13/05/2008

Até quando?


Do site Vermelho.org:

Folha muda de opinião sobre obra para agradar gestão demo-tucana

Pode uma obra viária ser duramente criticada em editorial por um jornal, que a qualifica de projeto extravagante e desnecessário, e três anos depois, na sua inauguração, receber os maiores elogios deste mesmo veículo de comunicação? Se esse jornal é a Folha de S. Paulo, isso não só pode acontecer como se tornou realidade, na semana passada, na inauguração da ponte estaiada sobre o rio Pinheiros, na Zona Sul, batizada de Octávio Frias Filho, nome do falecido dono do jornal.


A incoerência da Folha foi revelada pelo blogueiro Luis Favre em post publicado no Blog Leituras Favre.


Há três anos, editorial da Folha atacava a construção da ponte, contratada na gestão da ex-prefeita Marta Suplicy. Dizia o jornal na época que o então prefeito José Serra agiu corretamente em deixar de lado a construção da ponte estaiada, por ser uma obra "cara", "desnecessária" e "extravagante".

Saliente-se que a gestão Marta licitou a ponte por R$ 147 milhões, mas a "competência administrativa" da gestão demo-tucana fez o custo final da construção saltar para R$ 260 milhões. Além disso, o governo PSDB/DEM pagou R$ 2,2 milhões de multa à empreiteira responsável, por atrasar deliberadamente em 90 dias o início da obra. em 2005.

Não bastasse quase duplicar o custo da obra e atrasar a construção, a gestão Serra/Kassab, bem ao estilo tucano de governar, suspendeu a parte socialmente mais importante do projeto, que era a construção de 8.500 moradias populares para as favelas do entorno, assim como a junção com a Imigrantes, desafogando a Av Bandeirante. Do projeto, só a ponte foi concluída após 4 anos da atual gestão. E a justiça teve que intervir para que os moradores da favela Real Parque não fossem despejados sem qualquer moradia, pela administração Kassab.

Na última sexta-feira e sábado (data em que a ponte foi inaugurada), a Folha só faltou pedir aos seus leitores para que esquecessem tudo que havia escrito no editorial de três anos atrás. Cobriu de elogios a ponte e destacou que "é a maior obra do governo do democrata Gilberto Kassab" que, "gentilmente" batizaram a ponte estaiada com o nome do dono e falecido fundador da Folha de São Paulo, Octavio Frias de Oliveira.

Octavio Frias de Oliveira, carioca nascido em 5 de agosto de 1912, se destacou nos ramos imobiliário e financeiro antes de adquirir a empresa Folha da Manhã, que publica, entre outros, a Folha de S. Paulo. Com ela, construiu um império de comunicação e revolucionou o modo de produção de notícia, industrializando-a.

Ele pregava como ideal a imparcialidade, mas tornou seu jornal um dos porta-vozes do conservadorismo e das elites. Combateu bandeiras progressistas e bancou políticas de privatização no país. Seu jornal, hoje, cria factóides e planta crises por não se ver representado no governo federal (ao contrário da situação em São Paulo, onde tem seu candidato a tudo no poder)".

Outra homenagem suspeita

Além da ponte, para agradar os donos da Folha e retribuir todas as gentilezas e omissões com as quais o jornal brinda o governador tucano desde que ele era colunista do jornal, Serra ordenou que mudassem também o nome do de Instituto Dr. Arnaldo, que passou a ser chamado de Instituto do Câncer de São Paulo Octavio Frias de Oliveira.

Assim como a ponte estaiada, o custo da obra do Instituto também cresceu assustadoramente nas mãos da gestão tucana. A obra consumiu R$ 96 milhões entre 1990 e 1994. Outros R$ 170 milhões foram gastos para a conclusão do edifício e a compra de equipamentos hospitalares. Há várias suspeitas de desvio de verbas na construção da obra.


Fonte: www.pt.org.br, Blog do Favre e Blog do Petta



Leia, abaixo, o editorial da Folha de S. Paulo de 13 de maio de 2005:

PROJETO EXTRAVAGANTE

É acertada a decisão do prefeito José Serra (PSDB) de retomar as obras que ligam as avenidas Jornalista Roberto Marinho (antiga Água Espraiada) e a marginal Pinheiros, deixando de lado a construção de duas pontes sobre o rio Pinheiros, na zona sul da cidade, previstas no projeto original aprovado pela administração da ex-prefeita Marta Suplicy. A justificativa apresentada por José Serra é que a construção dessas pontes estaiadas (suspensas por cabos de aço) encareceria desnecessariamente a obra.

A cautela e a mudança do projeto original são procedentes. Com as pontes endossadas por Marta, toda a empreitada custaria nada menos que R$ 147 milhões. Sem elas, o custo total -que inclui outras alterações na malha viária, além da construção das alças- cai para R$ 85 milhões.

É duvidoso, ademais, que a venda em leilões dos Cepacs (Certificados de Potencial Adicional de Construção), títulos que dão direito de construir além dos limites estabelecidos em certas áreas da cidade, possa gerar recursos suficientes para arcar com as despesas previstas inicialmente no projeto. No ano passado, os leilões desses papéis, realizados para angariar fundos para a construção das pontes, não conseguiram amealhar mais do que R$ 35 milhões, soma muito aquém da estimada para a conclusão das obras.

Além de cara, a construção dessas pontes suspensas está longe de ser uma prioridade para aquela área da cidade. A ligação da avenida Roberto Marinho com a marginal Pinheiros pode continuar a ser feita, sem maiores transtornos, através de duas outras pontes já existentes a apenas 800 metros do local. Essa circunstância, aliás, torna ainda mais extravagante -e suspeito- o projeto deixado pela gestão petista, para o qual, até aqui, não foram apresentadas justificativas convincentes.

http://edu.guim.blog.uol.com.br/

12/05/2008

Brasil é destaque na imprensa internacional

Lula em Ilhéus 09.05.08

O PIG esta morrendo de raiva com a onda de noticias positivas sobre o Brasil publicadas em jornais internacionais nas ultimas semanas.

O mundo esta descobrindo o Brasil de Lula e ao contrario da imprensa nacional tem dado destaque ao crescimento brasileiro e aos acertos da política econômica e externa de Lula.

Na folha de hoje o Nelson Sá deu a seguinte chamada: O mundo descobre e exagera sobre o Brasil, pura dor de cotovelo da mídia golpista.

Abaixo reproduzimos em espanhol o editorial do jornal El País o mais importante da Espanha e dos mais prestigiados órgão de imprensa do mundo.

Leia com atenção, se alguém se dispor a traduzir é só mandar a versão que publicaremos.

Gerson

Editorial do El Pais - 11.05.08

La economía brasileña se ha convertido en una de las más atractivas de Latinoamérica y, probablemente, una de las más prometedoras del mundo. Crece por encima de la media, ha reducido sus desequilibrios tradicionales, según se desprende de los informes de las instituciones internacionales y, además, ha conseguido diferenciar sus exportaciones, de forma que ha encontrado nuevos nichos en el exterior para sus productos. Es el caso de las energías alternativas o renovables, que el Gobierno estimula con especial dedicación, a sabiendas de que pueden constituir un factor de diferenciación de riqueza en el futuro próximo.

Cabe destacar, en cambio, que las expectativas de los organismos económicos internacionales y de los mercados tras la llegada al poder de Lula rebosaban escepticismo, cuando no flagrante rechazo. Estas actitudes procedían del automatismo con que se identifica cualquier orientación política que no sea neoliberal o liberal con incapacidad de gestionar economías en situación delicada. Pero resulta que las políticas económicas de Lula han sido acertadas, al menos en líneas generales.

