram quase um milhões de pessoas na guerra insana que travam contra os mulçumanos, são contra a paz e contra o tratado de Kioto, mesmo assim, duvido que você já viu ou ouviu algum pronunciamento de nosso Senado Federal condenando os Estados Unidos?

Alo, Bin Laden


As peças que vão se encaixando


À medida que os jornais em vez de serem pautados passam a pautar, faz-se jornalismo.


No “Estadão” de hoje, Fausto Macedo vai até o Maranhão, apura que a Gautamo e a OAS foram parceiras em um projeto no governo Roseana Sarney, onde o TCU (Tribunal de Contas da União) constatou várias irregularidades.


A matéria “Gautama e OAS se uniram para levar R$ 540 milhões no Maranhão" é a primeira peça para se entender o alcance real desse jogo.


Mas, graças ao leitor Edmundo Adôrno, desde 22 de maio os leitores do Blog já sabiam do esquema de empreiteiras filhotes e associadas à OAS. Confira.


enviado por: Edmundo Adôrno


Caro Luís,


Não existe nada de absurdo. O dep. Paulo Magalhães deve ter recebido grana do Zuleido. A Gautama, como outras construtoras baianas de médio porte surgiram e cresceram à sombra da OAS. Na maioria das vezes, executivos e técnicos desligavam-se e ainda desligam-se, criam empresas, que orbitam em torno e sob o guarda-chuva da OAS. Isto é caso corriqueiro na Bahia.


Em obras de menor porte a OAS encaminha sua satélites, eu disse satélite e não controladas, para participarem do processo licitatório e ganha-las, evidentemente. Esse tipo de atitude decorre do fato de a OAS possuir uma estrutura de custos muito alta, em decorrência do seu tamanho e isto repercute ou repercutiria no preço de venda de certas ("pequenas") obras.


As empresas satélites têm autonomia mas, não possuem independência. É a sua autonomia que faz com que uma empresa como a Gautama, com administração própria e eficiente, possa galgar posições altas. A família do senador é grande e precisa que cada vez mais um maior número de fonte de renda possa ser agregado ao seu portifólio.


Muitas empresas baianas de engenharia possuem ligação umbilical com a OAS, prometo citar o nome de outras se a investigação não ficar só na ponta do iceberg. Espero ter demonstrado a razão pela qual o senador está sem vontade de xingar... em público. Garanto que intra-muros o Zuleido, o Paulinho e cia., já ouviram o que satanás, no inferno, não sonha ouvir.

Renan foi chantageado?


Um senador, sua amante e uma filha. o enredo dessa história tem por trás os ingredientes clássicos de uma chantagem que vinha se desenhando há anos. Documentos bancários e diálogos íntimos de Mônica Veloso e Renan Calheiros, foram gravados em CD e fita cassete por Mônica Veloso.

O presidente do Senado evita admitir que possa ter sido vítima de chantagem por parte de Mônica Veloso. “Eu não falo mal dela”, diz. “Ela é mãe de uma filha minha.

E eu vou fazer de tudo para proteger a minha filha.” O que, porém, foi revelado ao longo da semana sobre a sua relação com a jornalista está muito próximo do “ato de extorquir dinheiro, favores ou vantagens de alguém sob ameaça de revelações escandalosas ou secretas”. Essa é a definição de chantagem no Dicionário Aurélio.

Desde 2003, quando Mônica engravidou, Renan tem negociado com ela formas de tentar manter a relação entre os dois – No mesmo período, Mônica gravou conversas íntimas, e notas insinuando o relacionamento saíram em colunas de jornal. A disputa entre Renan e Mônica acabou na 4ª Vara de Família de Brasília, no processo 2005.01.1.14933. Renan, então, pagava a Mônica uma pensão de R$ 3 mil, e ela queria aumentá-la para R$ 12 mil.

No exato dia da audiência que ambos teriam perante o juiz, surgiu a denúncia de que a pensão e outras despesas de Mônica seriam pagas pela Mendes Júnior, através do lobista da empreiteira, Cláudio Gontijo.

