13/03/2008

Crescimento com igualdade


artigo - Guilherme Cassel, ministro do Desenvolvimento Agrário

É momento de debater o Brasil rural e as possíveis formas de seu crescimento: com igualdade ou com desigualdade. São dois caminhos que agora parecem mais nítidos, afinal, já vivenciamos a concentração fundiária, a favelização rural e a ausência de políticas agrárias por muitos anos. Foi um lento processo de aprendizagem até começarmos a implantar políticas públicas que de fato mantivessem trabalhadores e trabalhadoras rurais com trabalho e renda no campo. E esse é um processo ainda em construção. A questão agrária e a pobreza no campo são discussões que remontam ao século 19.


Jamais foram solucionadas porque jamais crescemos com igualdade. Os anos 70 são um modelo desse tipo de crescimento distorcido. Muitos de nós ainda jovens, outros sequer nascidos, todos experimentamos os efeitos do "milagre econômico". Embalados por esse jargão, em pleno período de ditadura militar, pensamos estar crescendo econômica e socialmente e, mesmo ali, jamais nos vimos crescendo iguais. Passamos a conviver com bolsões de pobreza nas grandes cidades e o avanço da violência urbana. Conhecemos o que era recessão, má qualidade de vida e os resultados da degradação ambiental. Do campo, milhares de famílias foram expulsas.


Algumas das feições rurais herdadas das décadas passadas, e que apesar dos esforços governamentais e da sociedade civil ainda vigoram, são os latifúndios improdutivos, o trabalho escravo e a devastação ambiental. São feições oriundas do crescimento desigual e, por isso, tão difíceis de se corrigir. Sofremos as consequências desastrosas da falta de política agrária e de política agrícola. E sofremos por longo tempo. Foi apenas nos últimos anos, com o rearranjo das políticas urbanas e rurais, que começamos a romper com essa realidade. Aos poucos, nos vemos crescendo de forma diferente. Não extinguimos a miséria, mas estamos reduzindo as desigualdades na cidade e no campo. Não por acaso, 20 milhões de brasileiros deixaram de ocupar as classes D e E, passando a ter condições melhores de vida.


No ano passado, o país alcançou uma geração recorde de 1,6 milhão de empregos. E o campo mostrou sua faceta recompensadora a todos os que defendem políticas públicas específicas para o seu crescimento. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) confirma a safra recorde de grãos em 2007, de 133 milhões de toneladas. Dados preliminares do censo agropecuário demonstram que o número de propriedades rurais cresceu, de 4,8 milhões para 5,2 milhões, ao mesmo tempo em que o tamanho médio delas diminuiu. Já a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) atesta que a renda da agricultura familiar aumentou 7%. Esses números refletem políticas implementadas especialmente desde 2003.


Estamos esboçando uma nova malha fundiária e ampliando a renda de quem precisa e produz. Esses são os primeiros passos de uma caminhada que tem de ser feita com firmeza e rapidez. E, além disso, com muita persistência para que grandes extensões de terras despovoadas passem a ser cenário do passado. Porque outra realidade é possível: a de homens, mulheres, jovens, idosos e crianças em vida plena e comunitária no campo.


Leia a matéria completa no site do Valor Econômico

Postado em: http://www.aleporto.com.br/

12/03/2008

LULA FALA DE COCÔ E PIG SE ESTREBUCHA


Paulo Henrique Amorim

. “Eu sou filho de uma mulher que nasceu e morreu analfabeta, eu sou filho de uma mulher que morou em lugar que dava enchente de um metro e meio dentro de casa. Acordava à meia noite com rato, com barata, com fezes dentro do quarto. Era obrigado a me levantar e levantar os poucos móveis que tinha, não tinha nem geladeira e nem televisão.”

. “Quando eu era moleque, eu conto sempre, Sérgio (Cabral), eu saía da escola, numa rua chamada Silva Bueno, eu tinha uma vontade de comer uma macã, que era uma coisa de louco – e naquele tempo só tinha maçã argentina, que eram umas maçãs grandes – muitas vezes, eu passava com vontade de pegar uma e sair correndo. Eu nunca peguei, porque eu tinha vergonha de envergonhar a minha mãe.”

. Esses são trechos do discurso que o Presidente Lula fez sexta-feira, na favela de Manguinhos, segundo transcrição do Globo.

. O título da reportagem é: “Pobre tem direito de ir à Praia de Copacabana”, disse Lula.

. O PIG de São Paulo não reproduziu nada disso.

. O Estadão, por exemplo, neste mesmo dia, deu mais espaço à 429ª. escaramuça entre o MST e a Monsanto do que ao começo das obras do PAC em três favelas do Rio - Manguinhos, Alemão e Rocinha: R$ 1 bilhão.

. O PIG de São Paulo, pensando bem, teve uma boa idéia: já imaginou a elite branca (e separatista, no caso de São Paulo) abrir o Estadão, num sábado de manhã, durante o brunch, e ler que o Presidente do Brasil, eleito duas vezes por 61% a 39%, morava numa casa em que, em dia de chuva, a água subia um metro e meio e tinha cocô boiando ?

. Francamente, os leitores do Estadão e da Folha não merecem ser expostos a isso ...

. “Maria, liga pra portaria e vê se a Veja já chegou...”

Clique aqui para ler "Não Coma Gato por Lebre".

O ex-prefeito Jabes Ribeiro, viu e não gostou.


Em visita a um instituto de pesquisa em Salvador, Jabes teve acesso a uma pesquisa on-line que estava sendo feita em Ilhéus na ultima segunda feira, solicitou ao dono da pesquisa o acesso, foi autorizado e pode ver a tabulação das primeira quatrocentas entrevistas (em mil) os resultados deixaram Jabes abalado.

Alem de colocar o prefeito Nilton na liderança com Ruy em segundo lugar, os eleitores ilheenses abandonaram de vez o ex-prefeito que, junto com Ângela perderam praticamente todo apoio que aparecia em outras pesquisas.

Em outra ponta da mesma pesquisa cresceu a rejeição ao ex-prefeito com mais de cinqüenta por cento do eleitorado afirmando que não vota no candidato de jeito nem um.

