22/03/2008

Ação do Ibama desmonta serrarias no Pará


A operação Arco de Fogo começa a mostrar resultados, assim como feito no sul da Bahia, a proibição e desmontagem das madeireiras é a melhor coisa a ser feita no combate a devastação da Amazônia.
No inicio dos anos noventa o governo federal determinou o fechamento de todas a serrarias que existiam no sul da Bahia, com o tempo esta atitude mostrou-se correta e os resultados estão ai, apesar de ainda existir desmatamento e trafico de madeira em nossa região, o que acontece hoje é infinitamente menor que o desfile de caminhões carregados com toras gigantescas que víamos por nossas estradas.
O próximo passo é definir políticas publicas que gere emprego e possa substituir a oferta de empregos das madeireiras. Oferecer alternativa econômica a população do Sul do Pará é fundamental para o sucesso da operação.
Gerson
Ação do Ibama desmonta serrarias no Pará

O Globo - O Ibama iniciou ontem uma inédita ação de desmonte de serrarias flagradas com madeira sem procedência sustentável no município de Tailândia, a 235 quilômetros de Belém. A ação faz parte da operação Arco de Fogo, de combate ao desmatamento. A primeira madeireira desmontada pelo Ibama, com o apoio de fiscais da Secretaria de Meio Ambiente do Pará (Sema), foi a Santo André, que funcionava em plena zona urbana de Tailândia sem licença ambiental, e não tinha comprovação sobre a origem da madeira apreendida em seus pátios. Todo o maquinário da serraria foi levado para um depósito da Sema. A idéia da fiscalização do Ibama, com o apoio do Ministério do Meio Ambiente, é passar o trator por cima das instalações da serraria.

- O impacto significativo da operação vai além da multa. O Ibama paralisa a atividade madeireira ilegal e a PF responsabiliza criminalmente os responsáveis - observa o coordenador do Ibama, Bruno Versiani.

A operação Arco de Fogo, com a participação da Polícia Federal e da Força Nacional de Segurança, já contabiliza um total de R$9 milhões em multas, aplicadas por um volume de 16,4 mil metros cúbicos de madeira apreendida sem documento legal de origem.

PF descobre toras de madeira escondidas em milharal em Tailândia - A Polícia Federal descobriu centenas de toras de madeira nobre enterradas sob uma plantação de milho, às margens da rodovia PA-150 em Tailândia, a 235 quilômetros de Belém. Policiais federais e fiscais do Ibama, integrantes da operação Arco de Fogo, de combate aos desmatamentos na Amazônia, fizeram um sobrevôo de helicóptero e estranharam encontrar uma grande clareira em meio à gigantesca plantação de milho. Ao escavarem o solo da parte desmatada do milharal, encontraram toras de maçaranduba, ipê e angelim, entre outras madeiras nobres, supostamente enterradas por madeireiros da região.

- Ações como essa, de enterrar madeira no milharal para tentar enganar a fiscalização, não vão nos intimidar. Chegaremos aos responsáveis com trabalho de inteligência, afirmou o delegado Raimundo Freitas, coordenador da Operação Arco de Fogo pela Polícia Federal.

Com o apoio de técnicos da secretaria de Meio Ambiente do Pará, a Polícia Federal está escavando o milharal, buscando as toras de madeira sepultadas pelos madeireiros de Tailândia. Na semana passada, fiscais do Ibama e da Sema já haviam descoberto centenas de toras enterradas em montanhas de serragem no pátio da serraria Santo André, interditada e desmontada pelo Ibama por atuar sem licença ambiental e sem comprovar a origem da madeira estocada em seu pátio.

Em 20 dias, as equipes integradas por fiscais do Ibama, policiais federais e da Força Nacional de Segurança já inspecionaram 40 estabelecimentos, entre madeireiras, carvoarias e propriedades de pessoas físicas. Desses, 39 foram multados e 23 tiveram suas empresas embargadas por problemas na documentação ou por não comprovarem a origem de estoques de madeira e carvão vegetal. Foram apreendidos 16,4 mil metros cúbicos de madeira, sendo 15,2 mil metros cúbicos de toras e 1,2 mil metro cúbico de madeira serrada estocadas por serrarias de Tailândia que não comprovaram a origem legal do produto. Foram lavrados 76 autos de infração, em valores superiores a R$ 9 milhões. Além da madeira ilegal, também foram apreendidos mais de mil metros de carvão produzido sem licença ambiental e 23 motosserras.

20/03/2008

Lula é o mesmo, mas o cenário é outro




Coluna - Elio Gaspari

Folha de S. Paulo - Araraquara teve a conferência de Jean-Paul Sartre em 1960 e o discurso de Nosso Guia em 2008. Se uma mentira, repetida mil vezes, acaba virando verdade, o que dizer de uma verdade repetida mil vezes?

Bendita a cidade que ganha fama com uma palestra. Foi isso que aconteceu com Araraquara depois que o filósofo francês Jean-Paul Sartre terminou sua conferência no auditório da Faculdade de Filosofia, Ciência e Letras, em setembro de 1960. Daí em diante ela se tornou conhecida como "a Conferência de Araraquara". Era uma época em que as pessoas iam a esses eventos de terno e gravata. Sartre tratou de arcanas questões filosóficas e teve Jorge Amado na mesa, Fernando e Ruth Cardoso, mais Antonio Candido e Gilda de Mello e Souza na primeira fila.

Há uma semana, discursando em Araraquara, na inauguração da escola que ganhou o nome da professora Gilda, morta em dezembro de 2005, Nosso Guia fez um discurso que merece atenção. Foi um improviso, menor que a conferência de Sartre, mas ainda assim longo. Tem seis vezes o tamanho deste artigo e, à primeira vista, pode ser confundido com mais um Opus Lula.

Nosso Guia trocou de cenário. Ele cavalga o desempenho da economia e os avanços sociais ocorridos durante seu reinado. Não formula idéias novas, apenas arruma velhos esplendores. Lula faz isso de uma forma que seus adversários devem pensar melhor antes de continuar com uma oposição de frases feitas e CPIs para alimentar noticiário.

Alguns exemplos:

"Todo o sacrifício que nós fizemos permitiu que a gente pudesse estar vivendo o momento que estamos vivendo hoje. (...) Hoje temos quase 200 bilhões de dólares de reservas, não devemos nada ao FMI, não devemos nada ao Clube de Paris e não devemos nada a ninguém."

"Aqui no Brasil pobre não tinha acesso a banco. Aliás, os bancos tinham desaprendido a atender pobre. (...) O que nós fizemos? Nós resolvemos fazer crédito para o povo pobre. (...) Criamos o crédito consignado. (...) Eu acho que a gente colocar dinheiro na mão do pobre é investimento neste país."

"Quando eu tomei posse a indústria automobilística me procurou dizendo: "Nós estamos quebrados". (...) E ontem eu recebi uma carta: eles saíram de 2,2 milhões de carros e estão prometendo produzir 4 milhões de carros em 2009. Qual foi o milagre? O milagre foi uma coisa que a gente vinha dizendo há 20 anos: com 24 meses de prestação, só pode comprar carro o setor da classe média. Se vocês quiserem que o pobre compre um carro, aumentem o número de prestações."

"Noventa e seis por cento dos acordos feitos pelos sindicatos são acordos feitos acima da inflação, com aumento real de salário."

"Neste ano, nós vamos ter a primeira turma formada pelo ProUni. São 60 mil jovens que tiraram o diploma pelo ProUni e 40% desses são negros e negras."
Nosso Guia teve até o seu "momento Obama": "O grande desafio (...) é acreditar que a gente pode".

Não há um novo Lula, o que há é uma nova conjuntura. Sua falação pode ser repetitiva, mas tem duas características. Primeiro, ele não está enrolando. Depois, leva à rua uma agenda de progresso e otimismo, deixando à oposição o penoso exercício do mau humor. Se uma mentira, repetida mil vezes, acaba virando verdade, o que dizer de uma verdade repetida mil vezes?

O Brasil bem pensante, que até hoje procura entender a conferência de Sartre, precisa ler o discurso de Araraquara. Está na internet, basta passar no Google
"discurso lula araraquara gilda". Em 1960, aos 15 anos, Nosso Guia corria atrás de seu único diploma. O do Senai.

IBGE mostra que setores ligados ao turismo cresceram 76% em 5 anos


Uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que os setores ligados ao turismo cresceram 76% em geração de valor adicionado – renda obtida, descontados os custos para a prestação de um serviço ou produção de um bem – entre 2000 e 2005.

Em 2000, o segmento gerava valor adicionado total de R$ 74,7 bilhões, segundo o levantamento. Cinco anos depois, o valor passou para R$ 131,7 bilhões, informa a pesquisa do IBGE.

Leia também a matéria do G1:
Viagens corporativas respondem por 60% do turismo no Brasil

Apesar do crescimento, o resultado foi considerado "pífio" pelas entidades. O motivo é a crise pela qual passa o setor aéreo brasileiro, que sofre com o aumento de demanda associado à falta de investimentos de infra-estrutura. "Entre 2005 e 2006, o setor aéreo perdeu 7,5% de sua receita. Pelo menos 4,5 pontos porcentuais dessa retração estão relacionados ao caos aéreo", disse o professor de Turismo da USP, Hildemar Brasil, responsável pela pesquisa.