La más beneficiosa en conjunto para el país ha sido la orientación hacia la estabilidad macroeconómica, y así lo reconocen ahora, rectificando su poco velada animadversión inicial, los propios mercados financieros. La señal que mejor define esta mejora es la concesión del Investment Grade, un reconocimiento oficial que mejora considerablemente su calidad de prestatario y como destino de inversión. Pero antes incluso de esta certificación de excelencia inversora, Brasil ya ocupaba un lugar preferente en el grupo de economías emergentes, atrayendo flujos de capital en cantidades importantes, no en concepto de deuda sino de inversión directa.

Como efecto inmediato y acumulado de la estabilidad macroeconómica y la pujanza exportadora, las posiciones de reservas internacionales de Brasil son tan elevadas que el Gobierno está estudiando la creación de un fondo soberano (sovereign wealth fund), a semejanza de los instrumentos inversores organizados en China, los países productores de petróleo, Singapur o Noruega. El objetivo primordial de este fondo sería el de colaborar con los exportadores brasileños en sus operaciones de expansión exterior. El fondo se financiaría con capital público y sus recursos serían absolutamente independientes de las reservas del banco central.

No todo son plácemes ni proyecciones sin riesgo. Hay que observar que durante los últimos meses la fortaleza de la divisa brasileña se ha fundamentado en el encarecimiento de las materias primas que produce, como la soja, y en la persistencia y solidez de flujos de inversión extranjera, especialmente de la inversión directa. El riesgo evidente es que la sobrevaloración del real frente al dólar, que en la actualidad es del 20% aproximadamente, y la desaceleración del comercio internacional derivada de la desaceleración económica actúen negativamente sobre su comercio exterior. Las autoridades brasileñas tampoco deberían olvidar el compromiso de redistribución: la sociedad brasileña mantiene todavía profundas diferencias en rentas y niveles de pobreza muy elevados que deberían reducirse mediante políticas fiscales más decididas.


http://www.elpais.com/global/

11/05/2008

Dr. Ruy entrega reivindicações de Ilhéus a Lula

A visita do presidente Lula foi uma oportunidade bem aproveitada pelo pré-candidato a prefeito pelo PT de Ilhéus Dr. Ruy Carvalho para conversar com o presidente e entregar um documento onde helencou quatro reivindicações básicas para o futuro da cidade.

No documento entregue por Ruy a Lula, alem da segunda ponte foi solicitada também à duplicação da rodovia Ilhéus / Itabuna a Implantação da Universidade Federal do Sul da Bahia e a consolidação do Pólo de Informática, ao receber o documento Lula comentou que em dois mil e nove deverá definir por criação de novas universidades federais, relatou que já implantou dez universidades por todo o Brasil, priorizando o nordeste o norte e a periferia de grandes cidades.

Segundo Dr. Ruy a receptividade do presidente ao documento foi muito boa que prometeu respostas via a Casa Civil para breve, Ruy disse que a segunda ponte é uma necessidade em caráter de urgência e já havia tratado o assunto com Wagner que determinou estudos a serem realizados pelo secretario Batista Neves de Infra-estrutura. A duplicação da rodovia Ilhéus Itabuna já tem estudos realizados pelo Derba e a decisão pela obra pode acontecer até o próximo ano.

No documento entregue ao presidente Dr. Ruy afirma que nossa cidade tem perfil e vocação para ser um pólo de ciência e saber e a implantação da Universidade Federal do Sul da Bahia em Ilhéus seria a consolidação desta vocação já manifestada com o sucesso da UESC. Em relação ao Pólo de Informática a reivindicação vai no sentido da consolidação principalmente com a criação da alfândega no novo aeroporto.


10/05/2008

PAC do Cacau é a salvação da lavoura


A esperança dos produtores de cacau do sul da Bahia, que viram a economia da região entrar crise decorrente da vassoura de bruxa nos últimos 20 anos, foi revigorada com o lançamento do Plano de Desenvolvimento e de Diversificação Agrícola na Região Cacaueira. Lula e Wagner anunciaram as metas do plano, que vai beneficiar 25 mil agricultores da região e prevê investimentos de R$ 2,2 bilhões até 2016 para revitalizar a lavoura cacaueira.

“Vim à Bahia, uma terra extraordinária, para lançar o plano que vai salvar a indústria de cacau e incrementar a produção. Devemos lembrar que essa região já foi muito rica, mas empobreceu com o tempo. Nossa meta é devolver aos produtores a fé de que o cacau é um fruto rentável e valioso”, afirmou Lula.

O PAC do Cacau visa ainda incentivar a diversidade agrícola no sul do estado, estimulando o cultivo consorciado do cacau com outras culturas, como dendê e seringueira. Entre os objetivos, também está a renegociação da dívida dos produtores de cacau, mediante redução de encargos, descontos e prazo adicional para pagamento em até 17 anos, entre outras facilidades.

Para Wagner, a meta principal do plano é recolocar e manter Ilhéus e Itabuna na rota do desenvolvimento do estado. “Que, definitivamente, nós consigamos agora a recuperação da lavoura de cacau”. As novidades anunciadas animaram os cacauicultores da região.

Com o aporte de recursos, apoio tecnológico e crédito, estima-se que será possível implantar 150 mil hectares de cacau com clones (mudas de alto rendimento e resistentes à praga da vassoura-de-bruxa) e adensamento da lavoura (aumento do número de plantas por hectare).

Ninguém se lembrou das matérias mafiosas da revista Veja.

Alguém pagou á reportagem da revista Veja para jogar a responsabilidade da praga vassoura-de-bruxa nas costas de Geraldo Simões e o PT. Agora, o presidente do PT, o governador do PT e o secretário da Agricultura do PT anunciam a salvação da lavoura.

O país tem memória curta.

http://www.bahiadefato.blogspot.com/

Lula saiu de Ilhéus com a "alma lavada"


Foto Zé Nazal


No encerramento da cerimônia de lançamento do PAC do cacau, na Praça da Catedral, em Ilhéus, o presidente Lula afirmou que resolver o problema do cacau "era quase uma profissão de fé" para ele e para o governador Jaques Wagner.

O presidente afirmou, para uma praça tomada por produtores, trabalhadores e populares, que saía de Ilhéus com "a alma lavada".

Estaria Lula se lembrando do ataque da revista Veja ao PT e ao secretário da Agricultura Geraldo Simões? Pois é. Alguém pagou a revista Veja que editou duas matérias alopradas segundo as quais o PT seria o responsável pela introdução da praga vassoura-de-bruxa que dizimou a lavoura do cacau.

É. Lula, Wagner e Geraldo Simões estão de "alma lavada".

http://www.bahiadefato.blogspot.com/

Em Ilhéus, Dilma é recebida aos gritos de "presidente"


A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), recebeu acolhida calorosa no Nordeste. Foi saudada ontem em Ilhéus (BA) aos gritos de "Dilma, presidente". A ministra, subiu ao palco descontraída,acenando à multidão a cada menção ao seu nome.No quarto evento do dia na Bahia, já à noite, o mestre-de-cerimônias não chamou Dilma ao microfone, passando a palavra diretamente ao governador da Bahia, Jaques Wagner (PT). Lula protestou e o "engano" foi corrigido rapidamente.

