01/05/2008

'Como o presidente sempre diz, 'nunca antes neste País...'


Pela primeira vez o Brasil recebe o "investment grade" de uma grande agência de classificação. Com a decisão da Standard & Poor's, o país poderá receber recursos de grandes fundos internacionais que só têm autorização para investir em mercados que já conquistaram a chancela de bom pagador...Emprego, renda, consumo, entre outros, vêm batendo recordes consecutivos e explicam popularidade de Lula . A oposição está quieta, e o povo diz:"Quermos Lula de novo"

O governo Lula atingiu nos três primeiros meses de 2008 a melhor avaliação positiva desde o início do primeiro mandato, em 2003. O motivo, segundo analistas, seria a seqüência de indicadores socioeconômicos positivos divulgados nos últimos meses. De fato, índices como emprego, renda, consumo, entre outros, vêm batendo recordes consecutivos, numa série de "nunca antes na história desse País" que não parece ter data para terminar. Confira alguns desses recordes:

EMPREGO

A economia brasileira abriu 204,9 mil novos empregos com carteira assinada em fevereiro, um resultado 38,5% superior ao saldo de fevereiro de 2007. Segundo os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho. O resultado do mês passado é o novo recorde da série histórica, iniciada em 1992, para os meses de fevereiro.

No primeiro bimestre do ano, estão acumuladas 347,9 mil novas vagas, um saldo 37% maior que o verificado no mesmo período do ano passado. As melhores marcas de geração de empregos formais, tanto em fevereiro quanto no bimestre, eram de 2006. Com as novas vagas abertas em fevereiro, o estoque de empregos formais da economia cresceu 0,7%, para 29,3 milhões de postos.

O Caged é um registro feito pelo Ministério do Trabalho com base nas informações mensais sobre contratações e demissões repassadas por todas as empresas que seguem as regras da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT).
Todos os setores da economia tiveram resultados positivos em fevereiro, com destaque para os serviços, que criaram 74,4 mil vagas. A indústria, que abriu 46,8 mil, ficou em segundo lugar, seguida da construção civil, com 27,5 mil empregos. Entre os serviços, o segmento ligado ao ensino. O reinício do período letivo permitiu a criação de 31,5 mil empregos. São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul apresentaram os melhores desempenhos.

RENDA

Em 2007, 96% das 715 negociações salariais acompanhadas pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) asseguraram, no mínimo, a incorporação das perdas desde a data-base anterior. É o quarto ano consecutivo em que em mais de 70% das negociações analisadas houve reposição segundo a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Entre 2006 e 2007, a inflação média acumulada foi inferior de 3,9%. Das 715 negociações, apenas em 29 não houve reposição da inflação.

COMÉRCIO

Janeiro de 2008 foi o melhor para o comércio varejista em sete anos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As vendas do varejo aumentaram 1,8% ante dezembro e 11,8% ante igual mês do ano passado, a maior variação para o primeiro mês do ano desde o início da série da pesquisa, em 2001. Todas as atividades pesquisadas mostraram crescimento nas vendas ante igual mês de 2007.

O maior impacto no resultado total foi dado por hiper e supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo. O grupo tem forte peso na pesquisa e teve expansão de 8,4% nessa base de comparação. A segunda principal influência veio de móveis e eletrodomésticos, que prosseguem mostrando fôlego surpreendente, com crescimento de 16%, uma forte aceleração sobre a alta de 12% de dezembro ante igual mês de 2007. Essas duas atividades responderam por 6,7 ponto porcentual, ou 57% do aumento total de 11,8% do varejo.

CONSUMIDOR

Impulsionado pelo bom momento da economia e aumento na intenção de compras para os próximos meses, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) disparou em março, com alta de 3,5% ante fevereiro. Em janeiro, havia caído 0,4%. Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), responsável pelo estudo, a confiança do consumidor em março foi a maior da série histórica, iniciada em setembro de 2005.

ELEVADOR SOCIAL

Pesquisa O Observador Brasil 2008, feita pela financeira francesa Cetelem com o instituto de pesquisas Ipsos Public Affairs, revela que a classe C já é a maioria da população. No ano passado, 46% dos brasileiros pertenciam a essa camada social, ante 36% e 34% em 2006 e 2005, respectivamente. Ela também foi a única que aumentou de tamanho no último ano. De 2006 para 2007, quase 20 milhões de pessoas ingressaram nesse estrato social, um número cinco vezes maior que no período anterior. A classe C reúne hoje 86,2 milhões de brasileiros com renda média familiar de R$ 1.062.