Mais uma vez, a lenga-lenga do caos aéreo (aquele que não existiu, como já demonstramos fartamente). Duvido que se encontrem, nessa pesquisa, números que fundamentem que existiu "caos aéreo" e que a redução de receita está associada a ele.
O número de passageiros transportados em 2007 (vôos domésticos) aumentou 8,83% em relação a 2006 (fonte: Infraero). E o número de 2006 aumentou 7,81% em relação a 2005.
Os preços das passagens aéreas tiveram redução significativa, por conta da acirrada competição entre TAM e Gol, com seguidas promoções de tarifas de baixo custo.

Logo, é forçar muito a barra tentar vender o "caos aéreo" (aquele que não existiu) como causa da redução da receita.

O mais provável e racional é que a redução da receita esteja associada à redução dos preços das passagens. Para fundamentar a redução de receita como causa do "caos aéreo" era preciso que tivesse havido redução e não aumento do número de passageiros transportados.

Além disso, como fui membro do governo até junho de 2007, posso informar que os Ministérios e órgãos governamentais (imagino que nos estados e municípios tenha ocorrido o mesmo fenômeno) passaram a fazer cotação de menor preço para compra das passagens, com maior rigor, a partir de 2006, por conta da postura agressiva da Gol, com suas baixas tarifas.


Até 2005, os funcionários escolhiam os vôos e horários. A partir de 2006, o setor administrativo responsável passou a escolher vôos e horários, ainda mais que as duas empresas sempre apresentavam vôos praticamente nos mesmos horários, o que facilitava a escolha.

Aumentou também o rigor na exigência de fazer o pedido com dez dias de antecedência à data da viagem pretendida. Como qualquer criança de oito anos sabe, quanto maior a antecedência na compra, menor o valor da tarifa a ser paga.

Portanto, a explicação do "caos aéreo" é, no mínimo, infeliz.
***
Postado por José Augusto Valente
http://logisticaetransportes.blogspot.com/

Mino fecha seu blog em solidariedade a PHA


O jornalista Mino Crata postou ontem a ultima matéria em seu blog, toma a atitude de sair do ar em solidariedade ao jornalista Paulo Henrique Amorim.
Mino faz parte de um time especial do jornalismo brasileiro, tem historia e mérito a mais que quase todos os jornalistas em atividade.

Foi o primeiro editor da Veja nos tempos em que esta revista era séria, enfrentou a ditadura dentro da redação, foi perseguido e censurado inúmeras vezes.

A atitude dele em fechar um dos blog mais lidos da internet em solidariedade a PHA é a conseqüência natural de uma historia de vida marcada por uma postura humanista, democrática e solidária.

Vai nos fazer falta a qualidade e a inteligência de suas postagens, esperemos que em breve possamos divulgar e acessar seu novo endereço.

Segue abaixo seus dois últimos post, o primeiro é um tapa na cara da elite paulistana, o segundo é a despedida.

Gerson



Diatribe paulistana


Meu caro Antonio Carlos Viard, São Paulo é o recanto mais reacionário do Brasil, concordo plenamente. Sou um genovês paulistano porque de certa forma me acostumei. Mas a cidade mudou demais, aquela que conheci em agosto de 1946 era muito diferente, embora a semeadura da arrogância, a retórica da “locomotiva do Brasil” e da “metrópole que mais cresce no mundo” começassem a deslanchar. Eu era muito menino, não percebi. Um livro muito interessante, “Orfeu Extático na Metrópole”, de Nicolau Sevcenko, conta essa história e localiza o momento em que a terra das grandes greves organizadas pelos anarquistas e pelos socialistas sucumbiu diante da prepotência dos senhores de café e da indústria nascente. Início dos anos 20. Além do mais, São Paulo é feia, cada vez mais feia, e monstruosamente desigual. O atual prefeito Kassab esmera-se para tirar os postes da Oscar Freire, a rua das grifes, ou de refazer as calçadas da Avenida Paulista, enquanto a periferia, e até áreas menos plebéias, não têm esgoto e galerias de águas pluviais. Sem contar a presença avassaladora de um esgoto ao ar livre representado pelos rios Pinheiros e Tietê. De caso pensado, os donos do poder paulistano cuidaram de racionar os espaços públicos até a penúria absoluta. Houve tempo em que os habitantes iam ao aeroporto de Congonhas e, deleitados, entregavam-se à sublime diversão proporcionada por aviões que pousam e levantam vôo. Hoje vão aos shoppings, movidos pela sanha consumista, ignaros e manipulados, a desconhecerem a importância da praça onde o povo discute e enfrenta os problemas coletivos. E os senhores, cheios de empáfia provinciana na exposição de falsos refinamentos? Freqüentam a Daslu e a Expand, reúnem-se em happy hours clangorosos e pelos restaurantes de uma ridícula “capital gastronômica do mundo” onde é muito difícil comer bem, e pronunciam frases feitas, lugares comuns e banalidades, aprendidos na leitura do Estadão, da Folha, da Veja e de Caras.


enviada por mino


O último post


Meu blog no iG acaba com este post. Solidarizo-me com Paulo Henrique Amorim por razões que transcendem a nossa amizade de 41 anos. O abrupto rompimento do contrato que ligava o jornalista ao portal ecoa situações inaceitáveis que tanto Paulo Henrique quanto eu conhecemos de sobejo, de sorte a lhes entender os motivos em um piscar de olhos. Não me permitirei conjecturas em relação ao poder mais alto que se alevanta e exige o afastamento. O leque das possibilidades não é, porém, muito amplo. Basta averiguar quais foram os alvos das críticas negativas de Paulo Henrique neste tempo de Conversa Afiada.


enviada por mino

18/03/2008

Demissão de PHA


O site de Luiz Carlos Azenha informa que Paulo Henrique Amorim foi demitido do IG nesta terça-feira. Por fax.

O que chama a atenção, de cara, é a intempestividade da medida do portal de internet. Se não fosse o Azenha, estaríamos acessando o site do PH sem conseguir, e sem saber por que.

Há boatos (na internet) de que Daniel Dantas estaria por trás da demissão do jornalista.
PH, no entanto, tem desafetos bem mais influentes do que Dantas, figura obscura, polêmica e avessa a declarações públicas, até por conta de seu envolvimento em escândalos.

PH cunhou o termo PIG (Partido da Imprensa Golpista) para se referir aos maiores meios de comunicação do país, tais como Globo, Folha, Veja etc.

O jornalista demitido também tem sido um crítico mordaz e constante do PSDB e do Democratas, notadamente de José Serra e de Fernando Henrique Cardoso.

O IG, por sua vez, é controlado pelo Internet Group do Brasil S.A., empresa de capital privado responsável pela operação dos portais IBest e BrTurbo.

O Internet Group do Brasil S.A. tem sua composição societária dividida da seguinte forma:

Internet Group Cayman Limited com 99%
BRT Serviços de Internet S/A com 1%

A presidência da direção executiva do IG é exercida pelo jornalista Caio Túlio Costa, que trabalhou durante 21 anos na Folha de S. Paulo, onde foi editor, secretário de redação e o primeiro ombudsman da imprensa brasileira.

O IG também abriga várias páginas de internet de linha incômoda para figuras como Dantas, Serra, FHC, as famílias midiáticas, o PSDB e o DEM. Estão hospedados no IG os sites de Mino Carta, José Dirceu, Luis Nassif e outros.

Considero uma enorme falta de respeito do IG para com seu público tirar o site do Paulo Henrique do ar assim, sem mais nem menos. Fica praticamente impossível deixar de especular sobre as possíveis injunções políticas do fato.

Aguarda-se uma explicação do IG. Enquanto não vem, permite especulações e preocupação de que pode estar começando uma caça às bruxas jornalística, promovida sob as ordens de grandes empresas de mídia e de políticos que todos sabem quem são e que têm ascendência sobre tais empresas.


O Azenha informa o novo endereço do PH na internet :


http://www.paulohenriqueamorim.com.br/

postado no blog de Luiz Carlos Azenha

País bate recorde em fevereiro com 205 mil novas vagas


Como é aquele causo messsmo? Nunca antes na história desse país ... ? E vamos que vamos.

Agencia Estado - O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) registrou em fevereiro a criação de 204.963 empregos formais (com carteira assinada) na economia brasileira. De acordo com os dados divulgados hoje pelo Ministério do Trabalho e Emprego, esse número é recorde para o mês de fevereiro, na série de dados do Caged.

No primeiro bimestre do ano, foram gerados 347.884 empregos formais no País. Em fevereiro de 2007, haviam sido criadas 148.019 vagas. No mesmo bimestre do ano passado, o número foi de 253.487 novos empregos.

O setor da economia que mais gerou vagas foi o de serviços, com a criação de 74.441 novos postos. Em seguida vem a indústria de transformação, com 46.812 postos. A construção civil, por sua vez, gerou 27.574 postos, e agropecuária, 24.239.

A agropecuária registrou a maior geração de vagas da história, puxado pela cultura de cana-de-açúcar, que sozinha contratou 19.475, sendo 16.428 só em São Paulo.

De acordo com o ministro do Trabalho Carlos Lupi, o crescimento no número de postos com carteira assinada na indústria demonstra também um risco menor de inflação no País. "Por isso (do aumento no número de emprego formais na indústria) eu não tenho tanto medo de inflação como alguns, porque o setor produtivo está respondendo para atender à demanda", argumentou o ministro.

Entre 2003 e 2008, a economia brasileira já gerou mais de 6,6 milhões de novos empregos formais. Mantido o ritmo do crescimento do primeiro bimestre, devem ser abertas mais de 2,1 milhões de vagas com carteira assinada no País até o final do ano. O ministro aposta que em março haverá um aumento de empregos formais ainda maior do que as 146 mil novas vagas abertas no mesmo mês do ano passado.