Ela falou sobre o PAC e sobre o fato de, hoje, o Brasil não dever mais ao FMI. Acabou o discurso com um bordão eleitoral, ao falar que o Brasil tem muitas coisas, como petróleo, agricultura forte. "Mas tem uma riqueza que é a grande riqueza que faz a diferença. São vocês, é o povo brasileiro".

Lula voltou a elogiar o desempenho da ministra no depoimento ao Senado, na quarta. Segundo ele, a ministra "deu uma acalmada no pessoal", numa referência à oposição.

Uma informação da colunista Renata Lo Prete, chama antenção;Governistas que acompanharam Lula ontem em Salvador se surpreenderam ao identificar, logo nas primeiras fileiras da platéia, o ex-prefeito e ex-pefelista Antonio Imbassahy, candidato do PSDB na capital baiana. "Primeiro, o Agripino; agora, o Imbassahy", brincou um assessor presidencial. "Tá todo mundo aderindo!"

Fora do armário. Pouco depois, o próprio Lula saudou Imbassahy do palanque. Encerrado o evento, auxiliares lhe perguntaram o motivo de tamanha cortesia. "Ele tava escondidinho...", justificou o presidente em tom bem-humorado. Imbassahy, em tese, é o candidato do presidenciável José Serra em Salvador


http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/

Implatado Programa Territorio da Cidadania na Bahia


MDA - Após realizar 43 plenárias, os quatro Territórios da Cidadania na Bahia assinaram, nesta sexta-feira (9) o pacto de implementação do Programa com os governos federal e estadual. A cerimonia de assinatura do Acordo de Cooperação Federativa, realizada em Salvador, contou com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. No evento, o ministro Guilherme Cassel destacou que o objetivo central do Territórios da Cidadania é superar a pobreza no meio rural. "O programa tem como princípio fundamental destinar recursos aos locais que mais precisam e fazer chegar ações de 19 ministérios nas regiões mais pobres do País", frisou. Cassel salientou que a Bahia é um estado pioneiro na tradição territorial. Ele citou os recursos que cada território irá dispor e enfatizou que o investimento de R$ 1 bilhão para a Bahia será totalmente executado em 2008. "Com isso, vamos construir um novo Brasil e um novo meio rural - mais justo e solidário - a partir do Territórios da Cidadania", ressaltou.

O pacto federativo foi assinado pelo ministro do Desenvolvimento Agrário, pelo governador da Bahia, Jacques Wagner, e pelos prefeitos de Nova Redenção, Ivan Alves Soares (pelo Território Chapada Diamantina), de Cansanção, Arivaldo de Souza Pereira (pelo Território do Sisal), de Buerarema, Orlando de Oliveira Filho (pelo Território Sul) e de Malhada, Anselmo Alves Boasorte (pelo Território Velho Chico).
Os Territórios da Cidadania baianos realizaram 43 plenárias, nas quais definiram prioridades nas mais diversas áreas. O Território Chapada Diamantina, que terá R$ 181,3 milhões em investimentos, irá realizar 57 ações. Entre elas estão o Programa Nacional de Crédito Fundiário, que irá beneficiar 745 novas famílias, e o crédito do Pronaf, que deve fechar 13,4 mil novos contratos. No Território do Sisal, 61 ações previstas receberão recursos da ordem R$ 238,4 milhões. O Programa Bolsa Família chegará a quase 83 mil novas famílias e a assistência técnica do MDA alcançará a 22,8 mil novas famílias de agricultores familiares.

Entre as 60 ações previstas no Território Sul, que receberá R$ 362,2 milhões, estão a concessão de Crédito-Instalação às Famílias Assentadas para 2.513 famílias e recursos de R$ 17,4 milhões provenientes do PAC/Urbanização de Favelas. O Território Velho Chico terá 77 ações, com R$ 220 milhões, e irá garantir esgotamento sanitário a 8,6 mil famílias e levará o programa Água para Todos a 21.155 famílias. Leia também: Governo conclui renegociação de dívidas da agricultura familiar Territórios vão ajudar na produção de alimentos Assentamentos de SP recebem mais 41 bibliotecas

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06/05/2008

BA: Expansão da criação de camarão é conflituosa


Amália Safatle

Canavieiras, Bahia. Fazendas de camarão obtêm licenças do Centro de Recursos Ambientais (CRA), órgão estadual de meio ambiente, sem a população ser informada dos impactos dos empreendimentos e sem a realização das audiências públicas previstas em lei. Em 2002, após mortandade de caranguejos e peixes, mais de 2 mil famílias de pescadores entram em risco alimentar. Pescadores, funcionários do Ibama e de ONGs sofrem ameaças de morte por se oporem à instalação das fazendas.

Acupe, distrito de Santo Amaro, Bahia. Pescadores denunciam que a fazenda da Bahia Pesca é um empreendimento do governo do Estado, mas destina investimentos em tecnologia para suprir empresas privadas que usam o local, ao mesmo tempo em que elas financiam as campanhas de prefeitos e vereadores.

Salinas da Margarida, Bahia. Em março de 2005, o pescador Paulo Marinho de Almeida é seqüestrado, torturado e executado. Seu corpo é encontrado dentro de um tanque de camarão da Valença Maricultura.

Caravelas, Bahia. Em outubro de 2005, vem a público um processo de licenciamento da maior fazenda de camarão do Brasil, a Cooperativa dos Criadores de Camarão do Extremo Sul da Bahia (Coopex), que seria implantada sobre manguezais e restingas preservadas do município. Pescadores, marisqueiras, ONGs, órgãos ambientais, movimentos culturais e pesquisadores de universidades protestam e impedem o licenciamento na Justiça.

Estes são exemplos de conflitos, crimes e irregularidas que, segundo a Rede MangueMar Bahia, foram cometidos no estado, devido à expansão da criação de camarão em cativeiro (carcinicultura). E fazem parte do Mapeamento dos Conflitos Socioambientais Relativos à Carcinicultura no Estado da Bahia, que acaba de ser divulgado em Salvador em um seminário promovido pela Superintendência de Recursos Hídricos, ligada à secretaria estadual de Meio Ambiente.

A Rede MangueMar Bahia nasceu da articulação entre comunidades, entidades de base, organizações não-governamentais, pesquisadores de universidades e movimentos sociais, interessados em dar visibilidade às situações de conflito socioambiental motivadas pelo aumento dessa atividade no litoral brasileiro, que se dá principalmente a partir da década de 1990.

Segundo a antropóloga Cecília Mello, colaboradora da rede, as fazendas de camarão implantadas em áreas de manguezal geram graves impactos ambientais, a começar da diminuição do estoque pesqueiro, além de desemprego e vulnerabilidade social para as populações extrativistas da zona costeira da Bahia. Ela afirma que a implantação de fazendas de camarão sobre áreas de preservação permanente e sobre territórios das populações tradicionais - como pescadores, indígenas e quilombolas - tem levado a crescentes violações nos direitos econômicos, sociais, culturais e ambientais.

Ela explica que as fazendas apropriam-se de espaços antes utilizados pela pesca artesanal, canaliza do mangue um caldo rico em nutrientes para alimentar os camarões e devolve para o ambiente uma água poluída com antibióticos, substâncias químicas e restos de ração. Quando esgotado um determinado local, as fazendas passam a explorar outros.

- Por que essa atividade tem se expandido? Porque é um negócio muito lucrativo, pois se apropria de bens públicos, como o espaço e a riqueza dos mangues, e externaliza os custos (transfere o passivo ambiental e social ao público), diz Cecília.