A maior parte do contingente que engordou a classe C vem da base da pirâmide populacional, as classes D e E, perto de 12 milhões de pessoas. Outros 4,7 milhões vieram das camadas A/B, que perderam poder aquisitivo. O restante é proveniente do crescimento vegetativo da população.

Outro dado positivo da pesquisa foi o aumento da renda disponível das classes C e D/E nos dois últimos anos. Em 2005, faltavam R$ 17 para o consumidor da classe D/E pagar as contas no fim do mês. No ano passado, sobraram R$ 22.

Na classe C também houve ganho de renda. Em 2007, sobraram R$ 147, ante uma folga de R$ 122 em 2005. Já para a classe A/B a fôlego diminuiu de R$ 632 em 2005 para R$ 506 em 2007. A renda disponível é a que sobra após os gastos obrigatórios. A enquete mostra que o ritmo acelerado de consumo deve continuar este ano. Celular, computador, itens de decoração e a casa própria tiveram os maiores acréscimos na intenção de compra.

CRÉDITO

A despeito da preocupação do governo, o crédito continua em expansão. Em fevereiro, aumentou 1,1% ante janeiro e atingiu R$ 957,5 bilhões, equivalente a 34,9% do Produto Interno Bruto (PIB), maior marca desde maio de 1995. O Banco Central (BC) estima que chegue a 40% do PIB até o fim do ano.

INADIMPLÊNCIA

Outro motivo para a avaliação positiva é que a inadimplência continua baixa. Em fevereiro, 4,3% dos empréstimos apresentavam atraso superior a 90 dias. O porcentual é ligeiramente menor que o de janeiro, de 4,4%. No caso das pessoas físicas, a taxa de fevereiro manteve-se nos mesmos 7,1% de janeiro e ficou abaixo dos 7,3% de fevereiro de 2007.

DÓLAR BAIXO, BRASILEIROS VIAJAM MAIS

Os brasileiros gastaram como nunca em viagens internacionais nos últimos 12 meses. As despesas com viagens internacionais somaram US$ 8,925 bilhões, enquanto os gastos de estrangeiros no País foram de US$ 5,245 bilhões. Os dados se referem ao período entre março de 2007 e fevereiro de 2008 e são os maiores registrados para um período de 12 meses desde o início da série do Banco Central (BC), em 1947. Nem na época do "populismo cambial", quando o dólar custava menos de R$ 1, a gastança internacional foi tão elevada. Dois fatores impulsionam as viagens ao exterior: o dólar barato e o aumento da renda do brasileiro.

PAÍS AGORA É CREDOR INTERNACIONAL

O Brasil fortaleceu sua condição de credor internacional, mesmo com a piora no quadro econômico internacional. Segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC), o volume de reservas cambiais e outros ativos superava o da dívida externa em US$ 18,807 bilhões em fevereiro. Na prática, é como se o Brasil fosse credor do mundo nesse valor. Em janeiro, a posição credora era de US$ 6,983 bilhões. Os números de janeiro e fevereiro são preliminares. Em dezembro de 2007, o último dado fechado, a posição credora líquida estava em US$ 10,846 bilhões.

INDÚSTRIA

O faturamento da indústria de transformação - que reflete as vendas reais - cresceu 10,5% em janeiro ante o mesmo mês de 2007. É a maior taxa de expansão na comparação com o mesmo período mensal do ano anterior desde agosto de 2004. O conjunto dos indicadores industriais de janeiro, divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), também é o melhor para meses de janeiro nos últimos três anos.
As montadoras vão investir US$ 4,9 bilhões no Brasil este ano, o maior montante já gasto pelo setor em um único ano. A maior parte será aplicada no aumento da capacidade produtiva, que passará dos atuais 3,5 milhões de veículos para 3,85 milhões. Em 2009, a capacidade anual chegará a 4 milhões de unidades, um acréscimo de 500 mil veículos em dois anos.
Juntando empresas de autopeças, o investimento chegará a US$ 20 bilhões até 2010. O triênio anterior que teve maior aporte dos dois segmentos foi de 1996 a 1998, quando foram inauguradas 13 novas fábricas, entre marcas que passaram a produzir localmente e filiais das empresas já instaladas no País. Naquele período, foram investidos US$ 11,7 bilhões.
O anúncio da soma dos investimentos e da nova capacidade produtiva ocorre num momento em que o setor registra sucessivos recordes de vendas e há filas de espera de até três meses para alguns automóveis e de nove meses para caminhões.