Esse é o país que muitos tentam ignorar com receio de perder o discurso rancoroso e muitas vezes racista. Esses tentam desmerecer as ações do governo taxando-o de 'assistencialista', 'incentivador da vagabundagem', se referindo ao Bolsa Família. O programa tira da miséria absoluta quem não tem condições de competir no mercado produtivo no curto prazo, mas não é ele o responsável pelo crescimento econômico sólido que estamos experimentando depois de muitas décadas. E ele vem agora, com uma novidade: o controle de preços, que garante ganhos reais de renda e não apenas um crescimento concentrador e excludente.

O Brasil está avançando com qualidade, gerando emprego e renda; e esse movimento está em franca aceleração. Muitos não estão conseguindo conviver com essa realidade. Sem voluntarismo, sem colocar os carro na frente dos bois. Tudo ao seu tempo, segundo a conjuntura.

Essa é a receita para um crescimento sustentável, para a consolidação do círculo virtuoso do consumo interno e da produção. Só um país com um forte mercado interno, pode ter segurança para investir no mercado externo. Este não pode ser apenas uma mera alternativa para momentos de pouca demanda no país.

O Brasil não é uma 'republiqueta' que pode se contentar com os dividendos de uma ou duas commodities, que podem ou não estar com preços compensadores. Somos uma economia complexa, com diversos atores trabalhando na direção de nosso desenvolvimento.

Os números do CAGED surpreendem até os mais otimistas. Como pode um país gerar tantos empregos formais em meio a uma crise internacional? Olhe para o que foi feitos nos últimos 4 anos, que a resposta está lá.

Marcadores: CAGED, Emprego


http://www.aleporto.com.br/

17/03/2008

É assim que se faz


No final deste mês um ano e pouco após assumir a direção do Hospital Regional Dr. Ruy estará se afastando para se candidatar a prefeito de Ilhéus. Os acertos da administração dele a frente do Regional já fazem diferença na saúde da cidade.

Nunca é tarde lembrar que Ruy assumiu o hospital em seu pior momento, as cenas de morte na porta da emergência por falta de atendimento havia tornado-se corriqueiras. Na comunidade ilheense a avaliação do hospital beirava ao escárnio publico.

Ainda dói na alma de muitas famílias o trágico revellion de 2005/06 quando na ausência absoluta de plantonistas quase uma dezena de pessoas morreram por falta de atendimento. Era uma vergonha!

A liderança e a capacidade administrativa de Ruy provocaram uma revolução no hospital, em pouco mais de um ano a historia do Regional é outra.

Foram contratados setenta e dois médicos, e cento e trinta novos funcionários como atendentes, auxiliares de enfermagem, faxineiros e segurança.

Com recursos próprios foram reformados e reequipados o anexo psiquiátrico, a UTI e a ala administrativa, centenas de moveis e equipamentos eletrônicos foram concertados.

Em recente visita o governador Wagner entregou duas ambulâncias e um equipamento de ressonância magnética, anunciou a implantação de uma equipe de neurocirurgia (a primeira em hospital publico no interior da Bahia), e autorizou uma grande obra de reforma geral e ampliação que deverá dobrar o tamanho do hospital.

Por iniciativa de Ruy um convenio assinado com a UESC permite que dezenas de estudantes de medicina façam estágios no Regional. Outras iniciativas estão em curso, as equipes de funcionários estão motivadas e já proliferam os casos de vidas salvas, excelência em atendimento e famílias agradecidas.

Com a falência completa do sistema municipal de atendimento em postos médicos, milhares de pessoas correm para o Regional diariamente, os atendimentos ambulatoriais e emergenciais saíram de pouco mais de dois mil para mais de oito mil pacientes por mês, com qualidade e humanismo.

Uma das marcas da administração de Ruy são a moralidade e a transparência, acabaram as denuncias de desvios e irregularidades. Todas as ações desta gestão foram realizadas com os mesmos recursos e com o mesmo orçamento das gestões anteriores.

Um dos episódios mais tocantes foi à iniciativa de Ruy ao convidar onze médicos voluntários que juntos com ele trabalharam vinte e quatro horas no ultimo revellion salvando dezenas de vidas.

Em entrevista feita no hospital durante sua ultima visita a Ilhéus Wagner ressaltou a capacidade administrativa e de liderança de Dr. Ruy e disse que o Hospital Regional Luiz Viana Filho tornou-se um exemplo na administração publica do estado.

Ruy reproduziu no Regional o modelo petista de administração, já consagrado em nível nacional pelo presidente Lula, é só o inicio de uma revolução que promete mudar a historia de Ilhéus nos próximos anos.


Gerson Marques

16/03/2008

Um governo que nos enche de orgulho


No ultimo dia 12 a revista inglesa Economist considerada a mais respeitada revista de economia do mundo promoveu um seminário com os maiores empresários brasileiros e o presidente Lula, nossa imprensa não deu a menor bola para o evento que já foi realizado em diversos paises.

Leia baixo alguns trechos do discurso de Lula e entenda um pouco mais o que esta acontecendo no Brasil de hoje.

O comportamento parcial de nossa mídia frontalmente contra o presidente Lula não tem permitido que informações importantes cheguem a grande parte da população.


Sobre o encontro com o ex-presidente português Mario Soares:


“Esses dias eu recebi aqui o ex-presidente de Portugal, Mário Soares. Ele veio aqui, como jornalista, fazer uma entrevista para a TV Pública de Portugal. Ao se sentar, no meu gabinete, ele falou assim para mim: ‘Presidente, eu não estou entendendo. Eu leio a imprensa estrangeira e vejo que o Brasil está muito bem, eu converso com empresários estrangeiros e vejo que a economia brasileira está muito bem. Mas quando eu leio a imprensa brasileira eu penso que o Brasil acabou, parece que acabou o Brasil’. Ele foi conversar com algumas pessoas de oposição. Ele falou: ‘Presidente, eu não acredito. O que as pessoas disseram para mim não é a realidade’. Até porque Portugal tem muitos investimentos no Brasil e ele conversa com os empresários portugueses. Quando chegou em Portugal ele escreveu um artigo muito importante, numa entrevista, vendo o que estava acontecendo no Brasil.”

Sobre favelas e o Complexo do Alemão:

“Eu queria lembrar aos senhores que em 1970 São Paulo tinha apenas duas favelas. São Paulo tinha a Favela do Vergueiro, perto do aeroporto de Congonhas, na rua Vergueiro, que não existe mais. E tinha a favela da Vila Prudente, que ainda existe hoje, não em forma de favela como era na década de 70, bem menor do que era, mas já um pouco urbanizada. Hoje, São Paulo tem mais de dois milhões de brasileiros que moram em favelas. Eu fui, na sexta-feira e no sábado passado, ao Rio de Janeiro. Fui à Rocinha, fui ao Complexo do Alemão e fui a Manguinhos. E fiquei surpreso porque onde hoje é o Complexo do Alemão, um lugar que vocês, habitualmente, vêem na imprensa como um lugar violento, de muita troca de tiros e de muita quadrilha guerreando entre si, na década de 50 era uma fazenda e, na década de 80 foi a grande ocupação, que virou a favela que é hoje. Depois, eu fiquei sabendo que a Rocinha também era uma fazenda e que a partir da década de 80 se transformou naquele complexo de pessoas morando em péssimas condições, como é hoje. Eu estou dizendo isso para dizer para vocês que se as coisas tivessem sido feitas corretamente por sucessivos governos, se cada um tivesse feito um pouco, certamente nós não teríamos nem dois milhões de paulistas morando em favelas e muitos menos teríamos complexos como Manguinhos, como Rocinha ou como o Complexo do Alemão, com gente morando em péssimas condições, possibilitando e facilitando o surgimento do crime organizado, do narcotráfico e de tanta violência.
E por que eu comecei falando do Complexo do Alemão? É porque parte da pobreza do nosso País se concentra muito fortemente a partir da década de 80. Possivelmente, alguns empresários de outros estados – o Gerdau está aqui no Rio Grande do Sul, quase tudo o que aconteceu de favelas foi exatamente a partir da década de 80 e veio se avolumando. E por que veio se avolumando? Porque é importante atentar que o Brasil passou praticamente 26 anos, quase uma geração e meia, com a economia crescendo aquém daquilo que era necessário crescer.”

26 anos de estagnação econômica:

“Quando eu vejo na televisão uma cena da polícia prendendo um jovem... Normalmente, os ladrões, no Brasil, são jovens de 15 a 24 anos, a 30 anos. Ou seja, são todos eles, Gerdau, oriundos de 26 anos de atrofiamento da economia brasileira.Eu, por exemplo, sou de uma categoria econômica que, na década de 80, tinha praticamente 2 milhões de trabalhadores no Brasil, e caiu mais de 1 milhão. Quem é da construção civil aqui, eu estou vendo muitos aqui, sabe que a construção civil brasileira, nos últimos 20 anos, só dispensou trabalhadores e contratou muito pouco, porque não havia nem investimentos na construção civil leve, e muito menos na construção civil pesada. A última grande obra de infra-estrutura de peso no Brasil foi Itaipu, em 1974. Certamente, hoje nós não faríamos Itaipu, porque a legislação ambiental e nem os ambientalistas permitiriam que nós fizéssemos do jeito que ela foi feita. Hoje ninguém permitiria que Sete Quedas tivesse desaparecido, que era uma das coisas mais extraordinárias do mundo e está hoje alagada pelo lago de Itaipu.
Pois bem, se durante 26 anos nós não crescemos, e nós geramos esse padrão de pobreza, que transforma o Brasil num dos países mais desiguais do mundo, era preciso que nós, então, tomássemos uma atitude de estancar isso e começar um novo processo.”

