27/03/2008

A catástrofe da dengue no Rio


Fala-se muito sobre a dengue na cidade do Rio de Janeiro, mas não se disse o principal: a responsabilidade primeira, e maior, pela epidemia é da Prefeitura. É público e notório a incapacidade do prefeito César Maia, há 12 anos no cargo (cumpre o terceiro mandato) de gerenciar a saúde no município. A capital jamais teve uma política preventiva que merecesse esse nome e ele nunca aceitou implantar o programa médico de família.

Agora quem paga é o povo.


A verdade está aí para quem quiser ver: as cidades que fizeram prevenção e implantaram o programa médico de família - para citar apenas uma, a ex-capital fluminense, Niterói, por exemplo - não estão vivendo a situação do Rio. Mas, vamos deixar claro que há responsabilidade, e grande, também dos governos estadual e federal, que não podiam ter deixado a situação chegar a esse ponto. Estamos falando de 5 mil casos de dengue - um a cada 45 segundos - uma verdadeira catástrofe sanitária.


Pois bem, agora o que interessa é deter a epidemia. Toda estrutura dos governos federal e estadual deve ser colocada a disposição da cidade e do Estado do Rio, mesmo que o César Maia continue atacando o governo federal e o ministro da saúde - ao invés de somar esforços -, ou culpando, de forma ridícula, as chuvas que, aliás, caíram e caem em todo o Estado.

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