http://www.osamigosdopresidentelula.blogspot.com/

O poder de informar


O artigo abaixo escrito por Eduardo Guimarães do bolg Cidadania.com corresponde a um sentimento disseminado na internet por milhares de blogueiros de todo o mundo.
O advento da internet em concomitância com a criação das ferramentas digitais que permitem a criação e manutenção dos blog’s tem significado uma verdadeira revolução na comunicação.
Acabou a era do jornalismo fechado em redações e elites intelectuais que tem acessos aos donos das grandes empresas jornalísticas.
O jornalismo agora é pessoal é cidadão, qualquer um pode montar uma plataforma de comunicação e ser dono de um veiculo que dissemina suas idéias e opiniões.


O poder de informar


Aos poucos, sob os protestos inconformados dos grandes meios de comunicação, vai surgindo um fenômeno que já ameaça se equiparar ao surgimento da imprensa. Trata-se de um fenômeno criado pela internet, que pôs ao alcance de qualquer pessoa um poder historicamente reservado a poucos.

Vejam o caso dos blogs, por exemplo. Essas páginas pessoais começaram a ganhar atenção graças aos profissionais da comunicação. Porém, acabaram sendo usados por qualquer um independentemente de essa pessoa ter ou não ter formação jornalística, publicitária e similares. Os blogs já são lidos hoje por contingentes de consumidores de informação comparáveis aos dos grandes veículos.

Paulatinamente, os detentores históricos do monopólio da comunicação vão se dando conta de que a internet veio para pôr fim àquele monopólio. E, nesse processo, começam a desencadear uma campanha que visa desmoralizar o jornalismo autônomo.

Recentemente, quase morri de rir quando fiquei sabendo que Diogo Mainardi declarou que os blogs políticos não devem ser lidos porque não se sabe a que interesses eles servem, como se as pessoas não soubessem a quem serve quem fez tal declaração.

Sobre a produção jornalística autônoma, vejam o caso deste blog e de seu autor. Apesar de eu gostar de escrever e de ser um consumidor voraz de jornalismo há quase quarenta anos, minha formação e atividade profissional nada têm que ver com jornalismo.

Sou um comerciante, alguém que não tem a formação supostamente necessária para exercer a atividade jornalística. Ainda assim, na condição de consumidor de jornalismo e me valendo do conhecimento da natureza da demanda nunca atendida pelos profissionais da área, passei a divulgar análises e a garimpar notícias com as mesmas ferramentas que passaram a ser usadas por aqueles profissionais e, assim, criei um legítimo meio de comunicação.

Assim como eu, centenas de milhares de pessoas nas mesmas condições que as minhas, aqui e em todas as partes do mundo, também criaram seus blogs tratando dos mais diversos temas, que vão do humor à política, ainda que um e a outra às vezes nos pareçam tão próximos entre si.

Foi graças à acomodação dos profissionais da grande mídia, do jornalismo em si, que abandonaram a verdadeira reportagem, a busca in loco da notícia e passaram a trabalhar detrás de suas mesas nas redações, apelando, da mesma forma que os "amadores", para a tecnologia (telefone e internet), que os impérios de comunicação começaram a perder seu monopólio.

Caçar notícias pela internet e pelo telefone, como virou regra nas redações, qualquer um pode fazer. Analisar fatos políticos, por exemplo, qualquer um também pode fazer. E se quem fizer for um abservador atento e tiver domínio da linguagem escrita, vira jornalista.

É extraordinário um momento da história no qual o poder mais definitivo até hoje conhecido, que é o poder de influenciar as massas falando diretamente a elas, caiu nas mãos de qualquer um. A tecnologia caminha, inexoravelmente, para, cada vez mais, tirar dos poderosos o monopólio da palavra. Essa é uma realidade que, em minha opinião, ainda vai mudar o mundo - e para melhor.

http://edu.guim.blog.uol.com.br/

Apesar da elite podre


A primeira nota Investment Grade do país - e outras virão, mas esta foi concedida pela agência de classificação de risco Standard & Poor's - veio em bom momento não só pelas razões mais óbvias e importantes, mas também pelas subjacentes, entre as quais está a política.

O grau de investimento explica e justifica o resultado da última pesquisa de opinião sobre a avaliação do governo Lula e a vontade dos brasileiros de que ele continue no poder por mais tempo.