Nilton lidera em alguns cenários, Dr. Ruy esta estável com o mesmo numero de dois meses atrás quando era líder, agora em segundo lugar, quando apresentado com o apoio de Lula volta a liderança.

O crescimento acelerado de Nilton foi basicamente em cima dos eleitores de Jabes e Ângela que foram reduzidos a pó.

Os números não são preocupantes para o PT ilheense já era esperado, a maquina da prefeitura esta funcionando e o contraste com o desgoverno de Valderico é gritante, Na avaliação do PT e de Dr. Ruy o crescimento de Nilton agora é melhor que se ocorresse mais tarde, com o tempo esta onda passa e o eleitor vai começar a enxergar que Ilhéus não pode ser governada com uma mentalidade feijão com arroz, ainda segundo os petistas quando Wagner e Lula entrarem em campo o resultado será revertido como aponta as mesmas pesquisas.

A tendência é um afunilamento, ficando a disputa restrita a Ruy (PT) contra Nilton (PSB) casso Wagner intervenha é possível ainda uma chapa que junte os dois.

Gerson

Pinheiro em Ilhéus


A convite do PT de Ilhéus e do pré-candidato a prefeito pelo partido Dr. Ruy, o deputado federal Walter Pinheiro fará duas palestras nesta sexta-feira dia 14, na cidade. A primeira às quatorze horas no auditório local da Ceplac, quando vai falar sobre as políticas publicas para o setor de ciência e tecnologia a segunda às vinte horas no Clube Social de Ilhéus em plenária do PT para militantes e pré-candidatos a vereador, nesta oportunidade o tema a ser abordado será “O jeito petista de legislar”.

O Deputado Walter Pinheiro, foi um dos mais votados no Brasil nas ultimas eleições, tem um mandato amplamente elogiado pela mídia especializada e assumiu a menos de quinze dias a presidência da comissão permanente de ciência e tecnologia do Congresso Nacional. Por diversas oportunidades já declarou seu apoio a Dr. Ruy como candidato do PT a prefeito de Ilhéus.

Das colunas sociais


Mino Carta é um dos mais conceituados e bem informados jornalista do Brasil, dono de uma inteligência romana e de um texto altamente sagaz. Nesta notinha publicada em seu blog, uns dos melhores da net.

Mino ironiza as elites brasileiras e destrói a estima da turma da Oscar Freire...

Quando leio uma crônica desta fico a imaginar como é paupérrima a elite ilheense, dona de um nariz empinado e uma ignorância surreal leia e tente transpor para nossa realidade, ou para nossas colunas sociais.

Gerson



Das colunas sociais



Respondo a Octavio. Corretas as suas informações, a imbecilidade do mundo não tem fronteiras. Quando falo, porém, de colunas sociais, aludo a estas que comparecem nos jornalões. O senhor vai procurá-las em vão La Repubblica, ou no Corriere della Sera, ou em qualquer outro jornal italiano. E em vão as procuraria há cem e mais anos. Refiro-me a um jornalismo sério, como afirmam praticar o Estadão, o Globo, a Folha, o Jornal do Brasil. Sim, sim, há outras Gente (a nossa) pelo mundo, mesmo naquele pretensamente mais civilizado. Admitamos, porém, que o jet-set nativo é bem menos interessante do que o internacional. Como bom anarquista, não tenho o menor apreço pelo jet-set em qualquer latitude, é o ponto de encontro das vaidades sustentadas pela grana abundante e narcisismo idem. Mas por aqui, em lugar de Brad Pitt e Angelina Jolie, as cabeças ainda coroadas, de artistas de renome mundial, de chefes de cozinha cultíssimos, de costureiros que apinham desfiles em Paris e Milão, de casanovas herdeiros de Porfírio Rubirosa e Ali Kahn, temos cavalheiros de gravata amarela dispostos a exibir uma falsa sabedoria enológica e dondocas carregadas de pedrarias duvidosas, convencidas de que a rua Oscar Freire é igual, ou melhor, à Montenapoleone, ou à Conditti, ou ao Faubourg Saint-Honoré. E não passam de mil e quinhentos e vinte e sete pessoas, em geral pouco lidas, arrogantes, prepotentes, desinteressadas em relação às questões prementes do seu país, enquanto se entregam ao exibicionismo, certas, por exemplo, de que um terno Armani é o máximo da elegância.


enviada por mino


http://blogdomino.blig.ig.com.br/

Mídia Independente realizou encontro histórico neste sábado


Durante todo o dia de ontem aproximadamente cinqüenta pessoas da área de comunicação (jornalistas, professores universitários, representantes de veículos de informação independentes e militantes do movimento social pela democratização das comunicações) reuniram-se no Hotel Maksoud Plaza (já não podem mais nos chamar de sujos e remelentos) para melhor se conhecer e iniciar uma caminhada coletiva visando uma sinergia de ações que fortaleça a diversidade informativa no Brasil.

O evento foi custeado pela Agência Carta Maior, que bancou tanto o aluguel da sala no hotel, como almoço e o deslocamento daqueles que vieram de outros estados. O diretor da Carta Maior, Joaquim Palhares, e o seu editor, Flavio Aguiar, coordenaram o encontro, mas ele foi absolutamente aberto e todos os presentes fizeram suas avaliações a respeito do atual cenário midiático brasileiro e propuseram ações que ainda serão melhor debatidas por um Conselho Executivo que se reunirá na segunda-feira. Faço parte do Conselho e conforme as coisas forem avançando, informações serão repassadas tanto por aqui como por todos os outros sites, blogues e mídias que participaram do evento.

Uma ata do que aconteceu esta sendo escrita e será divulgada em breve. O evento foi filmado e a Carta Maior deve divulgá-lo no seu site. Também está sendo escrito um manifesto, carta, documento (ou o nome que vier a ter) que será divulgado para a sociedade. Nele iremos registrar algumas de nossas afirmações em relação ao novo cenário das comunicações, apresentar propostas e defender bandeiras de democratização da mídia.

Um segundo encontro mais amplo, para onde serão convidados outros produtores de informação independente, jornalistas, professores e militantes sociais da comunicação, deve acontecer em breve. A proposta é que seja no Rio de Janeiro. Ivana Bentes, diretora da Escola de Comunicação da UFRJ, ofereceu a Universidade para o evento.