As mudanças na educação:

“Nós tiramos 20 milhões de pessoas da extrema pobreza e vamos tirar mais. Os indicadores sociais, tanto os medidos pelos institutos brasileiros, como os medidos pelos institutos internacionais, que vai das instituições da ONU... Nós melhoramos gradativamente a posição social do Brasil. É um momento em que crescem os investimentos empresariais, cresce a entrada de dólar no Brasil, cresce a geração de empregos, cresce a renda das pessoas e ao mesmo tempo, cresce a inclusão social neste País. Agora, o que está faltando fazer? Educação, eu sei que vocês estão curiosos para discutir a educação. É uma pena que o meu ministro da Educação não tenha sido convidado para participar do seminário, já que é um tema extremamente importante e interessante. Mas, certamente, vocês receberão as informações, amanhã, do que está sendo feito na educação.
Eu vou dar dois exemplos para vocês: primeiro, nós criamos o Fundeb. No governo passado aconteceu uma coisa importante. Foi constituída a possibilidade da universalização do ensino fundamental. Nós chegamos a 97% das crianças nas escolas. Só que as pessoas não perceberam que quando você universaliza o ensino fundamental, você precisa saber que aquela criança, quando termina o ensino fundamental, tem que fazer outro curso. E não se pensou no ensino médio. Nós criamos o Fundeb para atender às necessidades das escolas de ensino médio para nove estados do Nordeste, que são as mais pobres, um Fundo que vai gastar, do governo federal, ou melhor, que vai investir mais 10 bilhões de reais no ensino fundamental. Segunda coisa: aumentamos de 8 para 9 anos a quantidade de anos de escolaridade no ensino fundamental. A terceira coisa: nós resolvemos recuperar a escola técnica profissional que, no Brasil, nós tanto carecemos. Vou dar um dado para vocês. A primeira escola técnica brasileira foi fundada em 1909 pelo presidente Nilo Peçanha, na cidade de Campos de Goitacazes. Em 1909 foi feita a primeira escola técnica brasileira, na cidade de Campos. De 1909 até 2003 foram construídas no Brasil 140 escolas técnicas. Até 2010, nós teremos funcionando no Brasil, mais 214 escolas técnicas brasileiras. Em oito anos, nós estamos fazendo quase o dobro do que foi feito em 93 anos.
A mesma coisa no ensino universitário. O Brasil, ao longo de toda a sua história, construiu 54 universidades federais. Nós vamos terminar o mandato construindo, em oito anos, dez novas universidades federais e 48 novas extensões universitárias, levando cursos universitários para o interior do País. A partir do mês que vem, no final de abril ou no começo de maio, eu dedicarei uma semana para inaugurar escolas neste País. Tinha sido aprovada uma lei, em 1998, que tirava do governo federal a responsabilidade de fazer investimentos em escolas técnicas e deixava por conta do mercado. O mercado não deu resposta e o Estado teve que voltar a assumir a responsabilidade de cuidar daquilo que o Brasil precisava. Mais importante ainda, nós tínhamos um problema sério de colocar jovens pobres na universidade. Vocês sabem que aqui no Brasil – não sei como é na Inglaterra e nos Estados Unidos – o pobre estuda na escola pública, no ensino fundamental, e o rico estuda em escola paga. Isso, no ensino fundamental. Quando chega na universidade, o rico vai para a escola pública e o pobre vai para a universidade privada. Como o pobre não pode pagar a mensalidade, ele fica fora. O que nós fizemos? Nós criamos um programa chamado ProUni, fizemos uma isenção de imposto para as universidades privadas e transformamos o equivalente do imposto em bolsas de estudo. Pasmem! Em três anos já colocamos 360 mil jovens na universidade, jovens pobres da periferia e da escola pública. De que eu era acusado? Qual era a acusação que me faziam? “O presidente Lula está nivelando o ensino por baixo, está rebaixando o nível do ensino no Brasil, na medida em que criou o ProUni.” Como eu sou católico e tenho sorte, três anos depois foi feita a primeira avaliação dos cursos universitários brasileiros. Em 14 áreas, incluindo Medicina e Engenharia, os melhores alunos avaliados foram, exatamente, os que iam nivelar por baixo a educação no Brasil: foram os alunos do ProUni, da periferia deste País.
Agora estamos fazendo uma outra pequena revolução na educação. Estamos criando outro programa chamado Reuni. O que é o Reuni? Nós estamos passando uma verba a mais para as universidades federais brasileiras e, em contrapartida, as universidades brasileiras, as federais, vão aumentar, de uma média de 12 alunos por professor, para uma média de 18 alunos por professor. Sabem o que significa isso? Mais 400 mil jovens brasileiros na universidade até 2010.”

O preconceito contra o Bolsa Família:

“Uma pessoa de um meio de comunicação importante no Brasil, ficou indignada porque uma mulher do Bolsa Família comprou uma geladeira. Obviamente que ela não comprou com o dinheiro do Bolsa Família, mas o dinheiro do Bolsa Família pode ter ajudado a pagar a prestação. Isso porque não fizemos o nosso programa de renovação de geladeira que vamos fazer, se Deus quiser. A imprensa foi lá e entrevistou essa moça. Ela falou: ‘não só eu comprei a geladeira, como estou de sandália nova porque eu pude comprar, eu compro sandália para os meus filhos’. Antes do Bolsa Família, tinha mulher que comprava um lápis e partia ao meio para dar para dois filhos ou para dar para dois netos. Hoje, ela se dá o prazer de comprar uma caixa de lápis para cada um. Isso não é investimento? Isso não é distribuição de renda? Isso não é investimento sadio? Então, no Brasil nós ainda temos que mudar determinados conceitos que foram criados ao longo do tempo.”

Sobre a inclusão digital:

“Vamos levar para 55 mil escolas públicas urbanas, neste País, internet banda larga. Eu penso que será uma pequena revolução na educação, neste País. Em todas as escolas técnicas já temos laboratórios de informática. Criamos um programa chamado Computador para Todos, que eu acho que vocês conhecem, que diziam que era difícil, não ia dar cento. Hoje, o Brasil está vendendo computador como jamais pensou em vender na sua vida. E vender para as camadas mais pobres, porque nós estamos trabalhando com uma coisa que todo mundo deveria compreender: não é apenas olhar o preço final do produto, é saber se a quantidade de prestações que a pessoa vai pagar cabe dentro do seu salário.”

Sobre a explosão da indústria automobilística:

“Por que a indústria automobilística brasileira está explodindo? Eu convivo com a indústria automobilística brasileira desde 1969, fui dirigente sindical desde 1975, presidente do sindicato. Sempre vi a indústria automobilística em crise, fechando em vermelho, não vende, (inaudível) do governo... Qual é o milagre? Dois milagres fundamentais: primeiro, aumentar a renda das pessoas; segundo: aumentar a quantidade de prestações que a pessoa tem que pagar pelo carro, porque se vendia carro para pagar em 24 meses ou em 30 meses, tinha sempre o mesmo segmento da sociedade que podia comprar. Eu tenho na minha cabeça que o povo quer três coisas: casa, casar com uma mulher bonita, e a mulher quer casar com um homem bonito e ter um carro. Carro ainda é uma paixão, hoje repartida com o computador.
O que fez a indústria automobilística? Aumentou a quantidade de prestações, saiu de 36 ou de 24 para 72, para 82. E o que aconteceu? Aconteceu que a indústria automobilística corre o risco de, já no próximo ano, atingir a totalidade da sua capacidade produtiva. Hoje, as pessoas estão esperando 6 meses para comprar um caminhão, se for um caminhão pesado, espera até 9 meses. As pessoas estão na fila par comprar carro. Até ontem, a empresa ia quebrar: ‘eu vou embora do Brasil, porque não está dando para vender’.”