Mônica Veloso chantageia Renan Calheiros. "Preciso abrir a boca pra esse filho existir""Eu te falei que podia ficar muito pior " De Mônica Veloso para Renan Calheiros, em conversa que ela mesmo gravou (Leia) Veja a conversa gravada por Mônica aqui

A reação de Verônica: A mulher do senador Renan afirma: "Se tudo isso está acontecendo por causa de um pedido de mais dinheiro, quero fazer uma proposta de coração aberto: eu aceito compartilhar a guarda da criança" (Leia)

01/06/2007

Veloso deixou presidente do PCdoB "chocado"


"Fiquei chocado com o achincalhe e o desrespeito em relação à companheira deputada Alice Portugal".


Essa foi a manifestação do presidente do PCdoB em Ilhéus, Gustavo César, o Gustavão.


O presidente deu entrevista agora de manhã, no Programa Tabuleiro (Rádio Baiana), comandado pelo radialista Vila Nova. Sua indignação tem como alvo o deputado federal Raymundo Veloso, que escolheu adjetivos como "estúpida" para referir-se à colega de parlamento.


A briga tem a ver com a paternidade (ou maternidade) do Cefet. Gustavão reiterou que Alice Portugal apresentou, no dia 26 de abril de 2006, ao Ministério da Educação, requerimento para a instalação de um Centro Federal de Educação Tecnológica no sul da Bahia."Veja que ela apresentou o pedido, antes mesmo de Veloso se tornar deputado" - observou o comunista, acrescentando que, antes de se brigar pela paternidade, seria melhor garantir o nascimento da "criança".


O presidente do PCdoB manifestou preocupação com relação às condicionantes que devem ser observadas para assegurar o Cefet em Ilhéus. "O município precisa dar garantias ao MEC, a prefeitura deve estar adimplente, senão vai perder".


DIAGNÓSTICO DO PRÉ-NATAL: TRATA-SE DE UMA GRAVIDEZ DE ALTO RISCO, COM A PACIENTE SENDO SUBMETIDA A PRESSÕES ELEVADAS. A POSSIBILIDADE DE ABORTO DEVE SER CONSIDERADA.

Ou Veja prova denúncias ou cai no descrédito

Por Alberto Dines

Já deve estar pronta a edição da Veja que circulará amanhã. Pode ser uma edição histórica: ou condena o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), ou condena-se ao descrédito. Não há alternativas.


Além de oferecer um mínimo de provas ou, pelo menos, evidências para sustentar a acusação da semana passada sobre as supostas relações do senador com a empreiteira Mendes Júnior, a revista faria muito bem se escapasse da esfera do escândalo e das demandas que sucedem romances mal-sucedidos.


Por enquanto, as acusações ao senador alagoano partem apenas do advogado da sua ex-namorada, evidentemente insatisfeita com os valores estipulados pela Justiça para a pensão alimentícia da filha de ambos.


Por conta de uma nova bomba, o senador Renan Calheiros cancelou a sua viagem a Londres para assistir ao amistoso entre Brasil e Inglaterra em Wembley, ao lado do presidente Lula. Quer estar aqui para rebater na hora: neste aspecto, o comportamento do senador está correto, ele não se omite. Resta saber se aquilo que o senador Renan Calheiros designou como "calvário" acaba amanhã ou se este calvário vai transferir-se para Veja e contaminar a credibilidade da mídia como instituição.



Lista fechada gera polêmica no Bloco de Esquerda


Por Márcia Xavier, do Vermelho

Existe um consenso com relação à necessidade do financiamento público de campanha. E os parlamentares estão propensos a rever a questão da lista fechada, considerando que somente ela permite a adoção do financiamento público.O debate incluiu a preocupação com a votação da própria reforma política.


Um grupo, capitaneado pelo deputado Miro Teixeira (PDT-RJ), rejeita a idéia de que a reforma política tem que ser votada dentro do prazo estabelecido pelos acordo de líderes da Câmara.


Outro, no qual se inclui a deputado Jô Morais (PCdoB-MG), manifestou a preocupação de aprovar regras para as eleições neste prazo – de até 30 de outubro – para que as eleições de 2008 não seja normatizadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).