A pesquisa, que conjugou a análise das informações produzidas pelos órgãos ambientais, pelo Ministério Público e por entidades de base, indica que as fazendas de camarão instaladas na Bahia tiveram sua implantação e expansão financiadas pelo BNDES e pelo Banco do Nordeste. O Banco do Nordeste afirma que liberou o financiamento com base em licenças concedidas pelo CRA.

O estudo tem foco nos seis municípios baianos mais impactados pela carcinicultura: Canavieiras, Salinas da Margarida, Acupe - Santo Amaro, Jandaíra, Valença e Caravelas. Mas o problema se mostra recorrente na costa brasileira. Segundo Cecília, no Ceará, por exemplo, somente 20% das fazendas de camarão têm licença ambiental - mostram dados obtidos pelo Ibama a pedido do Ministério Público.

A carcinicultura feita de forma insustentável é uma das principais, mas não única causa da degradação dos mangues. A ocupação imobiliária desordenada e a poluição industrial e residencial são outras. Como resultado, uma área chave para manter estoques pesqueiros - o chamado berçário da vida marinha - é colocado a perder, como se deliberadamente matasse a galinha dos ovos de ouro.

Proteger os manguezais e incentivar a pesca artesanal, na visão de Cecília, são formas de amortecer a desigualdade socioeconômica na zona costeira brasileira.

- No litoral, com a oferta de peixes, não há quem passe fome. É diferente de quem está no sertão nordestino, por exemplo.

Mas com a atividade insustentável praticada por grupos econômicos, isso a cada dia é colocado em risco. No seminário realizado em Salvador, as empresas não foram convidadas a participar. Segundo Cecília, o intuito do evento foi sensibilizar os órgãos públicos, para aumentar a vigilância sobre as atividades econômicas.

Mas peças ficam faltando nesse todo: o envolvimento do setor privado e do consumidor, que pode e deve exigir algum certificado de origem do camarão que compra.

Amália Safatle é jornalista e editora associada da Página 22, revista mensal sobre sustentabilidade, que tem como proposta interligar os fatos econômicos às questões sociais e ambientais.

Fale com Amália Safatle:
amalia_s@terra.com.br

Dilma desarma tática da oposição


Fez bem a ministra-chefe da Casa Civil da Presidência da República, Dilma Roussef ao declarar que irá a Comissão de Infra-estrutura do Senado para falar sobre o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), tema da convocação regimental dos senadores da oposição, mas que não deixará de responder, também, sobre outros assuntos, inclusive sobre os cartões corporativos.

Fulmina, assim, a tentativa dos senadores da oposição de "vender" ao público que ela estava constrangida ou temia ser perguntada sobre os cartões. Essa agenda fracassada da oposição e de parte da midia já foi devidamente desmascarada com a prova de que foi o senador tucano Álvaro Dias (PR) que vazou os dados para a revista Veja - depois, também outros veículos os publicaram - e de que ele e os meios de comunicação que os receberam, sabem muito bem quem lhes passou as informações do banco de dados da Casa Civil.

Sobre os cartões propriamente ditos, nunca é demais rememorar que foi o governo Lula quem colocou "ordem na casa", acabando com a conta B - amplamente usada no Governo FHC - criando o Portal da Transparência e possibilitando o acesso do Tribunal de Contas da União (TCU) e da Controladoria Geral (CGU) a todos os dados para controle e fiscalização.

Logo, o governo não tem o que temer, pelo contrário, tem o que comemorar. Desvios e mal uso do cartão podem e devem ser investigados e punidos. Cada um deve responder pelos gastos que fez, como bem já sentiram alguns ex-ministros de FHC, apanhados em gastos um tanto quanto extravagantes, para se dizer o mínimo.


http://www.zedirceu.com.br/

Brasil não reconhece autonomia de Santa Cruz


Categorias: Brasil - política externa

AFP
O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse em entrevista exclusiva a este blog que o Brasil não reconhecerá, para efeitos de política externa, os departamentos (é como os bolivianos chamam os estados) que se declararem autônomos em relação ao governo de Evo Morales. “Nós não favorecemos nada que ameace a integridade territorial da Bolívia”, afirmou.


O ministro se referiu a pontos específicos do estatuto de autonomia votado ontem em Santa Cruz, que têm o potencial de criar "embaraço a um governo nacional", segundo Amorim.
O artigo 82 do estatuto prevê que "os controles aduaneiros" de Santa Cruz serão definidos por lei local. A função hoje é cumprida por funcionários do governo central. Santa Cruz é a porta de entrada das exportações brasileiras na Bolívia e porta de saída do gás natural importado pelo Brasil.


Blog Américas: O Brasil reconhece a autonomia de Santa Cruz?
Celso Amorim: Não, não, não.
Blog Américas: O Brasil insiste na unidade da Bolívia?
Celso Amorim: Claro que o Brasil respeita o que são decisões internas na Bolívia. E não somos nós que temos a competência de dizer como fazer, de que maneira fazer.
Agora, obviamente nós não favoreceremos nada que ameace a integridade territorial da Bolívia. E tanto quanto eu posso ver alguns dispositivos que tem nos estatutos - que talvez até eles estejam dispostos a negociar e mudar, espero que sim - são dispositivos que no mínimo causariam embaraço a um governo nacional.
Eu disse a eles, em Santa Cruz: como é que o Brasil no Mercosul está disposto a botar tarifa zero para todos os produtos bolivianos, como vou fazer isso se a aduana de Santa Cruz for diferente da aduana central? Impossível.
Blog Américas: Então esse é um ponto...
Celso Amorim: Estou dando um exemplo. Dito isso nós achamos que, sim, tem que haver um diálogo [entre governo e oposição] e chegar a uma conclusão. Não é que nós sejamos contra o princípio da autonomia, isso até já foi votado lá em outros referendos. A questão é de como se faz autonomia, quem convoca e de que maneira - e quais são os resultados práticos.

Blog Américas: Justiça para o Paraguai significa mexer no preço pago pela energia de Itaipu?
Celso Amorim: Olha, essas coisas a gente tem de conversar com os paraguaios. Vamos, no momento adequado, nos sentar, ver o conjunto de coisas. O preço se compõe de vários elementos, há várias coisas que podem ser estudadas.
O que nós não podemos mexer é na essência do tratado. O tratado prevê que a energia de Itaipu é para o Paraguai e para o Brasil. Isso é essencial. Itaipu foi feito com esse espírito e isso tem de ser mantido. Como remunerar é uma questão. Podem se criar fundos, que podem também servir para o desenvolvimento do Paraguai. É uma coisa que nós podemos ver com calma.
Justiça para o Paraguai? Nós achamos que isso é correto. Não é que o Brasil tenha exorbitado ou feito uma coisa propriamente injusta. O Brasil fez o que do ponto-de-vista empresarial, dos investimentos, estava correto. Só que isso não foi o suficiente para desenvolver o Paraguai.
De quem é a culpa? Não sei. Mas é do nosso interesse que o Paraguai se desenvolva, que o Paraguai seja estável.
Blog Américas: Quando é que a Venezuela entra no Mercosul?
Celso Amorim: Nós esperamos que logo, inclusive isso já está no Congresso há algum tempo, já passou nas comissões da Câmara, mas tem de ser votado ainda no plenário, nós temos a expectativa de que isso possa ocorrer em breve, acho que será bom para o Brasil, bom para a Venezuela, bom inclusive para a democracia no continente como um todo, até porque o Mercosul tem como um dos seus pilares a cláusula democrática.
Blog Américas: A atenção dada aos países pobres por parte do Brasil é por ideologia ou pragmatismo?
Celso Amorim: É pragmatismo. Agora, o pragmatismo não quer dizer que não tenha um elemento de solidariedade. Tem um elemento de solidariedade com países pobres, países que estão passado por situações que o Brasil já passou, países que têm conosco muita identidade. Agora, na maioria dos casos é do nosso total interesse.
Então é também pragmatismo. Que as coisas caminhem bem na Bolívia, que é o país de maior fronteira com o Brasil, que as coisas caminhem bem no Paraguai, que é um país que é sócio da maior fonte de hidroeletricidade do Brasil é do nosso interesse. Que as coisas caminhem bem na Guiana e no Suriname, para pegar um exemplo menos comum, que são nossos parceiros inclusive na Amazônia, área tão sensível para todos, é do nosso interesse. Às vezes é dificil separar a solidariedade do pragmatismo.