A nova classificação de risco do Brasil terá importantes e benfazejas conseqüências que já se pode prever, como empréstimos internacionais mais baratos e afluxo de capital estrangeiro, não para investir na ciranda financeira, como na época da taxa Selic a 45% (governos Collor e FHC), mas para investir no país, gerando empregos, renda e desenvolvimento.

Antigamente, qualquer crisesinha em qualquer escafundó do Judas desta bola de lama dita planeta Terra fazia explodir os juros e nos obrigava a ir de joelhos ao FMI, ao Clube de Paris e ao tesouro americano.

Foi assim no início de 1999, quando FHC, num dos maiores estelionatos eleitorais da história, teve que fazer aquilo que disse durante a campanha eleitoral de dois meses antes que Lula faria se fosse eleito, desvalorizar o real. Resultado: exterminou empregos às centenas de milhares e endividou o Brasil em dezenas de bilhões de dólares.


Naquele tempo, tínhamos que vender estatais para pagar a dívida externa, pois a manutenção do câmbio fixo por FHC, quando já se sabia que a paridade do real com o dólar era pura ficção, impedia o país de exportar e nos obrigava a ir aumentando as dívidas interna e externa. FHC quebrou o país em 1999, poucos meses depois de se reeleger prometendo o paraíso aos brasileiros.

A imprensa, porém, diz que o mérito do magnífico momento que vive o país é de FHC. Diz que o que se colhe hoje é resultado das catástrofes que ele produziu e que mencionei acima.

No justo dia em que escrevo isto, li no Partido da Imprensa Golpista (PIG) previsões sombrias para o Brasil por conta da inflação, da queda "vertiginosa" das exportações e do fim do superávit nas contas externas. Daí os chefes de quem disse isso disseram o contrário.

O povo não acredita na imprensa golpista. Todas as pesquisas de opinião mostram isso e é isso o que importa. Apesar da elite midiática reacionária que infecta este país, ele está avançando como nunca avançou e o máximo que essa gente pode fazer é exercer seu democrático e republicano Jus Esperneandi.


http://edu.guim.blog.uol.com.br/

29/04/2008

JN omite CNT/Sensus


Imagino que ninguém, em seu juízo perfeito, discordará da premissa de que jornalismo existe para informar. Portanto, você, leitor, seja de que ideologia for, tenha a opinião política que tiver, certamente me apoiará na afirmativa de que não cabe a qualquer meio de comunicação escolher o que seu público deve ou não saber.

Se você que me lê, independentemente de concordar comigo, discordar de mim ou não ter opinião formada apóia a premissa que escrevi no parágrafo anterior, seguramente concordará se eu disser que é uma aberração que a edição do Jornal Nacional do primeiro dia desta semana tenha omitido uma notícia que esteve o dia inteiro em destaque em todos os portais de internet - inclusive no G1, da Globo - e em todos os outros telejornais da noite.

A notícia à qual me refiro, como você já deve ter percebido, é a de que a pesquisa de opinião CNT/Sensus detectou que a aprovação popular ao governo Lula e ao titular desse governo acaba de bater novo recorde, e de que a maioria dos brasileiros apóia um terceiro mandato para o presidente da República.

O responsável por essa "belezinha" de jornalismo tem nome: Ali Kamel. Ao menos é assim que esse indivíduo aparece nos créditos que voam pela telinha ao fim de cada edição do Jornal Nacional.

A decisão de um órgão de imprensa de privar seu público de tão importante informação só porque um de seus manda-chuvas não gosta dela, caro leitor concordante, discordante ou indeciso, parece ter alguma lógica para você?

Para mim não tem. Qualquer um que tenha acesso à internet ou que conheça alguém que tem acesso à internet ou que assistiu a algum telejornal na noite da sonegação informativa do JN ficou sabendo não só o que o telejornal omitiu, mas também de sua omissão.

Do lado de fora dos círculos de apoiadores ou detratores convictos do governo Lula, as pessoas têm mentes mais aptas a julgar fatos políticos com isenção, pois não são apaixonadas por nenhum dos lados. O que será, então, que esse tipo de cidadão achou de Ali Kamel surrupiar-lhe a informação?

Mas se fosse só isso, não seria nada. O ensandecido Ali Kamel achou também que seria uma boa oportunidade para reafirmar que o jornalismo da Globo continuará tentando desmoralizar supostos candidatos à sucessão de Lula que, na visão desse maluco - e de outros como ele -, ameaçam o projeto de José Serra de se eleger presidente em 2010 e, assim, mandou suas marionetes atacarem o irmão de Ciro Gomes e, claro, a mesma Dilma Rousseff que a CNT/Sensus mostrou que, ao invés de "encolher", cresceu.