Governar para os Ricos é mais fácil:

“Se eu quiser governar o Brasil para 35 milhões, eu não terei problemas, porque o Brasil tem espaço para 35 ou 40 milhões de brasileiros viverem em padrão de classe média alta européia. Se eu quiser governar só para esses, eu não preciso, realmente, fazer investimento do Estado. Agora, se eu quiser e o Brasil desejar incluir os milhões que estão deserdados, aí, realmente, nós vamos ter que gastar. Eu vou dar um exemplo. Seria importante vocês deixarem dois ou três jornalistas aqui, para andar um pouco no Brasil. Quando criei o programa chamado Luz para Todos, eu tinha uma informação do IBGE, de que no Brasil tinham 10 milhões de pessoas que não tinham energia elétrica. Criamos o programa Luz para Todos. Esse programa já utilizou 460 mil quilômetros de cabos – imaginem quantas vezes a gente poderia ter enrolado a Terra – já colocamos mais de 3 milhões e 600 mil postes, já colocamos mais de 500 mil transformadores e já gastamos mais de 8 bilhões de reais. Oitenta por cento financiado pelo governo federal e 20% pelos estados. Alguns estados não podem pagar e nós pagamos também.
Alguém, analisando apenas com uma visão estritamente econômica, poderia dizer: ‘mas isso não é possível, tem que cobrar’. Se cobrar não tem energia, porque as pessoas não têm como pagar. Agora que nós já fizemos, e quase 8 milhões de pessoas já receberam, nós descobrimos que os dados do IBGE estavam errados. Apareceram mais 1 milhão e 564 mil pessoas sem luz, e vamos ter que levar, até 2010, para todo mundo. Custa para o Estado? Custa. Alguém que estivesse discutindo do ponto de vista econômico poderia dizer: ‘custa para o estado, é verdade presidente Lula, custa para o Estado’. E eu poderia perguntar: quanto custa para o Estado deixar essa pessoa vivendo no século XVIII quando nos poderíamos trazê-la para o século XIX com um cabo, um poste e um bico de luz? É preciso ter a sensação do que significa chegar a uma casa, encontrar uma família no escuro – uma lata de coca-cola com pavio, a lata cheia de querosene – e as crianças lendo em torno da lata, a fumaceira cobrindo a casa. Aí, você monta o Programa, chama a mulher e aperta uma tomada. Quando a luz acende dentro da casa dela, é como se você tivesse a tivesse transportado do século XVIII para o século XXI, e não há dinheiro que pague. Como custam R$ 4,5 bilhões, que estamos investindo para tentar trazer de volta para a cidadania 4 milhões e 100 mil jovens, de 15 a 24 anos. Ou nós colocamos esse dinheiro, dando uma ajuda para eles e formando-os profissionalmente, ou o narcotráfico e o crime organizado vão oferecer a eles o que o Estado não oferece. Essa guerra eu não quero perder. Eu quero ganhar.Por isso, quando a gente discutir os gastos do Estado, nós temos que olhar comparando a quê? Alguns países estão prontos há pelo menos 60, 70, 80 anos. Nós precisamos ficar prontos e só ficaremos prontos quando a totalidade dos brasileiros estiver participando desse processo de desenvolvimento do País. Caso contrário, não valeu à pena a gente governar o País se o resultado, no final do mandato, for a gente continuar com a mesma quantidade de gente na classe média, com a mesma quantidade de ricos e com a mesma quantidade de pobres. Eu quero aumentar o número de ricos, quero aumentar o número de gente na classe média e quero acabar com a pobreza neste País. Por isso, para nós é uma questão de honra não abrirmos mão de fazer as políticas sociais que estamos fazendo agora. E vou fazer mais.”

CPMF: derrota não paralisa o Governo:

“Vocês sabem que a oposição derrotou o imposto que nós tínhamos sobre transações financeiras. E não derrotou porque era contra o imposto, não, derrotou porque acharam que era demais garantir ao governo do Lula ter 120 bilhões de reais até 2010, e era preciso diminuir. Nós lamentamos. Chorar não choramos, mas lamentamos. Nós tínhamos aprovado um Programa de Saúde que era uma revolução na Saúde, e eu vou implementá-lo. O dinheiro vai aparecer, e podem ficar tranqüilos que eu não vou aumentar tributo e o dinheiro vai aparecer. Podem ficar certos de que nós vamos gastar melhor o que temos que gastar e economizar onde não é essencial, para a gente gastar onde é essencial. Eu tenho um sonho, que é levar médico, levar dentista, levar oftalmologista e levar otorrino dentro das escolas para fazer exame nas crianças, dentro da escola. Eu tinha isso na década de 60. Está certo que nós tínhamos pouca gente na escola, mas na década de 60 o Estado brasileiro oferecia dentista para cuidar dos dentes das crianças. Se vocês andarem pelo Nordeste brasileiro, apesar de tudo que nós já fizemos com o Brasil Sorridente, nós ainda temos muitas meninas e meninos de 18 ou 19 anos sem dentes. Quem vai cuidar disso? A iniciativa privada só vai cuidar disso se essa pessoa tiver renda para pagar. Se ela não tiver, é o Estado que tem que fazer. Na hora em que o Estado cumprir com as suas obrigações, podem ficar certos de que as próprias pessoas vão tratar de exigir que o Estado seja cada vez menos intrometido nas coisas que não precisa se intrometer. Mas sem o Estado não haverá inclusão social neste País, sem o Estado a gente não consegue recuperar um século de descaso com parte da população mais pobre deste País. E é por isso que nós estamos vivendo este momento.Quero dizer para vocês que vamos crescer mais em 2008, que vamos fazer mais políticas sociais em 2008, que queremos exportar mais em 2008, que queremos importar mais em 2008, que queremos consolidar o Brasil como a principal potência dos combustíveis renováveis, e queremos inserir o Brasil, cada vez mais forte e sólido, neste mundo globalizado. Sabemos que temos que trabalhar muito e sabemos que a única chance que nós temos de chegar lá é nos colocarmos diante do mundo com a seriedade que nós queremos das pessoas.”

Reforma tributária:

“Vivo um momento muito importante para o meu País. Eu tenho muita sorte, porque passei 30 anos fazendo oposição e os outros presidentes não tiveram condições de viver este momento. Eu espero, quando deixar o governo, não voltar a ser tão oposição mais, porque eu espero eleger o meu sucessor e espero que este País tenha seqüência. Nós precisamos de, no mínimo, 10 ou 15 anos de crescimento sustentável para que a gente possa recuperar todo o tempo que nós perdemos. É assim que nós vamos governar o Brasil, é assim que nós vamos aprovar a reforma tributária. Podem escrever nas suas matérias, nós vamos aprovar a reforma tributária este ano. A oposição passou oito anos falando em reforma tributária e agora está lá o projeto, é só votar. Podem fazer uma emenda aqui, outra emenda ali, mas vão votar. Uma reforma tributária justa, que diminua a quantidade de impostos que temos neste País, que facilite a vida de quem quer investir, que facilite a vida de quem construir um negócio, que facilite a vida do povo, que reduza a quantidade de tributos e, ao mesmo tempo, que a gente acabe com a guerra fiscal fratricida neste País. Eu acho que nós vamos aprovar, não sei por que eu estou otimista. Espero contar, sobretudo, com o apoio de vocês, empresários brasileiros, conversando com quem vocês conhecem, para a gente aprovar isso.”

Fonte: http://conversa-afiada.ig.com.br/

15/03/2008

Marco Aurelio Mello: o escárnio da elite brasileira em pessoa



O ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello, parente do ex-presidente Fernando Collor, é um escárnio por natureza.

Ele também é presidente do Tribunal Superior Eleitoral e agora acusa o governo federal de lançar o programa Territórios da Cidadania mirando as eleições deste ano.

O presidente Lula fez uma defesa feroz do programa, veja aqui o vídeo em matéria do G1.

Marco Aurélio Mello esquece o papel de golpista, que desempenhou junto com a imprensa, nas eleições de 2006. Com o poder de presidente do TSE na mão, por várias vezes usou a imprensa pra ameaçar as eleições.

Convocou uma coletiva de juízes, em pleno processo eleitoral, para dizer que todos estavam grampeados, sugerindo subliminarmente que era o governo por trás dos grampos. A imprensa conservadora adorou e os colunistas de plantão trataram de traduzir a história para o público.

Quase uma semana depois da célebre coletiva, com uma varredura feita pela Polícia Federal, não se constatou grampo nenhum, nada, nem em um fio de cabelo. A imprensa não deu o mesmo destaque para o resultado da varredura.

Depois das eleições o mesmo Marco Aurélio Mello chamou seus asseclas da imprensa de novo para dizer que o presidente Lula corria o risco de não tomar posse, por causa das contas de campanha. Foi típica ação de terrorismo, para a imprensa passar para o público a impressão de fraqueza do presidente.

Aliás, é disso que gosta Marco Aurélio, passar o tom de ameaça, para que os jornais sempre coloquem o presidente como alguém subordinado a ele como juiz, sem capacidade de decisão. Seu tom parcimonioso agora, para se defender das indiretas do presidente, é típico do discurso autoritário baseado no desprezo da elite brasileira que pensa deter o saber supremo.


Do Politicalha


IN VERBIS: Art. 36, da Lei Orgânica da Magistratura:


Art. 36 - É vedado ao magistrado:(...)III - manifestar, por qualquer meio de comunicação, opinião sobre processo pendente de julgamento, seu ou de outrem, ou juízo depreciativo sobre despachos, votos ou sentenças, de órgãos judiciais, ressalvada a crítica nos autos e em obras técnicas ou no exercício do magistério."

Salvador será sede de evento cultural internacional


Terá início dia 18 de março, em Salvador, o projeto ‘Fronteiras do Pensamento‘, um ciclo de conferências que trará à Bahia grandes nomes da Filosofia, da Arte e da Cultura contemporâneas, entre os quais o cineasta Wim Wenders (’Paris, Texas’; ‘Asas do desejo’); os músicos Philip Glass (veja/ouça Koyaanisqatsi) e David Byrne (fundador da banda/referência Talking Heads); a ativista Ayan Ali, que desafiu o Islã; e o famoso filósofo/intelectual público francês Bernard-Henri Lévy.

O Projeto ‘Fronteiras do Pensamento’ surgiu em 2007 quando foi realizado em Porto Alegre e este ano inclui a Bahia no cenário cultural internacional. As conferências serão realizadas mensalmente ao longo do ano e se estendem até novembro. O intuito do projeto é promover o diálogo entre culturas, através de debates de temas de vanguarda acerca do estado do pensamento e da arte nos dias atuais.