Segundo o acordo de líderes, ainda nesta quarta-feira será rejeitado o projeto anterior e um texto igual ao do deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO) será apresentado. Na mesma ocasião será votado o pedido de urgência para apreciação do projeto e aberto o prazo de cinco sessões para apresentação de emendas.Peso do BlocoPelas contas do líder do Bloco, deputado Márcio França (PSB-SP), os deputados terão prazo até a terça-feira (12), considerando o feriado de Corpus Christi, para apresentar as emendas.


A proposta da reunião era de "unificar posição e conciliar os interesses do Bloco", disse França, lembrando que "com 80 a 90 deputados unidos, o peso do Plenário é diferente".Mas a discussão não chegou ao consenso esperado. Enquanto os defensores da lista fechada consideram a medida um mecanismo de fortalecimento dos partidos, os que querem a manutenção do sistema atual – de voto uninominal – consideram a lista "uma ditadura dos partidos".


O deputado Ciro Gomes (PSB-CE) mostrou-se preocupado com as discussões de mérito e sugeriu que fossem adotadas táticas de votação. Ele disse que "a hegemonia da Câmara vai votar a reforma política" e que portanto é necessário que seja apurada a posição do Bloco – sugerindo um plebiscito – e combinar a tática".Edmilson Valentim (PCdoB-RJ) disse que as discussões deveriam ser balizadas pelas prioridades, apontando o financiamento público como a questão essencial para fazer frente aos grandes partidos.


O deputado Brizola Neto (PDT-RJ) também se manifestou nesse sentido, dizendo que embora tivesse dúvidas sobre a lista fechada, estaria a favor da medida se esse for o único instrumento para viabilizar o financiamento público.


A deputada Jô Morais, em sua intervenção, ressaltou a importância de procurar "as questões que nos unifica", afirmando que "se o financiamento é uma conquista e a lista é necessária para isso, que se estabeleça regras de transição", sugeriu.


Ela enfatizou a necessidade de votar a reforma política, "para recuperar a legitimidade de representação e da instituição que considero a mais democrática".Segundo ela ainda, se a Câmara não fizer a reforma, "os tribunais a farão pela lógica deles", alertou.

Olho em Minas, São Paulo e no trabalho de Eliana Calmon


Simão Cirineu, secretário da Fazenda de Minas Gerais, o homem mais forte do governo de Aécio Neves foi citado sete vezes em conversas gravadas pela PF no caso que apura desvio de verbas na Operação Navalha.

O caso ainda não havia vindo à tona, segundo fontes deste blog, porque a Ministra do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), Eliana Calmon, teria contribuído para que partes do processo da Operação Navalha em que constam nomes de empresários e autoridades de Minas e de São Paulo ficassem, digamos, menos visíveis que outras.

A ligação do esquema com Minas só foi possível através de uma conexão do esquema de corrupção junto ao governo do Maranhão. O elo seria Roberto Figueiredo Guimarães, ex-diretor do Banco de Brasília (BRB) e representante da Construtora Gautama, que foi preso na Operação Navalha.

A brincadeira no Congresso é que se a primeira lâmina da Operação Navalha fez tchum. Esta segunda já está fazendo tcham. E depois só restaria o tcham, tcham, tcham... Zeloso, o ministro da Articulação Política do governo Lula, Walfrido Mares Guia, já levou um relatório ao presidente onde aponta excessos da Polícia Federal.

É o caso de verificar se eles de fato estão ocorrendo, mas a PF tem crédito. Ela tem acertado muito mais do que errado. E numa investigação deste porte, alguns de fato podem se dar mal sem ter culpa alguma no cartório. Cabe a Justiça investigar com cuidado. Cabe à ministra Eliana Calmon fazer seu papel de forma lisa e correta. Por isso, o melhor a se fazer é acompanhar o trabalho dela neste monento. Aliás, ministro Walfrido, que tal fazer um relatório sobre o trabalho da ministra do Supremo.
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Escrito por Renato Rovai


Atacando pelas pontas


Depois de ter derrotado a Rede Globo na disputa pelas transmissões dos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012 (e levado de lambuja os Jogos de Inverno de 2010, em Vancouver), a Record agora tenta comprar os direitos de transmissão do Campeonato Carioca de 2009 oferecendo uma montanha de dinheiro A regra é clara: se ganhar, beleza; se não ganhar, pelo menos torna o preço muito mais salgado do que a concorrente esperava.

