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23/08/2007

Brasil é melhor exemplo da nova estabilidade da América Latina, diz Economist


A edição da revista britânica The Economist publicada nesta quinta-feira afirma que o Brasil é o "mais claro exemplo da recém descoberta estabilidade financeira da América Latina".(Matéria em inglês aqui)



No artigo Um "dar de ombros" e não um arrepio, a revista diz que os investidores internacionais parecem compartilhar a "atitude radiante" do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tem descartado uma crise no Brasil em decorrência das turbulências nos mercados financeiros globais.


"Nos círculos financeiros, a América Latina tem tido por muito tempo uma reputação de continente 'subprime' (em referência às hipotecas americanas de alto risco), que periodicamente tem dificuldades para repagar o dinheiro emprestado a ele por credores irresponsáveis", afirma o artigo.


O texto lembra que o Brasil foi afetado por crises globais em 2002, 1999 e 1998.


'Animação macroeconômica'


Agora, o cenário é diferente, afirma a revista, já que o Brasil atingiu a meta semestral de superávit orçamentário, antes do pagamento de dívidas, tem um bom superávit de conta corrente – graças às altas dos preços de commodities – e conseguiu acumular cerca de US$ 160 bilhões em reservas.


"Aliás, o Brasil é agora um credor de dólares, o que significa que o país tem muito menos a temer em relação a uma queda do real frente ao dólar. De fato, uma moeda brasileira mais fraca ajudaria exportadores de manufaturados, que têm reclamado que o real está muito forte."


A revista lembra que a Bovespa foi atingida pelas turbulências recentes no mercado financeiro mundial, mas diz que "o fato de os mercados (brasileiros) não terem caído ainda mais é testemunha da recém descoberta animação macroeconômica do Brasil".


"No passado mais turbulento, uma rápida saída de dinheiro do Brasil e dos seus vizinhos poderia ter desencadeado moedas mais fracas, custos de dívidas maiores, inflação mais acelerada e taxas de juros punitivas", diz a Economist.


"Mas, se Lula estiver certo, este enredo econômico medonho pode não ser mais eminentemente latino-americano", acrescenta o artigo. A revista ainda destaca avaliações de bancos e consultorias que colocam o Brasil ao lado de Chile e Peru no grupo de países "diligentes". O México estaria em um nível intermediário, por estar mais exposto à economia americana. Entre os países de maior risco, segundo as consultorias ouvidas pela The Economist, estariam Argentina, Equador e Venezuela.

postado em: http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/

16/08/2007

O Brasil visto de fora



A matéria publicada no jornal inglês The Economist, deve fazer um estrago na estima da turma do cansei, diferente da mídia nacional que faz de conta que não esta vendo o Brasil atual, a mídia internacional faz cada vez mais analises otimistas sobre o Brasil.

Com os dados e com a analise feita pelo jornal britânico, podemos entender um pouco mais o que esta acontecendo com o Brasil hoje, e entender menos por que artistas populares querem derrubar um governo democraticamente eleito pelo povo.




Paulo Henrique Amorim


. Montanhão fica na extremidade sul de São Bernardo Campo. Tem uma população de 110 mil habitantes. É uma das regiões mais pobres de São Paulo, mas não é tão pobre quanto era 10 anos atrás.


. As ruas principais tem vários pequenos supermercados. Um deles, Dia, faz parte da cadeia francesa Carrefour.

. Outro é o Mercado Gonçalves. Desde 1997, essa pequena loja cresceu mais do que quatro vezes, para 480 metros quadrados. Vende mais de 10 mil itens diferentes. De Nescafé, a Colgate, a carne, pão e uísque importado. Segundo o sr. Gonçalves, muitas pessoas aqui ainda são pobres, mas muita gente entrou para a classe média.

. Eles são os membros da classe média que emergiu de uma hora para outra em países como Brasil. Dezenas de milhões dessas pessoas são as que mais se beneficiaram da estabilidade econômica e do recente crescimento econômico.

. O crescimento econômico da América Latina é o maior em uma geração.

. E a inflação não cresce há uma década.

. Essa nova classe média é, na verdade, uma baixa classe média.

. O rumo à classe média é mais significativo no Brasil.

. No Brasil, entre 2000 e 2005, o número de lares com uma renda anual de US$ 5.900 a US$ 22.000 cresceu uma metade – de 14,5 milhões para 22,3 milhões.

. Enquanto isso, o número dos que recebem menos de US$ 3.000 por ano caiu dramaticamente, para apenas um milhão e 300 mil.

. No Brasil, a proporção da mão de obra empregada informalmente começa a se reduzir.

. Além do crescimento e da estabilidade, um novo elemento são as políticas sociais inovadoras.

. Tanto no Brasil quanto no México – os dois juntos têm mais da metade da população da América Latina, de 560 milhões de habitantes – uma família em cinco famílias recebe uma mesada mensal do Governo, desde que os filhos freqüentem a escola e se submetam a exames médicos.

. O resultado disso é que a renda da metade mais pobre da população cresce mais rápido do que a renda da outra metade.

. Outro fator importante foi o acesso ao crédito. Com a queda da inflação e a queda dos juros, o crédito passou a crescer: no Brasil, o crédito passou de 21% do PIB, em 2002, para 32% do PIB.

. A venda de carros, computadores e eletrônicos está em níveis records, no Brasil e no México.

. Segundo estudo da consultoria McKinsey, das classes sociais D a B2 – com renda entre US$ 3 mil e US$ 22 mil por ano – estão 69% de todo o consumo do Brasil, em 2005. Isso é um aumento de 51% em dez anos. Em média, a mulher nessas classes sociais tem 13 pares de calças americanas.

. Um das causas dos problemas da aviação comercial no Brasil foi o rápido crescimento.

. Quem diz isso ? A mais respeitada revista de economia do mundo, a Economist, da Inglaterra.

. Não é por outra causa que a mídia conservadora (e golpista !), que expressa a elite branca, precisa derrubar o Governo Lula.

. Para evitar que Lula ajude a fazer o sucessor, e o crescimento da renda da metade mais pobre continue a ser mais rápido do que o crescimento da renda da metade mais rica...


postado em : http://conversa-afiada.ig.com.br/