‘Fronteiras do Pensamento’ é realizado pela empresa Braskem. O passsaporte para participar das conferências custa R$ 250,00. Para maiores informações acesse o site do projeto:
http://www.fronteirasdopensamento.com.br/salvador/ba_apre.php

"Lula se destaca por sua sabedoria"


Em visita ao Brasil, a secretária de estado estadunidense Condoleezza Rice vê o que a imprensa brasileira e a elite deste país lutam para esconder.

Segundo ela, “o presidente Lula se destaca por sua sabedoria, por sua capacidade de unir a região, por sua visão. E não apenas por sua visão sobre a região, mas também por ter conseguido melhorar a vida do seu povo e por ter relações com países como os Estados Unidos”.

“O presidente Lula é visto como um líder. O Brasil é visto como um líder e cada vez mais como um líder global, não apenas regional”, acrescenta Rice.

O mundo reconhece a liderança e o trabalho do Presidente Lula, assim como a maioria dos brasileiros, somente o PIG insiste em bater no presidente e no governo do PT.

O presidente Lula mudou o país e colocou novamente o país no mapa mundial do jogo político-econômico internacional.


http://blogdopauloandre.blogspot.com/

Prática do 'sexo por aluguel' expõe crise de moradia na França


Jonny DymondDa BBC News

A jornalista Ondine Millot, do francês Libération, levou seis meses para chegar à verdade sobre o lado mais sórdido da crise habitacional francesa.

Uma olhada pelos websites que anunciam imóveis basta. A frase que se procura é "em troca de serviços" – quando um quarto em um apartamento é oferecido, muitas vezes "de graça", em troca de "serviços".

Às vezes o serviço é perfeitamente inocente – limpar o apartamento ou lavar as roupas, uma maneira de reduzir os altos custos de alugar o imóvel.

Mas outras vezes as demandas são sexuais, degradantes, quase perversas.

"Sexo duas vezes por mês", diz um anúncio, direto. Outro procura alguém "aberto de espírito e de outras coisas".

"Apartamento em troca de serviços libertinos", diz um terceiro.

Sexo em troca

Ondine Millot – que normalmente cobre assuntos legais para o Libération – passou seis meses pesquisando estes anúncios e anunciantes para um artigo que expôs o negócio de trocar sexo por teto.

"Me surpreendeu muito que este tipo de coisa acontecesse", ela disse.

"Entramos em contato com muitos homens, fiz algo em torno de 50 ligações. A maioria dos anúncios 'em troca de serviços', em que não se especificava o anúncio, eram homens querendo sexo em troca de moradia."

O problema não está escondido em websites. Basta olhar entre as prateleiras de qualquer banca de jornal média parisiense e entre as biografias das ex-primeiras-damas francesa e americana estará a história extraordinária de Laura D.

Seu livro, Meus Caros Estudos (Mes Chères Études), narra como a jovem anônima deixou o frescor de estudante recém-ingressada na universidade para cair na pobreza e vender seu corpo para pagar o aluguel aos 19 anos.

'Laura', que encontrei no escritório de sua editora, é charmosa, embora terrivelmente preocupada em manter sua identidade secreta, a fim de poupar os pais de saber o que passou com sua filha.

Ela está revoltada. Diz que foi o custo astronômico dos imóveis que a colocou na rua.

"O aluguel superava 70% do meu orçamento", conta Laura. "Vejo minhas amigas, pessoas que eu conheço, todas vivem em lugares insalubres, minúsculos. Ou negociam com proprietários que alugam os quartos e às vezes abusam delas."

Sexo em troca de teto é o extremo de um problema que faz vítimas entre os franceses mais vulneráveis – os jovens e pobres.

O governo admite que a França enfrenta a pior crise habitacional desde o fim da 2ª Guerra Mundial.

Evidentemente, preços exorbitantes de imóveis não são uma exclusividade da França. Mas certas circunstâncias deixaram o mercado imobiliário francês – especialmente o de Paris – travado entre a oferta e a demanda.

Há proporcionalmente muito mais imóveis vazios em Paris que em Londres, por exemplo. Entre a bancarrota e a condição de sem-teto, pessoas vivendo em condições precárias são cada vez menos na capital britânica, e cada vez mais na capital francesa.

Na Grã-Bretanha, normalmente o proprietário ocupa o imóvel. Na França, o aluguel representa um meio de vida.

Protesto

Em uma república que se construiu através dos protestos de rua, não surpreende que uma nova geração de movimentos voltados para a questão da moradia tenha surgido na França.

Com suas manifestações, grupos como Jeudi Noir, Droit au Lodgement e Les Enfants de Don Quichotte conquistaram atenção – mas não concessões políticas, eles dizem.

O Jeudi Noir (Quinta-feira Negra, em tradução livre) é uma espécie de ala guerrilheira do movimento, alfinetando proprietários que buscam 'algo a mais' de seus inquilinos.

O grupo visita e filma apartamentos minúsculos oferecidos por valores exorbitantes.

Les Enfants de Don Quichotte (Os Filhos de Don Quixote, em tradução livre) causou grande constrangimento ao governo francês com uma "dormida ao relento" em massa no ano passado, quando centenas de ativistas e sem-teto passaram a noite em barracas instaladas ao longo do rio Sena, em Paris.

O Droit au Lodgement (Direito à Moradia, em tradução livre), junto com o Jeudi Noir, ocupou um antigo banco justo em frente à velha bolsa de valores de Paris, a poucos quarteirões do Banco da França.

O prédio foi rebatizado de 'Ministério da Crise Habitacional', e agora serve de sede para base e acampamento para o movimento.

As ações destes grupos mantêm o tema na agenda pública. Eles sabem que isto não construirá as milhões de casas de que a França necessita, mas acreditam que, sem pressão sobre os políticos nacionais e locais, a mudança nunca virá.

A ministra francesa da Habitação, Christine Boutin, reconheceu os esforços dos movimentos e disse que já começou a estudar maneiras de melhorar as condições do mercado imobiliário.

http://doomar.blogspot.com/

Urso é condenado na Macedônia por roubo de mel


Paddy ClarkDa BBC News


O sabor de mel foi tentador demais para um urso na Macedônia, que atacou várias vezes as colméias de um apicultor.

Agora o animal tem ficha na polícia, por ter sido condenado por um tribunal por roubo e danos.

Mas o banco dos réus estava vazio no tribunal da cidade de Bitola, onde o urso foi julgado à revelia.

O caso foi levado à Justiça pelo apicultor irritado depois de um ano de tentar, em vão, proteger suas colméias.

Durante um período, ele conseguiu afugentar o animal com medidas como comprar um gerador e iluminar melhor a área de ataque ou tocar músicas folclóricas sérvias com percussão acentuada.

Mas quando o gerador ficava sem energia e a música acabava, o urso voltava e lá se ía o mel novamente.

"Ele atacou as colméias de novo", disse o apicultor Zoran Kiseloski.

Como o animal não tinha dono e é uma espécie protegida, o tribunal ordenou ao Estado pagar uma indenização por prejuízos causados pela destruição de colméias, no valor de US$ 3,5 mil.

O urso continua à solta em algum lugar da Macedônia.

Inércia tem preço


Esta excelente crônica publicada no blog do Eduardo Guimarães é bem atual para os Ilheenses, quem sabe ajude a alguns entenderem por que a cidade esta onde esta e como esta.

Gerson

Era um gato gordo, lento, mas diabolicamente furtivo o que atemorizava a comunidade dos ratos. Era gordo porque devorava muitos deles. Surgia do nada, abocanhava-os e os levava para um canto, onde se dedicava a degustá-los.

O terror, o terror... Famílias inteiras de roedores tinham sido dizimadas pelo felino insaciável e furtivo. Se não conseguissem pensar numa forma de neutralizá-lo, os ratos teriam que ir embora, porque, naquele ritmo, acabariam extintos.

Uma assembléia foi convocada para discutir se haveria como lutar ou se seria melhor desistir e irem embora dali.

Das discussões do conclave dos ratos nasceu a luz. O gato gordo só conseguia pegá-los porque nunca sabiam de onde atacaria. Era preciso engendrar algum tipo de alarme que os avisasse quando o felino se aproximasse.

Os ratos pensaram em todo tipo de solução.

Alguém sugeriu que um fio muito fino, difícil de ser visto, fosse estendido em volta da área por onde teriam que circular. O fio seria amarrado a uma sineta, que seria acionada quando a fera o tensionasse, avisando-os de sua aproximação.

Outro sugeriu que um deles sempre montasse guarda para avisar o grupo sobre a aproximação do gato. Montariam guarda, em sistema de rodízio, 24 horas por dia.

E um terceiro criticou as duas idéias anteriores, mas propôs a sua.

Lembrou que o fio não funcionaria, porque, como se sabe, os gatos enxergam muito bem. Além disso, mesmo na remota hipótese de que o gato não visse os fios, depois da primeira vez em que fossem usados ele aprenderia a evitá-los.

Quanto à sentinela, o sistema era risível, pois o poder do gato estava justamente em surpreender suas vítimas. Por que a sentinela seria exceção?

A terceira proposta era a de colocarem uma sineta no próprio gato, assim sempre saberiam onde ele estava. Aliás, uma sineta, não, um guizo, aquela esfera oca de latão com bolinhas de ferro dentro que ficaria percutindo ininterruptamente.

Contudo, como é comum a assembléias, a qualquer assembléia, logo surgiu alguém para discordar:

"Mas por que vamos nos expor, nos arriscar a tomar uma atitude tão frontal, se podemos agir à distância? Podemos fazer uma rede maior de sentinelas ou de fios, mas pôr o guizo no gato é muito arriscado. A menos que o proponente da idéia queira fazê-lo..."