Segue a lista de nomes daqueles que participaram deste primeiro encontro. Acho que não escapou nenhum nome, mas não é difícil isso ter acontecido.


Lista de participantes:


Adalberto Marcondes (agência Envolverde), Altamiro Borges (Vermelho), André Singer (jornalista e cientista político – USP), Antônio Biondi (site o Brasil de Aloysio Biondi), Antônio Martins (Diplô Brasil). Bia Barbosa (Intervozes) Bernardo Kucinski (professor da ECA); Carlos Azevedo (Revista Retratos do Brasil); Celso Horta (ADCD Maior); Dario Pignotti (Ansa, Página 12 e Manifesto); Denise Tavares (professora PUC Campinas); Elma Bonés (Jornal Já); Enio Squeff (artista plástico e jornalista) ; Emiliano José (professor da UFBA). Ermano Alegri (Adital); Flávio Diegues (Diplô Brasil); Flávio Tavares (jornalista e professor aposentado da UNB); Flavio Aguiar (Carta Maior); Geraldo Canalli (jornalista e professor da UFRGS); Gilberto Maringoni (professor da Cásper Libero); Gustavo Gindre (Intervozes); Hamilton de Souza (PUC-SP); Inácio Neutzling (Revista IHU da Unisinus); Ivana Bentes (professora e diretora da Escola de Comunicação da UFRJ); João Pedro Dias (professor da UERJ), Joaquim Palhares (Carta Maior), Laurindo Leal Filho (Programa Ver TV e ECA-USP); Leonardo Sakamoto (Repórter Brasil); Luiz Carlos Azenha (Blog Vi o Mundo); Marco Antonio Araújo (jornalista); Marcos Dantas (professor de jornalismo da PUC-Rio); Mauro Santayana (jornalista); Neutair Abreu (mais conhecido como Santiago, chargista); Paulo Salvador (Revista do Brasil), Renato Rovai (pela Fórum e por que não, também por este blogue); Rodrigo Savazoni (Intervozes); Sérgio Gomes (Oboré); Sérgio Souto (Monitor Mercantil); Tadeu Arantes (jornal Diplô Brasil); Verena Glass (jornalista e colaboradora da Carta Maior).


http://www.revistaforum.com.br/sitefinal/blog/

A política e o Judiciário

Emiliano José*

Em princípio, segundo os paradigmas do chamado Estado de Direito democrático, o Judiciário, de modo muito especial, deveria evitar imiscuir-se no território da política. Evidente, elementar dizê-lo, que qualquer ação humana é política, num sentido muito amplo. No entanto, há o campo específico da atuação do Judiciário que, por ser o julgador, deve evitar dar opiniões políticas, quanto mais quando elas se referirem a causas que podem vir ainda a serem julgadas. É esse o debate que envolveu nos últimos dias o presidente Lula e o presidente do TSE, Marco Aurélio Mello.

Curiosa a reação de parte da imprensa e de alguns de seus colunistas, que passaram a deitar falação contra o presidente da República e a favor do presidente do TSE. Aparentemente, estão defendendo a autonomia do Judiciário, as liberdades democráticas, como se o Judiciário fosse uma espécie de Olimpo, infenso a críticas, como se a palavra de uma autoridade da Justiça tivesse sempre que ser acatada sem qualquer contestação. Besteira. O Judiciário, como o Executivo e Legislativo, tem sempre que ser acicatado pela crítica, venha ela de onde vier.

Há um inegável pendor do presidente do TSE pela política. É incontestável que seja pela palavra de seu presidente, seja por alguns de seus julgamentos, o TSE tem politizado de modo acentuado sua intervenção na vida brasileira. O Legislativo tem sentido isso, mas tem reagido de modo tímido, quem sabe pelo fato de lhe faltar ousadia e criatividade, como no caso recente das decisões relativas à fidelidade partidária. Como não faz uma reforma política profunda, é surpreendido pela fúria legislativa da Justiça, especificamente do TSE. A defensiva o condena ao silêncio.

Lula falou. Colocou o guizo no pescoço do gato. Criticou a intervenção do Judiciário nas questões políticas. O endereço era claro: as críticas feitas pelo presidente do TSE a um programa social do governo – Territórios da Cidadania. Este programa, como vários outros do governo Lula, pretende continuar enfrentando o problema da desigualdade social. Querer, como quer o presidente do TSE, que o governo não possa lançar programas sociais porque vão acontecer eleições municipais equivale a uma espécie de cassação branca de mandato. Seria reduzir o mandato de Lula a dois anos – aqueles onde não há eleição.

E o grave é que o presidente do TSE dá essa opinião e ela vira uma espécie de senha para que a direita brasileira – o DEM e o PSDB – outra e mais uma vez se insurja contra a disposição do governo Lula de livrar o Brasil da miséria absoluta. Essa direita não aceita que no decorrer dos últimos cinco anos as políticas do atual governo tenham tirado 20 milhões de pessoas da linha da pobreza absoluta – quem quiser saber melhor, é só recorrer, por exemplo, a matéria da Folha de S. Paulo de 16 de dezembro de 2007, também manchete do mesmo jornal.

Está certo o jurista e professor de Direito Penal, Luiz Flávio Gomes, quando critica o presidente do TSE e diz que o juiz “não pode falar fora dos autos”. (O Estado de S. Paulo, A13). Infelizmente, o presidente do TSE não absorve esse princípio.
** Artigo publicado na Página de Opinião, do Jornal A Tarde, dia 10/03/2008.**

GLOBO: A CAMINHO DA VICE-LIDERANÇA


Paulo Henrique Amorim


. Nos últimos dois meses, o "Bom (?) Dia São Paulo" e o "Bom (?) Dia Brasil" perderam alguma coisa perto de três pontos no Ibope.

. O "Bom (?) Dia São Paulo" perde para o Luciano Faccioli e o "Bom (?) Dia Brasil" para o "Fala Brasil", ambos da Record.

. A queda do "Fantástico" é ainda mais grave.

. De 2004 para 2007, o share da audiência do "Fantástico" no conjunto de aparelhos ligados caiu de 55% para 44%.