Fundo soberano sai até junho e deve ser usado no câmbio


Mantega diz que conquista do grau de investimento não é "uma maldição cambial" e descarta elevar de novo IOF para estrangeiro

Folha de S. Paulo - O ministro Guido Mantega (Fazenda) afirmou ontem que o Brasil deverá ter um fundo soberano até o fim de junho. A Folha apurou que a intenção da Fazenda é acelerar a formação desse fundo, que daria ao Tesouro autorização para comprar dólares no mercado para, com isso, tentar conter a desvalorização da moeda estrangeira, sem depender da atuação do Banco Central.


Para permitir ao Tesouro atuar no mercado de câmbio com mais força, o governo teria que mudar a regra que limita a compra de dólares ao valor dos vencimentos da dívida em moeda estrangeira nos 12 meses seguintes. Essa mudança poderá ser feita no momento da criação do fundo soberano. Caso não consiga realizar as modificações legais, a operação do fundo cairia nas mãos do BC, abastecido pelas reservas internacionais. Hoje, as reservas do país somam US$ 195 bilhões.


Desde a conquista do grau de investimento, na semana passada, analistas demonstram preocupação com a queda do dólar, que poderá acelerar a piora do resultado da balança comercial e elevar o déficit nas contas externas. Em entrevista a agências internacionais, Mantega disse ontem que a conquista do grau de investimento não é "uma maldição cambial".


Ele negou, ainda, que o governo tenha a intenção de aumentar mais uma vez o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para os investidores estrangeiros. Em março, o governo taxou os estrangeiros em 1,5% de IOF para investimentos em renda fixa no Brasil. "O grau de investimento não é uma panacéia nem tampouco a maldição cambial", disse o ministro à Reuters. "O governo não está neste momento estudando nenhuma medida de elevação do IOF." [...]


[...] "O fundo soberano é a maneira mais eficiente de usar o excesso de dólar que vem para o Brasil", disse Mantega em entrevista à Bloomberg, esquivando-se de comentar se o dinheiro para compor o fundo viria do Tesouro ou das reservas internacionais, administradas pelo BC. Segundo o ministro, esses recursos poderão ser usados para estimular as exportações e o comércio exterior. Seus auxiliares listam ainda a possibilidade de, com o fundo soberano, o Tesouro atuar contra a queda do dólar independentemente das decisões do BC.


A criação de fundos soberanos para aplicar as reservas internacionais é uma estratégia usada pela maioria dos países emergentes com reservas elevadas para conseguir maior retorno de capital. Alguns países, como a Rússia, fizeram fundos também com a receita da venda de petróleo. Desde o início da crise do "subprime" -créditos imobiliários de alto risco-, nos EUA, os países emergentes têm usados esses fundos para salvar instituições financeiras atingidas pela crise.


Leia a matéria completa no site do Folha de S. Paulo
http://www.aleporto.com.br/

"Todos os dólares do mundo"

O Presidente Lula pregou uma "euforia comedida" com o grau de investimento conferido ao país semana passada pela agência de classificação de risco Standard & Poors, mas ironizou a preocupação com um possível maior ingresso de dólares no País. Em entrevista à TV Cultura, que foi ao ar ontem à noite, Lula disse que o Brasil esperou 50 anos para receber a entrada de dólares, graças a sua estabilidade econômica, e na hora em que ganha essa credibilidade surgem os temores.

"Primeiro, eu quero que entrem todos os dólares do mundo dentro do Brasil. Segundo, eu acho que nós temos que ter mecanismos para não misturar o dólar que entra para o setor produtivo... com o dólar que vem para a especulação", disse Lula.


O Presidente citou como exemplo de mecanismo de contenção do capital especulativo a taxação do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para estrangeiros em 1,5%, introduzida em março. "Se for preciso, cria-se mais. O Conselho Monetário saberá o momento adequado para discutir isso.

04/05/2008

DEM perde força e pode virar partido nanico


Legenda tem apenas um governador e dois prefeitos de capitais

Adriana Vasconcelos, Luiza Damé e Chico de Gois - O Globo

BRASÍLIA. Pouco mais de um ano depois de ter trocado de nome com o objetivo de promover uma renovação de sua imagem e também de seus quadros, o Democratas (DEM) corre o risco de se transformar num partido nanico. Com apenas um governador eleito e dois prefeitos de capitais, a legenda pode encolher ainda mais nas eleições de outubro próximo, depois de passar cinco anos na oposição ao governo Lula. Para tentar fugir desse calvário, a ordem do partido é não nacionalizar o discurso e evitar, assim, cair na armadilha dos adversários que vão explorar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tão bem avaliado pelas pesquisas, como principal cabo eleitoral.

O DEM tem realizado seminários pelo país para ajudar os candidatos a organizar suas campanhas. Líderes do partido reconhecem as dificuldades, mas salientam que mais importante que quantidade é a qualidade dos quadros. A senadora Kátia Abreu (TO), uma das coordenadoras eleitorais do partido, afirma: — A questão municipal é muito diferente. Ninguém tem intenção de nacionalizar as eleições — diz.

O presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), contesta as previsões sombrias.

— Quem aposta que vamos diminuir está incomodado com nossa atuação. O partido vai manter o tamanho que tem hoje, crescendo nos grandes centros e diminuindo nos municípios menores, onde a influência das políticas assistencialistas do governo federal é mais forte.

Maior aposta do partido é reeleição de Kassab em SP Atualmente o DEM tem 793 prefeitos, sendo apenas dois de capitais: Cesar Maia no Rio de Janeiro e Gilberto Kassab em São Paulo, que herdou a prefeitura depois que José Serra (PSDB) deixou o cargo para disputar e vencer o governo do estado.

Em alguns estados, como Alagoas e Roraima, o DEM tem apenas um prefeito. Cesar Maia foi reeleito e terá dificuldades para levar sua candidata, a deputada Solange Amaral, a um eventual segundo turno.

A grande aposta do partido é a reeleição de Kassab. Embora os democratas não tenham conseguido demover o ex-governador Geraldo Alckmin, do PSDB, de entrar na disputa, Kassab conta com o apoio do governador José Serra e conquistou na semana passada o apoio estratégico do PMDB paulista.

O deputado Paulo Bornhausen (SC), vice-presidente de comunicação do DEM e vice-líder na Câmara, afirma que o partido está mais interessado em qualidade que em quantidade.

— Nosso objetivo ao adotar uma postura de oposição permanente é chegar ao poder. Isso não se faz sem sacrifícios, que pode ser definhar num primeiro momento.