A assembléia dos ratos chegou à solução para o dilema que a fez reunir-se, mas, como ninguém se dispôs implementá-la, os ratos resolveram deixar sua toca de vez. Porém, jamais encontraram um lugar no qual não houvesse um gato que gostasse de saborear ratos.


http://edu.guim.blog.uol.com.br/

14/03/2008

Vendas no varejo surpreendem os pessimistas


Na comparação com o mesmo mês de 2007, alta foi de 11,8%; ante dezembro, vendas cresceram 1,8%

Agência Estado e Reuters -


As vendas do comércio varejista cresceram 11,8% em janeiro ante o mesmo período do ano passado, segundo IBGE. Trata-se do melhor resultado para os meses de janeiro desde o início da série histórica em 2001. Na comparação com dezembro de 2007, as vendas cresceram 1,8%, na série com ajuste sazonal. Em 12 meses, as vendas acumulam alta de 10% até janeiro.

Todas as atividades do comércio varejista registraram expansão nas vendas em janeiro ante igual mês do ano passado, segundo o IBGE. O principal impacto no aumento de 11,8% apurado no mês foi dado por hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (grupo que mais pesa na pesquisa, com cerca de 30% do total e aumento 8,4% em janeiro).

Os outros setores que impactaram no crescimento das vendas ante igual mês de 2007 foram, nessa ordem: móveis e eletrodomésticos (16,0%); outros artigos de uso pessoal e doméstico (29,6%); tecidos, vestuário e calçados ( 15,4%); artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (16,2%); combustíveis e lubrificantes (3,1%); equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (24,7%); e livros, jornais, revistas e papelaria (8,1%).

Houve expansões significativas também em veículos e motos, partes e peças (20,9%) e material de construção (9,6%), mas essas duas atividades são pesquisadas a parte e não entram no cálculo total da pesquisa.

Entre as dez atividades do varejo pesquisadas pelo IBGE ante dezembro de 2007, na série com ajuste sazonal, nove registraram expansão nas vendas em janeiro.

O comércio varejista ampliado, que inclui o varejo e mais as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, registrou crescimento em relação ao mesmo mês do ano anterior de 14,5% para o volume de vendas e de 18,5% na receita nominal de vendas. No acumulado dos últimos 12 meses o setor apresentou taxas de variação de 13,9% e 15,8% para o volume de vendas e para a receita nominal, respectivamente.

http://www.aleporto.com.br/

13/03/2008

Para latino-americanos, Brasil é amigo e potência regional


Da BBC

Nas ruas da América do Sul duas imagens emergem quando se pergunta às pessoas o que elas pensam sobre o Brasil. A primeira não chega a ser uma novidade: é a idéia de que o Brasil é um país "amigo", "alegre", com "gente e praia bonitas".

Mas, entre os vizinhos sul-americanos, uma nova imagem do gigante regional está brotando: a de potência e economia a ser invejada.

"O Brasil, para mim que sou boliviana, representa muito progresso e muito trabalho", diz a dona de casa Magdalena Magne. Ela afirma ainda que muitos bolivianos vêem o Brasil como um lugar para onde se mudar e "progredir".

O funcionário público paraguaio Ovídio Garrido concorda. "(Os brasileiros) são gente que trabalha, que produz. E grande parte da economia (paraguaia) se deve a eles." Garrido se refere à grande concentração de imigrantes e produtores rurais brasileiros que vivem e trabalham especialmente na fronteira com o Brasil.

Essa visão de potência em desenvolvimento é cada vez mais comum entre os vizinhos sul-americanos, embora a resposta mais automática sobre Brasil ainda seja ressaltar a alegria e a beleza nacionais.

Melhor amigo

Um dos estudos mais completos sobre a visão do Brasil na região foi feito pelo instituto de pesquisa Latinobarometro. No trabalho, realizado em 2006 e divulgado no ano passado, foram entrevistadas 20 mil pessoas na maioria dos países da América Latina, incluindo a maior parte da América do Sul.

O resultado da pesquisa corrobora o trabalho de reportagem feito pela BBC Brasil em todos os países do continente.

De acordo com a pesquisa, o Brasil é visto como o "melhor amigo" dos latinos na região e também como um país cuja economia deve liderar a região e a integração.

Segundo a diretora do Latinobarometro, Marta Lagos, "a boa imagem do Brasil entre os latinos, de forma geral, deve-se ao fato de ser um país grande, com o qual ninguém quer problemas. Por isso é visto com respeito pelos demais países da América Latina".

Além disso, Lagos afirma que "a herança cultural portuguesa representa um elemento de diferenciação do Brasil, que o torna interessante e atraente para os demais países do continente".

A pesquisa de 2006 foi a terceira nas mesmas dimensões feita pela empresa e mostra que os resultados mais recentes têm mantido a estabilidade.

Diante da pergunta sobre qual país da América Latina "você acha que é nosso melhor amigo", numa escala de zero a 20, o Brasil recebeu a média de 10 em 1998, oito em 2001 e os mesmos oito em 2006.
O trabalho do Latinobarometro também aponta para a crescente influência da economia brasileira. O Brasil ficou entre os preferidos quando se perguntou "qual o país que você prefere para a integração econômica?" ou "você acha que se deve fazer acordos de integração com todos os países da América Latina?"

Somente quatro países foram citados como resposta, com o Brasil à frente da Venezuela, do México e da Argentina.

"A demanda de integração é frágil (na região)", diz o relatório da pesquisa. E completa: "O Brasil se destaca como o país com o qual a maior quantidade de latinos quer se integrar economicamente e também o país mais amigo. E quase se pode dizer que é o único país da região que tem uma real demanda de integração".

O Brasil também se destaca quando a questão refere-se ao país preferido como "investidor estrangeiro". Nesse caso, o Brasil foi o terceiro mencionado --junto com o Japão-- na Bolívia, ficando atrás, neste ranking, dos Estados Unidos e da Espanha, mas superando os outros países da região, a Argentina e a Venezuela.

Na Venezuela, o Brasil também foi o terceiro mais mencionado entre os entrevistados na pesquisa do Latinobarometro, depois da China e dos Estados Unidos --nessa ordem. Na Argentina, onde os investimentos brasileiros estão em alta, o Brasil foi o quarto mais citado pelos latinos.

Com reportagem de Alessandra Corrêa (Bolívia e Paraguai) e Marcia Carmo (Argentina)

http://www.projetobr.com.br/web/blog/5

Bahia de Fato


O blog Bahia de Fato é um dos mais importantes e lidos blog baianos, presente entre os mais recomendados na blogosfera do Lula, sempre que posso vou beber água na fonte limpa do Oldack Miranda, hoje ele nos presenteou com duas perolas que tomo a liberdade de publicar aqui.

Gerson


Josias “calunista” de Souza tenta ridicularizar Patrus Ananias

Na falta do que fazer, o blogueiro oficial da Folha de S. Paulo, Josias “calunista” de Souza, tenta em seu blog ridicularizar Patrus Ananias, o ministro do Desenvolvimento Social, mas, admite o óbvio: Patrus é uma alternativa que o país tem para a Presidência da República.

O título do texto de Josias “calunista” de Souza é: “Patrus ‘Poste’ Ananias também fala como candidato”. Lá vai o texto do empregado servil da Folha de S. Paulo:

“O Ministério do Desenvolvimento Social festejou, nesta quarta-feira (12), aniversário de quatro anos. Responsável pelo programa Bolsa Família, a pasta é gerida por Patrus Ananias, um dos “postes” de que dispõe o PT como alternativa para 2010. A comemoração levou ao "poste" a luz do primeiro-casal.

Lula discursou para uma platéia estimada em 1,4 mil pessoas. Cobriu Patrus de agradecimentos. De resto, disse que o “grande adversário” que o ministério teve de enfrentar “foi o preconceito cultural que está arraigado na cabeça de uma parte da elite brasileira, que acha que tudo o que o governo federal lhe dá é investimento, mas tudo o que é dado ao pobre é gasto.”

O presidente não se animou em grudar no peito de Patrus o escudo de “pai” do Bolsa Família. Esse é um título do qual Lula parece não abrir mão. Sobre o futuro, falou apenas de raspão, excluindo-se: “O que precisamos fazer agora é consolidar a relação entre Estado e sociedade e quem vier depois tem que trabalhar com essa gente com respeito, atendendo às necessidades prioritárias do povo brasileiros.”

Patrus falou mais do que o chefe. Não se limitou aos temas da economia doméstica de sua pasta. Mirou em FHC, desancando a privatização da Cia. Vale do Rio Doce, vendida, segundo ele, a preço vil. Alvejou a aliança tucano-democrata no Congresso. Disse que, não fosse pela extinção da CPMF, seu ministério teria mais dinheiro para atender à clientela pobre.

Como se vê, Patrus Ananias parece determinado a ser bem mais do que um “poste.” Faltam-lhe, por ora, além de votos, prestígio no nível do que é atribuído a Dilma 'Mãe do PAC' Rousseff, o "poste" assentado na Casa Civil.”