. A concorrência - pela primeira vez em décadas - obrigou o jornalismo da Globo a calçar a sandália da humildade.

. É muito divertido ver os mauricinhos e patricinhas obrigados a falar de assuntos que interessam ao espectador.

. Engarrafamento, violência, cidades que não funcionam - especialmente São Paulo -, "a vida como ela é", segundo o Nelson Rodrigues.

. Quem, como eu, mora num prédio em que o síndico sintoniza na Miriam Leitão sempre que vou malhar, percebeu que o jornalismo da Globo começa a sentir o calor.

. Foi o que vi hoje.

. Os mauricinhos e patricinhas do "Bom (?) Dia Brasil", com o nariz virado e um certo desdém por aquelas notícias sobre vândalos, crime, tragédias, que são obrigados a anunciar ...

. Que saudades eles têm da Miriam Leitão a falar do M2 da "base monetária" que o Lula explodiu (ou explodirá) ...

. Quando a Miriam e o Alexandre Garcia, o vice-líder da Oposição nas duas casas do Congresso, falam, o ponteirinho do Ibope treme: de medo ...

. Não está longe o dia em que a Globo vai dispensar os serviços de seus ilustres colonistas.

. Como já se disse aqui, o patrão gosta muito de colonista que diga o que ele (patrão) pensa.

. Mas, o patrão gosta mesmo é de comercial de 30 segundos.

. E, como dizia o Boni, toda vez que te falarem em "televisão para a classe A, saia correndo" ...

Em tempo:
clique aqui para ler por que o Conversa Afiada fala em "colonistas".

(*) Foi como a Carta Capital chamou a Globo, em reportagem recente.




http://conversa-afiada.ig.com.br/

11/03/2008

São a favor da tortura 42% dos brasileiros que ganham acima de R$ 2 mil e 40% dos que têm curso superior


É o que afirma Pesquisa sobre Valores e Atitudes da População Brasileira, realizada pelo Ibope e a agência Nova S/B e publicada ontem em O Globo.

Há vários outros aspectos da mesma pesquisa destacados na reportagem, mas que semelhantes a uma anterior do mesmo Ibope, de abril de 2006, chamada
"Corrupção na Política: Eleitor Vítima ou Cúmplice", comentada aqui.

O cruzamento dos dados dessa pesquisa atual, em relação ao comportamento diante da tortura, é que produz resultados interessantes. Se 42% dos que ganham mais do que 5 salários mínimos apóiam a tortura, o índice cai para 19%, entre os que ganham menos de um salário mínimo. Porque, em geral, a tortura é aplicada nestes.

A pergunta da pesquisa não deixa dúvidas. Vou repeti-la, como está no questionário [o grifo é meu]:

No filme “Tropa de Elite”, sobre a forma de atuação do Bope no Rio de Janeiro, aparecem cenas em que os policiais forçam os suspeitos a darem informações através de algumas práticas violentas, consideradas tortura. Se fosse um policial combatendo o crime organizado, você provavelmente...

. Usaria práticas violentas para obter informações importantes de suspeitos, pois esse é o único método que funciona no país
. Nunca usaria práticas violentas contra suspeitos, a não ser para se defender, para não desrespeitar os direitos deles

A pesquisa mostra o tamanho dos “
indignados úteis”, que defendem a tortura, e são freqüentadores dos pitblogs, ardorosos fãs de seus pitblogueiros (desmascarados por Nassif, em seu dossiê Veja, como penas de aluguel, moleques de recados alheios).

É a esse público que
Veja se dirige, como afirmou seu presidente, Roberto Civita. Defendem a tortura policial, porque pensam que ela não os alcançará, e só quando são agredidos, como aconteceu recentemente com um juiz aqui no Rio, percebem o engano que cometem.

Quando 42% da elite financeira e 40% da elite educacional de um país defendem a tortura é sinal de que é chegado o momento de – como dizem as mulheres - repensar a relação.

A tortura é uma ignomínia, que não pode ser tolerada de forma alguma. Ainda mais a praticada pelo Estado, que, ao menos teoricamente, existe para defender os direitos do cidadão e promover a cidadania.

A visão de Dilma


Na noite de quarta-feira passada, entrevistei longamente a Ministra-Chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Como surgiram muitos assuntos na conversa, vou soltar em alguns capítulos para melhor poder entender o momento atual, da ótica do governo.

Dilma com a palavra:

“O que pudemos fazer, nesse segundo governo Lula, foi ter alterado a dinâmica do discurso econômico. Antes a dinâmica era: vamos construir a estabilidade. Era importante e o real surgiu para isso. Mas da estabilidade não decorre automaticamente a dinâmica de investimento e crescimento. Tivemos, então, que mudar a dinâmica: mantendo a estabilidade, vamos tratar de crescer”.

“Essa é a mudança fundamental, inclusive em relação a outros momentos históricos. Construímos a base econômica para poder crescer. Agora vamos fazer a inflexão, mas mantendo a estabilidade. Ao contrário de outros momentos da história, nada de ‘liberou geral’”.

“O crescimento vai ser alcançado com planejamento, estruturas de regulação funcionando, agências não capturadas que busquem a competição. Porque é papel da regulação estruturar uma competição isonômica, sem abusos de poder econômico”.

“Um segundo passo relevante é dispor de instrumento financeiros de longo prazo e ser capaz de perceber que Estado estrutura a demanda pública, mas quem vai fazer o investimento é o setor privado. O Estado estrutura a demanda, o setor privado executa, realiza, empreende obras e atenda a demanda. Com isso, cria-se um círculo virtuoso”.

“Nos primeiros balanços do PAC, tinha que ficar uma hora explicando que não era processo de estatização, mas de cooperação entre investimento privado e uma demanda pública e, em alguns casos, de investimento público, como é o caso da Petrobrás e do setor elétrico”.

“No fundo, o papel do governo federal é ser o mentor de uma grande articulação entre os diversos ministérios, governos estaduais e setor privado”.