ACM colecionava imagens sacras roubadas de igrejas


A matéria da revista IstoÉ sobre "Os segredos do espólio de ACM" tem vários efeitos colaterais. Fala de um documento falso apresentado pelo empresário ACM Júnior para manter o controle da Rede Bahia, fala das pressões que um filho bastardo de ACM faz para receber parte da herança, mas, sobretudo, menciona as imagens sacras que foram roubadas de igrejas do interior da Bahia e que estão catalogadas pelo IPHAN.
Segundo a revista IstoÉ, pode ser verdade, pode não ser. O fato é que existem no apartamento várias imagens sacras e realmente houve um tempo em que era moda prefeitos do interior presentearem lideranças políticas com imagens retiradas de igrejas. Retiradas não, roubadas.


Os agentes federais que participaram da "invasão" judicial ao apartamento de D. Arlete viram lá várias imagens. Para a Polícia Federal não é difícil descobrir se o falecido senador mantinha ou não em sua coleção obras sacras roubadas. Basta comparar a listagem já feita pela Justiça com os catálogos do IPHAN e com as reclamações feitas pelos padres do interior da Bahia. Tudo isso está na revista IstoÉ.

01/05/2008

'Como o presidente sempre diz, 'nunca antes neste País...'


Pela primeira vez o Brasil recebe o "investment grade" de uma grande agência de classificação. Com a decisão da Standard & Poor's, o país poderá receber recursos de grandes fundos internacionais que só têm autorização para investir em mercados que já conquistaram a chancela de bom pagador...Emprego, renda, consumo, entre outros, vêm batendo recordes consecutivos e explicam popularidade de Lula . A oposição está quieta, e o povo diz:"Quermos Lula de novo"

O governo Lula atingiu nos três primeiros meses de 2008 a melhor avaliação positiva desde o início do primeiro mandato, em 2003. O motivo, segundo analistas, seria a seqüência de indicadores socioeconômicos positivos divulgados nos últimos meses. De fato, índices como emprego, renda, consumo, entre outros, vêm batendo recordes consecutivos, numa série de "nunca antes na história desse País" que não parece ter data para terminar. Confira alguns desses recordes:

EMPREGO

A economia brasileira abriu 204,9 mil novos empregos com carteira assinada em fevereiro, um resultado 38,5% superior ao saldo de fevereiro de 2007. Segundo os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho. O resultado do mês passado é o novo recorde da série histórica, iniciada em 1992, para os meses de fevereiro.

No primeiro bimestre do ano, estão acumuladas 347,9 mil novas vagas, um saldo 37% maior que o verificado no mesmo período do ano passado. As melhores marcas de geração de empregos formais, tanto em fevereiro quanto no bimestre, eram de 2006. Com as novas vagas abertas em fevereiro, o estoque de empregos formais da economia cresceu 0,7%, para 29,3 milhões de postos.

O Caged é um registro feito pelo Ministério do Trabalho com base nas informações mensais sobre contratações e demissões repassadas por todas as empresas que seguem as regras da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT).
Todos os setores da economia tiveram resultados positivos em fevereiro, com destaque para os serviços, que criaram 74,4 mil vagas. A indústria, que abriu 46,8 mil, ficou em segundo lugar, seguida da construção civil, com 27,5 mil empregos. Entre os serviços, o segmento ligado ao ensino. O reinício do período letivo permitiu a criação de 31,5 mil empregos. São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul apresentaram os melhores desempenhos.

RENDA

Em 2007, 96% das 715 negociações salariais acompanhadas pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) asseguraram, no mínimo, a incorporação das perdas desde a data-base anterior. É o quarto ano consecutivo em que em mais de 70% das negociações analisadas houve reposição segundo a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Entre 2006 e 2007, a inflação média acumulada foi inferior de 3,9%. Das 715 negociações, apenas em 29 não houve reposição da inflação.

COMÉRCIO

Janeiro de 2008 foi o melhor para o comércio varejista em sete anos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As vendas do varejo aumentaram 1,8% ante dezembro e 11,8% ante igual mês do ano passado, a maior variação para o primeiro mês do ano desde o início da série da pesquisa, em 2001. Todas as atividades pesquisadas mostraram crescimento nas vendas ante igual mês de 2007.

O maior impacto no resultado total foi dado por hiper e supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo. O grupo tem forte peso na pesquisa e teve expansão de 8,4% nessa base de comparação. A segunda principal influência veio de móveis e eletrodomésticos, que prosseguem mostrando fôlego surpreendente, com crescimento de 16%, uma forte aceleração sobre a alta de 12% de dezembro ante igual mês de 2007. Essas duas atividades responderam por 6,7 ponto porcentual, ou 57% do aumento total de 11,8% do varejo.

CONSUMIDOR

Impulsionado pelo bom momento da economia e aumento na intenção de compras para os próximos meses, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) disparou em março, com alta de 3,5% ante fevereiro. Em janeiro, havia caído 0,4%. Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), responsável pelo estudo, a confiança do consumidor em março foi a maior da série histórica, iniciada em setembro de 2005.

ELEVADOR SOCIAL

Pesquisa O Observador Brasil 2008, feita pela financeira francesa Cetelem com o instituto de pesquisas Ipsos Public Affairs, revela que a classe C já é a maioria da população. No ano passado, 46% dos brasileiros pertenciam a essa camada social, ante 36% e 34% em 2006 e 2005, respectivamente. Ela também foi a única que aumentou de tamanho no último ano. De 2006 para 2007, quase 20 milhões de pessoas ingressaram nesse estrato social, um número cinco vezes maior que no período anterior. A classe C reúne hoje 86,2 milhões de brasileiros com renda média familiar de R$ 1.062.

A maior parte do contingente que engordou a classe C vem da base da pirâmide populacional, as classes D e E, perto de 12 milhões de pessoas. Outros 4,7 milhões vieram das camadas A/B, que perderam poder aquisitivo. O restante é proveniente do crescimento vegetativo da população.

Outro dado positivo da pesquisa foi o aumento da renda disponível das classes C e D/E nos dois últimos anos. Em 2005, faltavam R$ 17 para o consumidor da classe D/E pagar as contas no fim do mês. No ano passado, sobraram R$ 22.

Na classe C também houve ganho de renda. Em 2007, sobraram R$ 147, ante uma folga de R$ 122 em 2005. Já para a classe A/B a fôlego diminuiu de R$ 632 em 2005 para R$ 506 em 2007. A renda disponível é a que sobra após os gastos obrigatórios. A enquete mostra que o ritmo acelerado de consumo deve continuar este ano. Celular, computador, itens de decoração e a casa própria tiveram os maiores acréscimos na intenção de compra.

CRÉDITO

A despeito da preocupação do governo, o crédito continua em expansão. Em fevereiro, aumentou 1,1% ante janeiro e atingiu R$ 957,5 bilhões, equivalente a 34,9% do Produto Interno Bruto (PIB), maior marca desde maio de 1995. O Banco Central (BC) estima que chegue a 40% do PIB até o fim do ano.

INADIMPLÊNCIA

Outro motivo para a avaliação positiva é que a inadimplência continua baixa. Em fevereiro, 4,3% dos empréstimos apresentavam atraso superior a 90 dias. O porcentual é ligeiramente menor que o de janeiro, de 4,4%. No caso das pessoas físicas, a taxa de fevereiro manteve-se nos mesmos 7,1% de janeiro e ficou abaixo dos 7,3% de fevereiro de 2007.