O esquema não é novo, tendo sido usado com sucesso na disputa pelo Paulistão de 2010, que acabou ficando com a Globo, mas custando mais do dobro do que ela pensava pagar antes dos bispos terem oferecido R$ 70 milhões.

Reunião do G-8 fecha roteiro de Lula


Além da Alemanha, o presidente visitará o Marrocos, Inglaterra e Índia – um parceiro visto como estratégico. Brasil, Índia, China, África do Sul e México – países convidados pela Alemanha para participarem da reunião do G-8 no mês que vem – defenderão a necessidade de se incentivar o desenvolvimento econômico dos países em desenvolvimento e de ampliação do combate à fome. A mensagem constará de um comunicado conjunto a ser divulgado durante a reunião do grupo dos países mais ricos do mundo mais a Rússia, agendada para entre os dias 6 e 8 na cidade alemã de Heiligendamm.


Os cinco países também demandarão o aumento dos esforços na luta contra o aquecimento global e a diversificação das fontes energéticas.A reunião do G-8, grupo de nações integrado pelos sete países mais ricos do mundo (Estados Unidos, Alemanha, Itália, França, Canadá, Reino Unido e Japão) e pela Rússia, será a quarta etapa da viagem internacional do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que terá início nesta sexta-feira.


Primeiro, Lula irá a Londres, onde participará da inauguração do novo estádio de Wembley. A cerimônia contará com um jogo amistoso entre as seleções de Brasil e Inglaterra. O estádio original foi demolido em 2000.No sábado, o presidente seguirá para a Índia.


Além de liderar uma missão de cerca de 100 empresários brasileiros que participará de encontros com líderes da iniciativa privada indiana, o presidente abordará com as autoridades do país asiático os principais temas da agenda bilateral. Brasil e Índia já mantêm uma "parceria estratégica", o que na linguagem diplomática significa um diálogo com um patamar político mais elevado."A prioridade dessa viagem é ampla, e não tópica.


Trata-se da consolidação da elevação de patamar das relações em razão de interesses comuns", destacou Roberto Jaguaribe, subsecretário de Assuntos Políticos do Itamaraty. Brasil e Índia querem mais que triplicar, até 2010, o intercâmbio comercial. As trocas comerciais entre os dois países somam aproximadamente US$ 3 bilhões por ano.


A meta é de que tal cifra alcance US$ 10 bilhões ao fim do mandato do presidente Lula. Segundo Jaguaribe, a missão brasileira tem também o objetivo de promover os biocombustíveis.


A Índia é um dos principais produtores de cana-de-açúcar do mundo, mas privilegia o uso do produto para o atendimento da demanda doméstica de açúcar. O Brasil espera convencer os indianos a elevarem sua produção de etanol a fim de fortalecer o mercado mundial de álcool. A iniciativa faz parte da estratégia do governo Lula de tentar transformar o etanol em uma commodity energética. De acordo com o subsecretário do Itamaraty, o aumento da produção de etanol não prejudicaria o fornecimento de açúcar no mercado indiano.


O Brasil espera também atrair investimentos de companhias indianas dos setores de Tecnologia da Informação e farmacêutico. As autoridades brasileiras argumentarão aos empresários indianos que o mercado consumidor nacional apresenta grandes oportunidades de negócios. Já o interesse do governo na área de medicamentos deve-se aos laboratórios indianos que produzem remédios genéricos. Indústrias indianas, por exemplo, fornecerão o remédio que substituirá o Efavirenz, anti-retroviral que teve recentemente o licenciamento compulsório decretado pelo governo Lula.


Empreiteiras brasileiras estão interessadas em projetos na Índia, assim como empresas indianas podem investir em infra-estrutura no Brasil.


O presidente Lula também tratará de parcerias nos segmentos aerospacial, defesa e transportes.Entre os dias 5 e 6, o presidente Lula estará no Marrocos. Será uma visita protocolar. O Brasil considera o país um importante interlocutor com os países africanos e árabes. O presidente retorna ao Brasil no dia 9.