“Um dos grandes desafios foi a questão das concessões rodoviárias. Primeiro, tivemos que fazer o trabalho emergencial, a operação tapa-buraco. Depois, pensar no futuro, que é a duplicação das rodovias existentes. Aí fizemos os leilões de concessão, mas com a economia estabilizada e a metodologia de cálculo dos pedágios em níveis razoáveis”.

“Um ponto importante foi colocar o Exército para tocar alguns obras que tinham sido paradas na Justiça. Muitos anos sem investimento público fizeram com que as empreiteiras passassem a apelar para a “judicialização” de todas as licitações. Quem perdia, entrava na Justiça e emperrava a obra”.

“Chamando o Exército para tocar a obra quisemos demonstrar que, com a judicialização, todos iriam perder. Muito melhor seria respeitar os resultados porque, com o crescimento dos investimentos, haverá novas oportunidades para o perdedores participarem”.

“Além de saneamento e habitação, haverá obras de energia elétrica (especialmente o início de Santo Antônio e a preparação de Girau), plataformas e gasodutos da Petrobrás, todos projetos de bilhões de dólares” .

enviada por Luis Nassif

10/03/2008

A regra é clara, diz o juiz


Nenhum dos grandes jornais deu tão bem como a Folha o voto “antólogico” do ministro Carlos Ayres Britto, relator da ação contra as pesquisas com células-tronco, que o Supremo Tribunal Federal começou a julgar ontem.

Além de articular as principais passagens do parecer de 50 páginas do ministro – a favor das pesquisas – a repórter Laura Capriglione ressaltou a reação de “feministas presentes no plenário do STF”.

Segundo uma delas, “se a Constituição não garante a inviolabilidade da vida ‘desde a concepção’ – a essência da argumentação de Britto - , pode-se discutir a legalização do aborto e mesmo aprová-la na legislação ordinária”.

A ação foi ajuizada pelo então procurador-geral da República, Claudio Fonteles, dois meses depois da promulgação da Lei de Biossegurança, em 2005. A lei autoriza – sob severas condições – as pesquisas com células-tronco. [Leia, neste blog, a nota “A vida e suas implicações”.]

No entender de Britto, a ação não procede porque os embriões descartados ou congelados em clinicas de fertilização, dos quais os cientistas extraem as células-tronco, não são vida humana, com os direitos que a Constituição lhe assegura.

Algumas das mais sugestivas passagens da manifestação do ministro:

“…vida humana já revestida do atributo da personalidade civil é o fenômeno que transcorre entre o nascimento com vida e a morte.”

“Quando fala da ‘dignidade da pessoa humana’ [a Constituição] está falando de direitos e garantias do indivíduo-pessoa. Gente. Alguém.”

“Tanto é assim que ela mesma, Constituição, faz expresso uso do adjetivo “residentes” no País (não em útero materno e menos ainda em tubo de ensaio ou em “placa de Petri”.

“…as três realidades não se confundem: o embrião é o embrião, o feto é o feto e a pessoa humana é a pessoa humana. Esta não se antecipa à metamorfose dos outros dois organismos. É o produto final dessa metamorfose.”

“Donde não existir pessoa humana embrionária, mas embrião de pessoa humana…”.

“Deus fecunda a madrugada para o parto diário do sol, mas nem a madrugada é o sol, nem o sol é a madrugada”.

“…se toda gestação humana principia com um embrião igualmente humano, nem todo embrião humano desencadeia uma gestação igualmente humana. Situação em que também deixam de coincidir concepção e nascituro, pelo menos enquanto o ovócito (óvulo já fecundado) não for introduzido no colo do útero feminino.”

“O que autoriza a lei é um procedimento externa-corporis: pinçar de embrião ou embriões humanos, obtidos artificialmente e acondicionados in vitro, células que, presumivelmente dotadas de potência máxima para se diferenciar em outras células e até produzir cópias idênticas a si mesmas (fenômeno da ‘auto-replicação’), poderiam experimentar com o tempo o risco de u’a mutação redutora dessa capacidade ímpar. Com o que transitariam do não-aproveitamento reprodutivo para a sua relativa descaracterização como tecido potipotente e daí para o descarte puro e simples como dejeto clínico ou hospitalar.”

“…se é legítimo o apelo do casal a processos de assistida procriação humana in vitro, fica ele obrigado ao aproveitamento reprodutivo de todos os óvulos eventualmente fecundados? Mais claramente falando: o recurso a processos de fertilização artificial implica o dever da tentativa de nidação no corpo da mulher produtora dos óvulos afinal fecundados? Todos eles? Mesmo que sejam 5, 6, 10?”

“…se todo casal tem o direito de procriar; se esse direito pode passar por sucessivos testes de fecundação in vitro; se é da contingência do cultivo ou testes in vitro a produção de embriões em número superior à disposição do casal para aproveitá-los procriativamente; se não existe, enfim, o dever legal do casal quanto a esse cabal aproveitamento genético, então as alternativas que restavam à Lei de Biossegurança eram somente estas: a primeira, condenar os embriões à perpetuidade da pena de prisão em congelados tubos de ensaio; a segunda, deixar que os estabelecimentos médicos de procriação assistida prosseguissem em sua faina de jogar no lixo tudo quanto fosse embrião não-requestado para o fim de procriação humana; a terceira opção estaria, exatamente, na autorização que fez o art. 5º da Lei. Mas uma autorização que se fez debaixo de judiciosos parâmetros…”.

“…o embrião ali referido não é jamais uma vida a caminho de outra vida virginalmente nova. Faltam-lhe todas as possibilidades de ganhar as primeiras terminações nervosas que são o anúncio biológico de um cérebro humano em gestação. Numa palavra, não há cérebro. Nem concluído nem em formação. Pessoa humana, por conseqüência, não existe nem mesmo como potencialidade. Pelo que não se pode sequer cogitar da distinção aristotélica entre ato e potência, porque, se o embrião in vitro é algo valioso por si mesmo, se permanecer assim inescapavelmente confinado é algo que jamais será alguém.”


“…vida humana já rematadamente adornada com o atributo da personalidade civil é o fenômeno que transcorre entre o nascimento com vida e a morte cerebral.”