COMENTÁRIO DO BAHIA DE FATO – Não me parece que a relação de Patrus com Lula seja de chefe e chefiado. A má-vontade de Josias “calunista” de Souza é visível. E não me parece que faltam votos a Patrus. Ninguém pode ter ou não votos antes das eleições. A menos que Josias “bobão” de Souza considere votos as INTENÇÕES de votos coletadas por institutos de pesquisa de opinião que, como sabemos, nem sempre coincidem com a apuração final. Josias sofre mas publica a notícia. De quem estará serviço afinal?

http://www.bahiadefato.blogspot.com/

“Eles” já não são mais os donos da Bahia

Não ocorreu nenhuma “invasão” do apartamento da viúva do ex-senador ACM, como quer certa imprensa. O advogado André Barachísio Lisboa, em nota paga na primeira página de A Tarde (13/03/08), relata circunstanciadamente todos os momentos que antecederam à execução do mandado judicial por oficiais da Justiça e policiais.

A decisão judicial foi publicada antes. O Oficial de Justiça tentou várias vezes o acesso ao apartamento para proceder ao inventário de bens. Não obteve sucesso. Numa ocasião, o Oficial de Justiça foi informado de que não havia ninguém em casa, mas, momento depois testemunhou a saída do empresário e senador sem voto ACM Júnior do Edifício Stella Maris. Estava evidente a tentativa de obstrução da Justiça.

A famiglia está se dilacerando na disputa do botim de 40 anos. O assunto teoricamente é privado, mas, o DEM trata o assunto como perseguição política. “Eles” já não são mais os donos da Bahia e não se deram conta disso.

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Classe C cresce e derruba mito na Internet


Por Marcelo Gripa


O Interactive Advertising Bureau está decidido a acabar com dois mitos digitais: o de que a Internet é elitizada e acessada apenas pela classe A e B e também o de que aqueles que se informam pelo mundo digital não têm massa crítica. Estas questões foram derrubadas com fatos apresentados nesta terça-feira, dia 4 de março, em evento realizado pelo órgão que estuda o meio no Brasil. Os resultados compravam que 37% dos internautas brasileiros que acessaram a rede durante 2007 pertencem à classe C. Outros 50% compõem as classes A e B e 13% são D e E.


O presidente do IAB Brasil e diretor-geral do portal Terra, Paulo Castro, foi quem levantou as discussões sobre o tema. Segundo ele, a expectativa é que a classe C represente 18 milhões de internautas até o final de 2008, ou seja, 40% do total dos 45 milhões esperados. Para Castro, a Web já se consolidou como o segundo meio de comunicação de massa no Brasil, atrás apenas da televisão. "Esse crescimento reflete a qualidade da cobertura que meio oferece para as ações de marketing, além consolidar a Internet como a segunda maior mídia de massa do País", disse.

Propaganda também cresce


A publicidade seguiu os índices da melhora. Pesquisa divulgada esta semana pelo Projeto Inter-Meios confirmou aumento de 45,7% de investimentos em propaganda online no país, alcançando a cifra de R$ 527 milhões em 2007. Espera-se, para 2008, que esse valor cresça 35% e alcance R$ 712 milhões. Os relatórios ainda não incluem os links patrocinados, modelo de anúncios que aparecem ao lado de buscas na Internet e é a principal fonte de receita do Google, por exemplo.


Em entrevista ao Adnews, a sócia e vice-presidente de Atendimento da AgênciaClick, Ana Maria Nubié, comentou sobre a distorção no investimento publicitário. "A internet tem 40 milhões de usuários, mas representa apenas 3% de participação no bolo. Já a TV paga, alcança entre 13 milhões e 15 milhões de pessoas, mas recebe maior porcentagem de investimento".


Web pelo celular


Pesquisa divulgada no fim de 2007, pelo Instituto Ibope, trouxe o panorama da integração entre celular e Internet. Dos 40 milhões de internautas brasileiros, 5% deles, ou 2 milhões, têm acesso pelo aparelho móvel.

A cor dessa cidade sou eu?


O cantor baiano Caetano Veloso talvez nem imaginaria que o título da sua música Atrás do trio elétrico, de 1969 (do famoso verso “Atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu”), também seria uma grande profecia a se confirmar no século 21, e por vários motivos.

Um deles é que os trios elétricos, criados como alternativas para democratizar o Carnaval e mantê-lo popular e acessível, hoje são dirigidos como grandes empresas. E, como toda grande empresa, o cliente tem sempre razão. Ou seja: quem pode pagar se diverte, quem não pode... Para quem não sabe, do outro lado da corda, o baculejo é geral.

Quem não tem chão tem que sair do chão, mesmo! Mas a rua não é pública?

Outro motivo é que a juventude negra das comunidades periféricas está sendo assassinada indiscriminadamente pela polícia truculenta de Salvador, e, como todos sabem, mortos não se divertem, pelo menos por aqui. Os crimes cometidos por esses jovens? São negros, no Estado mais africano do país.

Se liga, meu rei, os súditos estão de olho no castelo.

Como disse, do outro lado da corda, o baculejo é geral, amplo e irrestrito; nas vielas das favelas, o sangue escorre. Enquanto os turistas estão com a boquinha na garrafa, o sarrafo come, sem direito a lembrancinha de Nosso Senhor do Bonfim: “Ó paí, ó!”

Pois é, quando a cantora Ivete Sangalo canta que o povo do gueto mandou avisar que vai rolar a festa, acho que ela está falando de uma outra festa e de um outro gueto, a elite branca, que, com certeza, não é o mesmo povo de Hamilton Borges (“reaja ou será morto, reaja ou será morta”), Nelson Maka (Blackitude), Vilma Reis, que luta e denuncia incansavelmente o extermínio dos pretos soteropolitanos, que vivem à margem do futuro, criado pelo passado sujo do tranca-rua do carlismo.

Só quem conhece a periferia de Salvador sabe o que é realmente mastigar chiclete com banana. Os chicleteiros, quando acaba o Carnaval, batem suas asas de águia para suas casas, enquanto o pipoca se estoura de janeiro a janeiro, com a porra daquela corda, que sempre arrebenta do lado mais fraco: “Dendê no cu dos outros é refresco”.

Mal sabem que lágrima de mãe, quando perde um filho, morto injustamente por quem deveria zelar pela segurança pública do Estado, não acaba nunca, precisa de vários abadás para secar. E nenhuma eletricidade que ilumina a avenida vai acender a vela do perdão, quando a gente cansar de andar de carro velho.

O povo do gueto mandou avisar que quer JUSTIÇA, senão... vai acabar com a festa. Quanto mais Haiti, mais Paris se aproxima.

A cor dessa cidade sou eu?

Leia
aqui a reportagem “A revolta da periferia”, assinada por Cynara Mezenes, capa da edição de 6 de fevereiro da revista CartaCapital, sobre a violência policial contra os negros na Bahia.

Aqui você lê o artigo “Agoniza mas não morre?”, de Guilherme Azevedo, sobre a consolidação do samba-empresa nos desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro e de São Paulo.

http://jornalirismo.terra.com.br/content/view/303/29/

FHC COMETEU CRIME ELEITORAL


por: Paulo Henrique Amorim


. Em entrevista ao jornal Gazeta Mercantil, o grande presidente Itamar Franco – clique aqui para ler – desmascarou duas vigarices tucanas.

. José Serra dizer que é o pai dos remédios genéricos.

. E FHC assinar a nota do Real DEPOIS de ser ministro da Fazenda – para faturar o Real na eleição.

. Clique aqui para ler o M&M "Itamar: FHC e Serra, dois impostores".

. O Conversa Afiada localizou no Banco Central uma nota de Real assinada por FHC.

. Clique aqui para ver.

. FHC não poderia assinar nota nenhuma, porque saiu do Ministério da Fazenda – e ser candidato à Presidência indicado por Itamar – ANTES do lançamento do Plano Real.

. O Conversa Afiada consultou um advogado especialista em legislação eleitoral, que nos forneceu o seguinte “parecer”:

"Ao assinar a nota do Real sem ser Ministro da Fazenda, FHC pode ter cometido um crime eleitoral, previsto no Artigo 1º, Parágrafo II da Lei Complementar nº 64/90 (Lei que dispõe sobre casos de inelegibilidade). Ou seja, segundo essa lei, ele estaria inelegível porque exerceu a função de um Ministro mesmo depois de deixar de ser Ministro.

Trata-se de um 'abuso de autoridade'.

Segundo a Lei Complementar nº 64/90, a candidatura de FHC à presidência poderia ter sido impugnada.

Com base na mesma lei (Lei Complementar nº 64/90) teria sido possível abrir um inquérito para investigar se houve abuso de poder de autoridade para beneficiar a candidatura.

Veja o que diz o Artigo 22º. Da Lei:

‘Qualquer partido político, coligação, candidato ou Ministério Público Eleitoral poderá representar à Justiça Eleitoral, diretamente ao Corregedor-Geral ou Regional, relatando fatos e indicando provas, indícios e circunstâncias e pedir abertura de investigação judicial para apurar uso indevido, desvio ou abuso do poder econômico ou do poder de autoridade, ou utilização indevida de veículos ou meios de comunicação social, em benefício de candidato ou de partido político.'"

Em tempo: o Plano Real foi a principal peça da campanha para eleger o Farol. O Ministro da Fazenda que o sucedeu, Rubens Ricupero, foi flagrado quando, pelas antenas parabólicas, antes de uma entrevista à Globo, confessou que trabalhava – como Ministro – para eleger o Farol.

Em tempo 2: o episódio descrito por Itamar revela a dificuldade de os petistas partirem para a jugular dos tucanos (especialmente de São Paulo). Como é que eles deixaram isso passar, na eleição ? Tudo o que um petista de São Paulo quer é ser um tucano de São Paulo. Se não conseguir, vai ser tucano em Belo Horizonte ...

Em tempo 3: o advogado "parecerista" pediu para não ser identificado.