Valor aplicado no país é recorde


Em abril os estrangeiros tinham R$ 258,9 bilhões em ações e títulos de renda fixa.

O investimento externo no mercado de capitais bateu um novo recorde histórico.

Em abril, os estrangeiros tinham R$ 258,99 bilhões (US$ 123,9 bilhões) aplicados em ações e renda fixa - o valor não inclui as aplicações feitas em títulos públicos - equivalente a 11% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Segundo números divulgados, ontem, pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), desse total US$ 90 bilhões (R$ 189 bilhões) vieram da capitalização do estoque de recursos que entraram no País até o final de abril, de US$ 33,9 bilhões (R$ 69 bilhões).

Do total investido, em abril 79% estava investido em ações e (nele estão computadas a participação dos estrangeiros nas ofertas públicas de ações). Na opinião de analistas e corretores, o volume de dinheiro estrangeiro que está no País aponta para um casamento duradouro entre os estrangeiros e o mercado de capitais brasileiro. É diferente daquele que vinha anteriormente, o chamado "hot money", que deixava o País ao menor rumor de problemas nos mercados emergentes de modo geral.

De acordo com bancos custodiantes de recursos externos, o perfil do investidor atual é mais de longo prazo. Grandes fundos de pensão como o Calppers, dos professores da Califórnia (EUA), estão comprando ações, inclusive nos IPO (sigla em inglês para oferta pública inicial de ações). O próprio montante investido inviabiliza a possibilidade de uma saída em massa de uma hora para outra, acrescentam. O Brasil está aproveitando bem a farta liquidez internacional, proveniente das reservas chinesas - estimadas em US$ 1,2 trilhão - e de seu investimento na compra de títulos do Tesouro americano contribuindo para que os juros dos EUA permaneçam baixos, liberando recursos para outros mercados.

A adoção de regras de governança corporativa também foi fundamental para que o País recebesse fatia tão expressiva desses recursos.Segundo dados da CVM, no final de abril, o Citibank tinha quase a metade (49,06%) da custódia dos recursos de estrangeiros aplicados no mercado de capitais.

O segundo colocado era o HSBC, com 16,54%, seguido de perto pelo Itaú (15,1%), que ampliou sua posição nesse ranking com a compra do BankBoston.

CPI da palhaçada discute “Barrinha de cereal”


Querido Leitor. Você lembra da CPI do setor aéreo? Pois é, ela existe. A CPI do setor aéreo da Câmara dos Deputados foi palco ontem de bate-boca, constrangimento e perda de tempo. O depoente convidado para falar em nome de familiares das vítimas do acidente com o avião da Gol em setembro do ano passado teve sua representatividade questionada por parte dos parentes dos passageiros.

Parentes de passageiros do vôo 1907 batem boca na CPI da Câmara e depoimento foi suspenso. Deputado pede à Gol troca de barras de cereais.

Eulália Machado de Carvalho, que perdeu o marido no acidente e assistia à sessão, gritava que estava se retirando. “Eu não vou ficar neste circo, não, eu vou me embora.” dizia.

Pela manhã, parte do tempo do depoimento de Constantino de Oliveira Júnior, presidente da Gol, foi gasto pelos parlamentares para definir como se referir ao acidente de setembro do ano passado e discutir a possibilidade de a empresa trocar as barras de cereais que fornece nos vôos. Vic Pires Franco (DEM-PA), depois de contar uma história longa sobre a dificuldade que teve ao tentar conseguir passagem barata para o namorado de sua filha, questionou o presidente da Gol sobre o lanche dado pela empresa: “É só barrinha de cereal? Será que o senhor não poderia mudar sua filosofia?”Sem disfarçar certo constrangimento, Constantino respondeu: “Não localizamos outro produto bom e não perecível”. Vic Pires sugeriu então que a Gol adotasse barrinhas de cupuaçu — fruta típica de seu estado.

Apesar de estarem lidando com acontecimento trágico, os demais integrantes da CPI não compartilharam o constrangimento do empresário Constantino, e riram das piadas do colega.