Fernando Henrique e o 171 do Plano Real


A se confirmar o que diz o ex-presidente Itamar Franco no Jornal do Brasil, Fernando Henrique Cardoso cometeu crime – e não apenas eleitoral – ao assinar as notas de real já fora do cargo de ministro da Fazenda. O nome da coisa é estelionato – mais informações podem ser obtidas no artigo 171 do Código Penal. Não deve ser difícil provar se a falcatrua se consumou ou se é apenas uma bravata de Itamar.

A auto-estima nacional e a mídia


É curioso o Globo de hoje. A material principal é uma pesquisa sobre o que pensam os brasileiros. A pesquisa constata que os brasileiros se consideram, individualmente, melhores do que o Brasil. Gerou a manchete da materia: “A culpa é dos outros”.

Os dados falam por si. De 1 a 10:

No quesito “respeito e valorização dos idosos, os os brasileiros se dão nota 8,7 para a sua posição; e 5,2 para os brasileiros em geral.

No quesito “preocupação e esforço em preservar o meio ambiente”, 8,5% para si, 5,5 para o conjunto do país.As conclusões dos analistas consultados é que, ao projetar nos outros os defeitos, o brasileiro no fundo estaria exprimindo seus próprios conceitos.

Ninguém falou – e provavelmente não foi perguntado – sobre o “modismo” que há alguns anos tomou conta dos principais veículos e dos principais colunistas: falar mal do país.

O que queriam, com o público sendo massacrado diariamente por avaliações de que o país não presta, que é atrasado, que o brasileiro é folgado, está sempre atrás de uma boquinha, que o Estado é paternalista – até quando cumpre com seus compromissos básicos de inclusão social.

Esse comportamento preconceituoso e elitista está entranhado na chamada "república de Ipanema", a cultura que emana especialmente dos círculos sócio-culturais e jornalísticos do Rio de Janeiro. O jornalismo, hoje em dia, está coalhado desse tipo de colunismo, de colunistas simpaticíssimas, mas que, em seus escritos, exalam preconceito por todos os poros, fundados no lugar-comum do ipanemismo.

Está na hora da mídia começar a avaliar o efeito-mídia. Senão as explicações sobre os aspectos culturais da população serao sempre incompletos. Até para não embarcar nessa de que "a culpa é dos outros".

Se a imprensa não tem responsabilidade na formação da opinião pública, quem teria?


http://www.projetobr.com.br/web/blog/5

7%. Este é o ritmo atual de crescimento da economia. Já dá até para chamar de milagre


Isto é Dinheiro -


Na quarta-feira 12, O IBGE irá divulgar o número final do PIB brasileiro em 2007. Ao que tudo indica, o resultado será melhor do que se previa. Estimativas de crescimento, antes próximas a 5%, já estão sendo puxadas para 5,7% pelas principais consultorias, em função da aceleração da atividade captada no último trimestre do ano passado. As estatísticas, no entanto, funcionam como lanternas na popa. São fachos de luz que só iluminam águas passadas. E, quando se olha para o presente ou o futuro, os números são até melhores. "O início de 2008 surpreendeu a todos", disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega. "Se fosse possível projetar esses dados preliminares de janeiro ou fevereiro para o ano inteiro, teríamos uma expansão superior a 6%." Mantega diz que ainda é cedo para cravar um número, mas o ritmo de crescimento atual da economia brasileira anda na casa dos 7%. E, mesmo que haja uma desaceleração nos próximos meses, 2008 irá, no mínimo, repetir 2007. O mais interessante é que isso ocorre sem pressões inflacionárias – ao contrário, tudo indica um resultado abaixo da meta de 4,5%.


Se essa tendência vier a ser mantida, com o Brasil crescendo cerca de 6% ao ano até 2010, os historiadores poderão definir o segundo mandato do governo Lula como um novo "milagre econômico". Principalmente porque há um dado novo na equação. No passado, em outras eras de crescimento acelerado, como os governos de Juscelino Kubitschek (1956-1961) e Garrastazu Médici (1969-1974), a taxa de expansão populacional era maior: 3,1%, no primeiro caso, e 2,8%, no segundo. Hoje, a população brasileira cresce 1,3% ao ano. Isso significa que a renda per capita, que é o que importa, também cresce de forma acelerada. E o milagre atual tem uma vantagem. Como a inflação, além de previsível, é menor, iniciou-se um ciclo inédito de expansão do crédito na economia brasileira. O volume dos financiamentos, segundo Mantega, já se aproxima de R$ 1 trilhão. [...]


[...] O Brasil, enfim, vem colhendo aquilo que o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, chama de “dividendos da estabilidade”. Isso trouxe de volta a confiança do consumidor e os investimentos empresariais. Um dos dados mais significativos das estatísticas econômicas é a expansão dos investimentos, o que sinaliza que a expansão da demanda será atendida por uma maior oferta de produtos. É o que está ocorrendo na Dicico, uma grande rede de materiais de construção. "Estamos investindo R$ 100 milhões na expansão da nossa rede", diz o presidente da empresa, Carlos Roberto Corazzin, que abriu 31 lojas no ano passado e planeja outras 27 para este ano. Tudo isso significa mais emprego, mais renda e mais consumo, realimentando o milagre atual e reforçando a idéia do “descolamento” do Brasil em relação à crise americana.


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PAC de batom


Inscritas para obras em três comunidades carentes, mulheres mostram intimidade com o trabalho pesado por pura necessidade. O sonho agora das 'PAC-Quitas' é ter primeira carteira assinada.


O Dia
É pau, é pedra, é o início de um caminho. A promessa de vida que chega com o anúncio do começo das obras do PAC uniu as mulheres das regiões que receberão melhorias. Assim como, no passado, muitas pegaram no pesado para erguer suas casas, hoje as moradoras estão empenhadas em fazer o mesmo em suas comunidades, animadas ainda com a chance de trabalhar pela primeira vez com a carteira assinada.

A construção civil é, na maioria das vezes, a experiência profissional mais freqüente dessas mulheres, que respondem por 40% das 16 mil inscrições para os canteiros de obras do PAC nos complexos do Alemão e de Manguinhos e na Rocinha.