DÓLAR BAIXO, BRASILEIROS VIAJAM MAIS

Os brasileiros gastaram como nunca em viagens internacionais nos últimos 12 meses. As despesas com viagens internacionais somaram US$ 8,925 bilhões, enquanto os gastos de estrangeiros no País foram de US$ 5,245 bilhões. Os dados se referem ao período entre março de 2007 e fevereiro de 2008 e são os maiores registrados para um período de 12 meses desde o início da série do Banco Central (BC), em 1947. Nem na época do "populismo cambial", quando o dólar custava menos de R$ 1, a gastança internacional foi tão elevada. Dois fatores impulsionam as viagens ao exterior: o dólar barato e o aumento da renda do brasileiro.

PAÍS AGORA É CREDOR INTERNACIONAL

O Brasil fortaleceu sua condição de credor internacional, mesmo com a piora no quadro econômico internacional. Segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC), o volume de reservas cambiais e outros ativos superava o da dívida externa em US$ 18,807 bilhões em fevereiro. Na prática, é como se o Brasil fosse credor do mundo nesse valor. Em janeiro, a posição credora era de US$ 6,983 bilhões. Os números de janeiro e fevereiro são preliminares. Em dezembro de 2007, o último dado fechado, a posição credora líquida estava em US$ 10,846 bilhões.

INDÚSTRIA

O faturamento da indústria de transformação - que reflete as vendas reais - cresceu 10,5% em janeiro ante o mesmo mês de 2007. É a maior taxa de expansão na comparação com o mesmo período mensal do ano anterior desde agosto de 2004. O conjunto dos indicadores industriais de janeiro, divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), também é o melhor para meses de janeiro nos últimos três anos.
As montadoras vão investir US$ 4,9 bilhões no Brasil este ano, o maior montante já gasto pelo setor em um único ano. A maior parte será aplicada no aumento da capacidade produtiva, que passará dos atuais 3,5 milhões de veículos para 3,85 milhões. Em 2009, a capacidade anual chegará a 4 milhões de unidades, um acréscimo de 500 mil veículos em dois anos.
Juntando empresas de autopeças, o investimento chegará a US$ 20 bilhões até 2010. O triênio anterior que teve maior aporte dos dois segmentos foi de 1996 a 1998, quando foram inauguradas 13 novas fábricas, entre marcas que passaram a produzir localmente e filiais das empresas já instaladas no País. Naquele período, foram investidos US$ 11,7 bilhões.
O anúncio da soma dos investimentos e da nova capacidade produtiva ocorre num momento em que o setor registra sucessivos recordes de vendas e há filas de espera de até três meses para alguns automóveis e de nove meses para caminhões.

http://www.osamigosdopresidentelula.blogspot.com/

O poder de informar


O artigo abaixo escrito por Eduardo Guimarães do bolg Cidadania.com corresponde a um sentimento disseminado na internet por milhares de blogueiros de todo o mundo.
O advento da internet em concomitância com a criação das ferramentas digitais que permitem a criação e manutenção dos blog’s tem significado uma verdadeira revolução na comunicação.
Acabou a era do jornalismo fechado em redações e elites intelectuais que tem acessos aos donos das grandes empresas jornalísticas.
O jornalismo agora é pessoal é cidadão, qualquer um pode montar uma plataforma de comunicação e ser dono de um veiculo que dissemina suas idéias e opiniões.


O poder de informar


Aos poucos, sob os protestos inconformados dos grandes meios de comunicação, vai surgindo um fenômeno que já ameaça se equiparar ao surgimento da imprensa. Trata-se de um fenômeno criado pela internet, que pôs ao alcance de qualquer pessoa um poder historicamente reservado a poucos.

Vejam o caso dos blogs, por exemplo. Essas páginas pessoais começaram a ganhar atenção graças aos profissionais da comunicação. Porém, acabaram sendo usados por qualquer um independentemente de essa pessoa ter ou não ter formação jornalística, publicitária e similares. Os blogs já são lidos hoje por contingentes de consumidores de informação comparáveis aos dos grandes veículos.

Paulatinamente, os detentores históricos do monopólio da comunicação vão se dando conta de que a internet veio para pôr fim àquele monopólio. E, nesse processo, começam a desencadear uma campanha que visa desmoralizar o jornalismo autônomo.

Recentemente, quase morri de rir quando fiquei sabendo que Diogo Mainardi declarou que os blogs políticos não devem ser lidos porque não se sabe a que interesses eles servem, como se as pessoas não soubessem a quem serve quem fez tal declaração.

Sobre a produção jornalística autônoma, vejam o caso deste blog e de seu autor. Apesar de eu gostar de escrever e de ser um consumidor voraz de jornalismo há quase quarenta anos, minha formação e atividade profissional nada têm que ver com jornalismo.

Sou um comerciante, alguém que não tem a formação supostamente necessária para exercer a atividade jornalística. Ainda assim, na condição de consumidor de jornalismo e me valendo do conhecimento da natureza da demanda nunca atendida pelos profissionais da área, passei a divulgar análises e a garimpar notícias com as mesmas ferramentas que passaram a ser usadas por aqueles profissionais e, assim, criei um legítimo meio de comunicação.

Assim como eu, centenas de milhares de pessoas nas mesmas condições que as minhas, aqui e em todas as partes do mundo, também criaram seus blogs tratando dos mais diversos temas, que vão do humor à política, ainda que um e a outra às vezes nos pareçam tão próximos entre si.

Foi graças à acomodação dos profissionais da grande mídia, do jornalismo em si, que abandonaram a verdadeira reportagem, a busca in loco da notícia e passaram a trabalhar detrás de suas mesas nas redações, apelando, da mesma forma que os "amadores", para a tecnologia (telefone e internet), que os impérios de comunicação começaram a perder seu monopólio.

Caçar notícias pela internet e pelo telefone, como virou regra nas redações, qualquer um pode fazer. Analisar fatos políticos, por exemplo, qualquer um também pode fazer. E se quem fizer for um abservador atento e tiver domínio da linguagem escrita, vira jornalista.

É extraordinário um momento da história no qual o poder mais definitivo até hoje conhecido, que é o poder de influenciar as massas falando diretamente a elas, caiu nas mãos de qualquer um. A tecnologia caminha, inexoravelmente, para, cada vez mais, tirar dos poderosos o monopólio da palavra. Essa é uma realidade que, em minha opinião, ainda vai mudar o mundo - e para melhor.

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Apesar da elite podre


A primeira nota Investment Grade do país - e outras virão, mas esta foi concedida pela agência de classificação de risco Standard & Poor's - veio em bom momento não só pelas razões mais óbvias e importantes, mas também pelas subjacentes, entre as quais está a política.

O grau de investimento explica e justifica o resultado da última pesquisa de opinião sobre a avaliação do governo Lula e a vontade dos brasileiros de que ele continue no poder por mais tempo.

A nova classificação de risco do Brasil terá importantes e benfazejas conseqüências que já se pode prever, como empréstimos internacionais mais baratos e afluxo de capital estrangeiro, não para investir na ciranda financeira, como na época da taxa Selic a 45% (governos Collor e FHC), mas para investir no país, gerando empregos, renda e desenvolvimento.

Antigamente, qualquer crisesinha em qualquer escafundó do Judas desta bola de lama dita planeta Terra fazia explodir os juros e nos obrigava a ir de joelhos ao FMI, ao Clube de Paris e ao tesouro americano.