No final da tarde, outra frustração à CPI. Integrantes da comissão se reuniram com a presidente do Supremo, Ellen Gracie, para ver se a Corte poderia obrigar os pilotos do Legacy que se chocou com o avião da Gol a deporem. Ela explicou que o STF não pode intervir, e sugeriu que os deputados tentem outros caminhos via ministérios da Justiça e das Relações ExterioresSabe quem está pagando os custos da CPI, para o deputado debater as barrinhas de cereais?...Humm! Eu sabia que você sabia!

31/05/2007

“Me disseram que em Itabuna já tinha escola técnica da Ceplac” falou Haddad

Esta, ao que tudo indica, não foi uma boa semana para o deputado federal Raimundo Veloso do PMDB, ficou muito mal para ele ter sido desmentido duas vezes; primeiro foi a polemica sobre o Cefet (escola técnica federal) que, ao que parece o deputado ou alguém de sua assessoria, teria informado ao Ministério da Educação que Itabuna já teria uma escola técnica, apontando a Emarc de Uruçuca como prova. A outra veio do movimento popular, O Comitê do Programa de Desenvolvimento Econômico do Território Sul, rechaçou como sendo iniciativa do deputado, obras em execução do programa Luz para Todos conforme consta em campanha publicitária de Veloso.

Em relação a polemica do Cefet, é bom conhecermos uma historinha que Dr. Ruy tem contado; - Em um evento realizado na Amurc, em meados de abril, o secretario estadual de educação Adeum Sauer, anunciou como decisão de governo que a construção da escola técnica federal seria em Itabuna, questionado por Dr. Ruy (presidente do PT de Ilhéus), presente ao evento, Adeum explicou que a definição por Itabuna obedecia a critérios geográficos, localização, cidades próximas etc... Alem disso, para infortúnio dos ilheenses, continuou o secretario, pelas regras atuais não poderá ser construída uma nova escola técnica a menos de oitenta quilômetros de distancia de outra, Dr. Ruy então emendou, eu concordo desde que a futura Universidade Federal do Sul da Bahia seja em Ilhéus ok? Ao que o secretario Adeum, sorrio e afirmou positivamente.

Algumas semanas depois o Deputado Veloso, divulgou na mídia regional que teria conseguido a construção da escola para Ilhéus. Todos deram méritos para o deputado.

Pegos de surpresa, vereadores e autoridades de Itabuna, foram a campo, realizaram um evento publico na cidade que contou com a presença da deputada Alice Portugal do Pc do B, na oportunidade a deputada, acusou o colega de criar uma artimanha, enganando os técnicos do ministério, segundo a deputada o próprio ministro Fernando Hadad, teria dito a ela, “Alice, me disseram em Itabuna já tinha escola técnica da Ceplac”. Foram todos em comitiva “itabunese” a Brasília tentar reverter à situação.

Em oficio do MEC – Ministério de Educação, assinado por Dr. Eliezer Pacheco, secretario de educação profissional, divulgado hoje na imprensa regional, fica claro que a reversão desta medida é impossível, o Cefet deverá ser mesmo em Ilhéus, visto, que o edital de chamada já foi divulgado. Fica claro também que o ministério se sente enganado.

A única saída que resta agora seria um acordo entre as duas cidades. O problema é que não vejo clima nem envergadura moral e política entre os dois prefeitos e demais autoridades das duas cidades, capaz de construir o consenso.

Neste caso, como afirmei neste blog em artigo postado ontem, o mais provável é que não teremos Cefet nem em Ilhéus nem em Itabuna, até porque o prazo para a disponibilizar um terreno plenamente legalizado termina em poucos dias.

Como se não bastasse esta, a entrevista de Déro Feitosa, líder comunitário, responsável pelo Comitê de Desenvolvimento Econômico do Território Sul, ao programa matinal de Gil Gomes, na rádio Santa Cruz, foi uma bomba na cabeça do deputado.

Déro afirmou com todas as letras, que o deputado não tem nem uma influencia ou participação na liberação de recursos do programa Luz para Todos do governo federal, que estão em execução no interior do município, apresentando como base documentos oficiais e relatórios dos órgãos responsáveis pela execução do programa. Ainda segundo ele, os recursos que estão sendo usados agora foram indicados no orçamento 2007, que foi votado ano passado, quando o deputado ainda não estava em Brasília.

Com a palavra o deputado Veloso.