Se o trabalho de uma vida fosse medido apenas pelos registros em carteira, Sandra Maria Pinheiro, 50 anos, teria dificuldade para comprovar a história de luta. Criou os filhos e quando esperava iniciar uma etapa mais tranqüila teve de recomeçar. Ela e o marido construíram sozinhos a casa onde vivem, na Favela de Manguinhos. Depois de passar por todas as fases da obra, Sandra diz-se uma experiente servente. "A medida da massa é diferente para cada parte da construção. Na minha casa, fui eu que fiz as vigas. Só tive dificuldade para assentar o piso", conta.

As chamadas PAC-Quitas - brincadeira com as antigas assistentes de Xuxa -, esperançosas futuras operárias do PAC, enchem as ruas da CCPL em Manguinhos. Na falta de qualificação profissional, as vagas mais procuradas foram de cozinheira e ajudante de obras. "Minha carteira é em branco", conta, encabulada, Eluzia Maria da Silva, 28. O sotaque paraibano denuncia a busca de uma oportunidade no Rio, sonho que até hoje não chegou.

Apesar da empolgação com a possibilidade de conseguir o emprego, as mulheres temem pelos filhos. “O ideal seria ter uma creche na comunidade para ajudar as operárias”, observa Patrícia Luiz dos Santos, 24.

Qualificação não é problema para Rogéria Vilela, 32, moradora do Alemão. Ela vai concluir curso de construção civil até o início das obras. Sempre pôs a mão na massa. Em casa, tarefas mais difíceis são sua responsabilidade.


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09/03/2008

LÍDER DO ALEMÃO: PAC FICA PRONTO EM 3 ANOS


O Presidente Lula visitou nesta sexta-feira, dia 07, o Complexo do Alemão, no Rio, para dar início às obras do PAC (clique aqui para ver as imagens). As obras do PAC, que começaram nesta sexta-feira em três conjuntos de favelas do Rio (Alemão, Manguinhos e Rocinha), representam um investimento de R$ 1,14 bilhão (clique aqui).

O representante da Associação de Moradores do Complexo do Alemão João Carlos Martins disse em entrevista a Paulo Henrique Amorim nesta sexta-feira, dia 07, que acredita que as obras do PAC serão concluídas (
clique aqui para ouvir o áudio).

"Acredito porque eu já participei de 20 reuniões e nós temos tudo certo para começar essa obra. Inclusive o Presidente Lula reafirmou hoje... (a obra deve durar) três anos", disse Martins.

Entre as obras que serão executadas no Complexo do Alemão está a instalação de um teleférico, que vai sair da comunidade Céu Azul e passará pela comunidade da Alvorada (Coqueiro), Morro do Adeus, até chegar em Bonsucesso, onde o passageiro terá acesso a outros meios de transporte: trem e metrô. Ou seja, com o teleférico, quem mora na parte mais alta do morro, na comunidade Céu Azul, estará quatro estações distante da estação de trem ou metrô, em Bonsucesso.

No Complexo do Alemão ficava, até o início do Governo Sérgio Cabral, o quartel general do Comando Vermelho.

As obras do PAC no Complexo do Alemão vão promover também a abertura da rua Joaquim de Queiroz, onde está concentrado o comércio da comunidade. A abertura da rua também facilitará a circulação dos moradores do Morro do Alemão.

"A Joaquim de Queiroz tem que ser aberta porque ela é o coração do Complexo do Alemão, (tem) vários mercados, vários depósitos de bebidas. E até a população mesmo, para transitar de veículo", disse Martins.

Segundo Martins as outras obras do PAC no Complexo do Alemão são: saneamento, centro psiquiátrico (para tratar dependentes químicos), biblioteca e sala de esportes.

Martins disse que o Presidente Lula se emocionou durante a visita ao Complexo do Alemão. "O Presidente Lula se emocionou... porque nós trabalhamos duas semanas, passamos para ele a segurança. E conseguimos mostrar a eles que o Complexo do Alemão é outra coisa, não o que eles pensavam", disse Martins.

Clique aqui para ver uma galeria de imagens sobre as obras no Morro do Alemão (inclusive o teleférico).

Clique aqui para ver uma galeria de imagens sobre as obras na favela de Manguinhos.


Clique aqui para ver uma galeria de imagens sobre as obras no Morro da Rocinha.

Paulo Henrique Amorim

O crime de Uribe


O governo de direita da Uribe na Colômbia sempre teve ligações com os EUA. Todos nós sabemos que a direita colombiana recebe dinheiro dos Estados Unidos para se manter no poder.

Os estadunidenses financiaram a campanha da direita colombiana com a desculpa de combater o narcotráfico, na verdade os interesses ianques vão além disso.

Na verdade a maior preocupação estadunidense é a de um dia as FARC’s tomarem o poder na Colômbia e iniciarem uma experiência socialista assim como em Cuba.

Para isso eles injetam dinheiro e manipulam a direita colombiana, assim como Alvaro Uribe.

O presidente Uribe cometeu um dos maiores crimes no direito internacional, a violação do território de um país.

Ele deve pedir desculpas o quanto antes e deixar de ser um pau-mandado do Bush ou ficará isolado na América Latina.

Não podemos permitir que Bush e Cia venha fazer da América Latina o que já fazem no oriente médio.

Wagner não se reelege



Não sou chegado à futurologia, mas vou aqui arriscar um palpite, o governador Wagner esta dormindo de toca na relação política com Geedel, se nada de novo ocorrer acredito que Geedel será candidato a governador contra Wagner em dois mil e dez, com apoio de Lidice da Mata, que será candidata ao senado e João Henrique prefeito de Salvador.

Wagner isolado vai reconhecer tarde que não soube formar uma base de apoio confiável e nem prestigiou os companheiros que comeram poeira com ele nas estradas do interior da Bahia.

Hoje o nível de critica ao governador dentro do PT baiano fica entre xingamentos e declarações de ódio explicito. O sentimento de traição esta se espalhando.


É uma pena, mas na Bahia as esquerdas caminham rapidamente para cometer o mesmo erro duas vezes em vinte anos.

Leiam a matéria publicada na revista Isto É deste fim de semana.




Às segundas-feiras pela manhã, a sala de estar de um amplo apartamento no edifício do bairro de Ondina, em Salvador, fica apinhada de líderes políticos do interior baiano. É uma fila de prefeitos, vereadores e deputados.