Foi assim no início de 1999, quando FHC, num dos maiores estelionatos eleitorais da história, teve que fazer aquilo que disse durante a campanha eleitoral de dois meses antes que Lula faria se fosse eleito, desvalorizar o real. Resultado: exterminou empregos às centenas de milhares e endividou o Brasil em dezenas de bilhões de dólares.


Naquele tempo, tínhamos que vender estatais para pagar a dívida externa, pois a manutenção do câmbio fixo por FHC, quando já se sabia que a paridade do real com o dólar era pura ficção, impedia o país de exportar e nos obrigava a ir aumentando as dívidas interna e externa. FHC quebrou o país em 1999, poucos meses depois de se reeleger prometendo o paraíso aos brasileiros.

A imprensa, porém, diz que o mérito do magnífico momento que vive o país é de FHC. Diz que o que se colhe hoje é resultado das catástrofes que ele produziu e que mencionei acima.

No justo dia em que escrevo isto, li no Partido da Imprensa Golpista (PIG) previsões sombrias para o Brasil por conta da inflação, da queda "vertiginosa" das exportações e do fim do superávit nas contas externas. Daí os chefes de quem disse isso disseram o contrário.

O povo não acredita na imprensa golpista. Todas as pesquisas de opinião mostram isso e é isso o que importa. Apesar da elite midiática reacionária que infecta este país, ele está avançando como nunca avançou e o máximo que essa gente pode fazer é exercer seu democrático e republicano Jus Esperneandi.


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29/04/2008

JN omite CNT/Sensus


Imagino que ninguém, em seu juízo perfeito, discordará da premissa de que jornalismo existe para informar. Portanto, você, leitor, seja de que ideologia for, tenha a opinião política que tiver, certamente me apoiará na afirmativa de que não cabe a qualquer meio de comunicação escolher o que seu público deve ou não saber.

Se você que me lê, independentemente de concordar comigo, discordar de mim ou não ter opinião formada apóia a premissa que escrevi no parágrafo anterior, seguramente concordará se eu disser que é uma aberração que a edição do Jornal Nacional do primeiro dia desta semana tenha omitido uma notícia que esteve o dia inteiro em destaque em todos os portais de internet - inclusive no G1, da Globo - e em todos os outros telejornais da noite.

A notícia à qual me refiro, como você já deve ter percebido, é a de que a pesquisa de opinião CNT/Sensus detectou que a aprovação popular ao governo Lula e ao titular desse governo acaba de bater novo recorde, e de que a maioria dos brasileiros apóia um terceiro mandato para o presidente da República.

O responsável por essa "belezinha" de jornalismo tem nome: Ali Kamel. Ao menos é assim que esse indivíduo aparece nos créditos que voam pela telinha ao fim de cada edição do Jornal Nacional.

A decisão de um órgão de imprensa de privar seu público de tão importante informação só porque um de seus manda-chuvas não gosta dela, caro leitor concordante, discordante ou indeciso, parece ter alguma lógica para você?

Para mim não tem. Qualquer um que tenha acesso à internet ou que conheça alguém que tem acesso à internet ou que assistiu a algum telejornal na noite da sonegação informativa do JN ficou sabendo não só o que o telejornal omitiu, mas também de sua omissão.

Do lado de fora dos círculos de apoiadores ou detratores convictos do governo Lula, as pessoas têm mentes mais aptas a julgar fatos políticos com isenção, pois não são apaixonadas por nenhum dos lados. O que será, então, que esse tipo de cidadão achou de Ali Kamel surrupiar-lhe a informação?

Mas se fosse só isso, não seria nada. O ensandecido Ali Kamel achou também que seria uma boa oportunidade para reafirmar que o jornalismo da Globo continuará tentando desmoralizar supostos candidatos à sucessão de Lula que, na visão desse maluco - e de outros como ele -, ameaçam o projeto de José Serra de se eleger presidente em 2010 e, assim, mandou suas marionetes atacarem o irmão de Ciro Gomes e, claro, a mesma Dilma Rousseff que a CNT/Sensus mostrou que, ao invés de "encolher", cresceu.

E depois Globo, Folha, Veja e Estadão não entendem por que perderam o poder que tinham de influenciar politicamente a sociedade.


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O preço da credibilidade


Foi divulgada hoje mais uma pesquisa de opinião mostrando outro aumento da popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Trata-se da série histórica de pesquisas afins que a Confederação Nacional dos Transportes encomenda periodicamente ao instituto Sensus há anos.
À esta altura, quem se informa pela internet já conhece os números e tomou conhecimento das opiniões tanto de que a espantosa aprovação de Lula se deve ao bom governo que está fazendo quanto de que o povo é manipulado pelo presidente da República para pensar que seu governo é bom.
Sobre a segunda teoria, o diretor da CNT, Clésio Andrade, deu a seguinte declaração:
"O bom desempenho do governo Lula pode ser atribuído ao crescimento da economia, geração de empregos e programas sociais implantados pela Presidência da República. [Mas] há também a boa movimentação do presidente, seu discurso popular com a divulgação do PAC. O presidente consegue capitalizar bem suas políticas. Dá a sensação de um governo eficiente (...) Também consegue realizar uma movimentação política positiva em termos da divulgação de suas ações. O seu marketing é bem trabalhado".
A afirmação do diretor da CNT cai como uma luva para os donos de grandes meios de comunicação, pois eles pensam exatamente como Clésio Andrade. Mas a questão é: eles acreditam no que dizem?
Eu gostaria muito de receber comentários de quem pensa como Andrade, como os Frias, como os Mesquita, como os Marinho ou como os Civita, todos congêneres opinativos do diretor da CNT. Gostaria de conversar com quem tenha como defender a teoria de que Lula engana a maioria absoluta de brasileiros de todas as classes sociais, fazendo-os pensar que seu governo é bom quando, na verdade, é um governo ruim e que o pouco que consegue se deve a que funciona no "piloto automático", ou seja, na rota traçada pela oposição tucano-pefelista quando ela estava no poder.
Aliás, quem defende essa teoria perdeu recentemente um de seus principais argumentos, o de que o governo detém tal aprovação graças aos menos instruídos e informados, beneficiários do Bolsa Família. E isso porque todas as pesquisas vêm mostrando que até entre os mais ricos e escolarizados a aprovação ao governo Lula e ao seu titular, além de majoritária, vem aumentando, ou seja, o público da grande imprensa a vem ignorando cada vez mais, ao passo que ela, cada vez mais, vem aumentando seus ataques ao governo Lula. Mas ao menos, diante dos fatos, teve que parar com aquela história de que Lula comprava sua aprovação com o Bolsa Família.
Mas a pesquisa também traz um outro dado, espantoso: a aprovação majoritária de 50,4% da população brasileira a um terceiro mandato para Lula. Esse dado conflita com afirmação de pesquisa Datafolha publicada em 2 de dezembro de 2007 na primeira página do Jornal Folha de São Paulo, de que 65% do eleitorado rejeitava um terceiro mandato para o presidente.


Mas me digam: como é possível que, dos exíguos 31% que o Datafolha disse que apoiavam a re-reeleição de Lula, em quatro meses tenham aumentado tanto de número, para mais da metade do eleitorado? O que foi que aconteceu nesses 147 dias que fez tanta gente mudar de opinião? Aliás, por que, apesar de a grande imprensa vir fazendo intensa campanha contra o terceiro mandato, brasileiros de todas as classes sociais caminharam no sentido oposto? E, por último, será que era verdade da Folha que 65% não queriam o terceiro mandato?



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