Igualmente abarrotada de lideranças municipais e estaduais é a ante-sala de um confortável gabinete localizado na sede da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), também na capital baiana.

Todos aguardam ansiosamente a oportunidade de se aconselhar e pedir a bênção ao ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB). Nas segundas, se ele não estiver no apartamento de Ondina, estará no escritório da estatal. E pedir a bênção a Geddel tornou-se prática obrigatória de boa parte dos políticos baianos.

Desde a morte do senador Antônio Carlos Magalhães (DEM-BA), em julho do ano passado, os dois terreiros onde Geddel despacha todo início de semana servem a rituais que são o inverso do candomblé: ali, os políticos peregrinam em busca de proteção e de um futuro melhor. Mas, em vez de doar, eles recebem as oferendas do novo babalorixá da Bahia: cargos, verbas, projetos, favores e promessas.

“Geddel está atropelando todo mundo. Ele está oferecendo muita coisa: tem o amparo do governo federal, espaço importante no governo do Estado e o comando da Prefeitura de Salvador. É muito difícil segurar a debandada”, reconhece o próprio herdeiro natural do carlismo, o líder do DEM na Câmara, deputado Antônio Carlos Magalhães Neto (BA).

Ao mesmo tempo que avança sobre os antigos redutos de ACM, o ministro também provoca arrepios em seus novos aliados petistas – em 2006, Geddel uniu-se ao PT para eleger Jaques Wagner governador da Bahia e foi em troca desse apoio que ele, de antigo desafeto de Lula, passou a ser o titular da Integração.

Istoé

Quem está fora de sintonia com o povo?


Por que será, que no site de um partido de direita e de oposição ao governo do presidente Lula, o resultado de uma enquete é completamente contrário às políticas do partido?

Afinal de contas a oposição está ou não perdida, sem propostas e desconectada das demandas da população?

Por está sendo realizada em um site de um partido de direita e oposicionista, era de se esperar que o resultado da pesquisa fosse contrário ao governo do presidente Lula.

Mas o que ocorre é a reafirmação da tese que defendo. A oposição está sem propostas e perdida.

O povo reconhece as intenções do presidente Lula e do PT, diferentemente de FHC que ficou por oito anos no poder tentando empurrar garganta abaixo do brasileiro uma reforma neoliberal.

NAS BANCAS, A GUERRA NUNCA ACABA: QUANDO O JORNALISMO É ATROPELADO PELA REALIDADE

A cegueira ideológica da revista veja, termina por fazer a publicação se descolar completamente da realidade semana após semana, a revista que chegou ontem as bancas trata de uma guerra que acabou antes de começar. Na ânsia de atacar Chaves e fazer o jogo de interesse americano na América do Sul promovendo uma guerra entre nações latinas, a revista semanal de esgoto, não viu a banda passar. O Luiz Carlos Azenha não perdoou.

Gerson


Se eu estivesse preocupado com popularidade ou audiência, me inscreveria em um concurso de miss. Abracei o jornalismo por curiosidade e acredito em alguns princípios que aprendi por osmose desde cedo, numa redação cheirando a chumbo e tinta, com o Valzinho, o "seo" Nadir, o doutor Nilson, o Danton Gamba e muitos outros colegas, na rua Primeiro de Agosto, em Bauru. As pessoas passam, os princípios ficam.

Hoje participei de boa parte de um encontro entre jornalistas e professores de Jornalismo em São Paulo. Havia três gerações na sala de reuniões. Mauro Santayanna estava lá, como integrante da "bancada da gravata". Um exemplo de integridade que me fez lembrar de muitos colegas com os quais compartilhei e compartilho essa profissão.

Adianto que estou escrevendo em um laptop, com uma conexão sem fio. Se o texto ficar pela metade vocês entenderão o motivo. O Brasil ainda é uma democracia em construção, pré-capitalista para a maior parte de seus habitantes. Por isso, acredito que há um gigantesco espaço comum para enfrentar alguns dos desafios do Jornalismo.

O maior deles é o de oferecer ao público uma alternativa à mídia partidarizada, que distorce, deturpa e omite informações em defesa de seus próprios interesses políticos e econômicos.

Eu acho que o Brasil precisa de mais democracia. Acho que é preciso jogar luz no obscuro cipoal de interesses que envolve as concessões de rádio e TV. Acho que é preciso incentivar as rádios, as TVs e os jornais comunitários. Acho que é preciso regionalizar a produção de conteúdo. Acho que é preciso aprofundar a crítica da mídia para muito além do Observatório da Imprensa. Acho que é preciso rever os gastos com propaganda de governos municipais, estaduais e do federal. Acho que existe um papel para o Estado, direta ou indiretamente, na implantação de uma rede nacional de internet rápida - adaptando para as circunstâncias brasileiras o que se fez no Japão ou na Coréia do Sul. Acho que não faz sentido manter com dinheiro público uma faculdade de Jornalismo como a Escola de Comunicações e Artes (ECA) se ela abdicar da tarefa de formar seus alunos e transferir esse encargo para a TV Globo, a Abril ou a Folha de S. Paulo. Que se transfira de vez a incumbência de formar jornalistas às grandes empresas, economizando dinheiro público para montar centros de inclusão digital, por exemplo, com monitores para ensinar novos usuários a pesquisar na internet.

Não acredito em esforço heróico, ególatra ou centralizado para fazer avançar essas idéias. Eu sei que mesmo entre os leitores deste site algumas das idéias que expus acima recebem apoio, outras não. Sei que vocês, por não serem jornalistas, têm opiniões e idéias diferentes ou divergentes. Só de lidar com vocês - cadê a Francine? - no dia-a-dia eu já sabia que nunca estive sozinho. A reunião de hoje deixou claro, até quanto pude enxergar, que há muito mais gente perplexa pelo que se faz passar por jornalismo.

Não é preciso palavras para "fotografar" esse descompasso entre realidade e ficção. Pode se dizer que a capa de Veja desta semana foi atropelada pela notícia.

UM DIA ANTES, NA REPÚBLICA DOMINICANA:

http://www.viomundo.com.br/