E depois Globo, Folha, Veja e Estadão não entendem por que perderam o poder que tinham de influenciar politicamente a sociedade.


http://edu.guim.blog.uol.com.br/

O preço da credibilidade


Foi divulgada hoje mais uma pesquisa de opinião mostrando outro aumento da popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Trata-se da série histórica de pesquisas afins que a Confederação Nacional dos Transportes encomenda periodicamente ao instituto Sensus há anos.
À esta altura, quem se informa pela internet já conhece os números e tomou conhecimento das opiniões tanto de que a espantosa aprovação de Lula se deve ao bom governo que está fazendo quanto de que o povo é manipulado pelo presidente da República para pensar que seu governo é bom.
Sobre a segunda teoria, o diretor da CNT, Clésio Andrade, deu a seguinte declaração:
"O bom desempenho do governo Lula pode ser atribuído ao crescimento da economia, geração de empregos e programas sociais implantados pela Presidência da República. [Mas] há também a boa movimentação do presidente, seu discurso popular com a divulgação do PAC. O presidente consegue capitalizar bem suas políticas. Dá a sensação de um governo eficiente (...) Também consegue realizar uma movimentação política positiva em termos da divulgação de suas ações. O seu marketing é bem trabalhado".
A afirmação do diretor da CNT cai como uma luva para os donos de grandes meios de comunicação, pois eles pensam exatamente como Clésio Andrade. Mas a questão é: eles acreditam no que dizem?
Eu gostaria muito de receber comentários de quem pensa como Andrade, como os Frias, como os Mesquita, como os Marinho ou como os Civita, todos congêneres opinativos do diretor da CNT. Gostaria de conversar com quem tenha como defender a teoria de que Lula engana a maioria absoluta de brasileiros de todas as classes sociais, fazendo-os pensar que seu governo é bom quando, na verdade, é um governo ruim e que o pouco que consegue se deve a que funciona no "piloto automático", ou seja, na rota traçada pela oposição tucano-pefelista quando ela estava no poder.
Aliás, quem defende essa teoria perdeu recentemente um de seus principais argumentos, o de que o governo detém tal aprovação graças aos menos instruídos e informados, beneficiários do Bolsa Família. E isso porque todas as pesquisas vêm mostrando que até entre os mais ricos e escolarizados a aprovação ao governo Lula e ao seu titular, além de majoritária, vem aumentando, ou seja, o público da grande imprensa a vem ignorando cada vez mais, ao passo que ela, cada vez mais, vem aumentando seus ataques ao governo Lula. Mas ao menos, diante dos fatos, teve que parar com aquela história de que Lula comprava sua aprovação com o Bolsa Família.
Mas a pesquisa também traz um outro dado, espantoso: a aprovação majoritária de 50,4% da população brasileira a um terceiro mandato para Lula. Esse dado conflita com afirmação de pesquisa Datafolha publicada em 2 de dezembro de 2007 na primeira página do Jornal Folha de São Paulo, de que 65% do eleitorado rejeitava um terceiro mandato para o presidente.


Mas me digam: como é possível que, dos exíguos 31% que o Datafolha disse que apoiavam a re-reeleição de Lula, em quatro meses tenham aumentado tanto de número, para mais da metade do eleitorado? O que foi que aconteceu nesses 147 dias que fez tanta gente mudar de opinião? Aliás, por que, apesar de a grande imprensa vir fazendo intensa campanha contra o terceiro mandato, brasileiros de todas as classes sociais caminharam no sentido oposto? E, por último, será que era verdade da Folha que 65% não queriam o terceiro mandato?



http://edu.guim.blog.uol.com.br/

Edital do trem-bala sai em outubro


A licitação para a construção do trem-bala que o governo federal vai construir ligando São Paulo, Rio de Janeiro e Campinas deverá ter início em outubro, segundo previu nesta sexta-feira o Presidente Lula. A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) viajou ao Japão e Coréia do Sul em busca de sócios para o projeto.
A obra, de acordo com o Presidente, está orçada em US$ 9 bilhões. "A obra é muito grande, mas, se Deus quiser, está tudo mais ou menos encaminhado", disse Lula.
"A companheira Dilma está na Coréia e no Japão tentando mostrar o projeto para países mais ricos, para empresas que têm tecnologia para participarem de um consórcio junto com empresas brasileiras".


Investimento em Cumbica


Discursando em área do Aeroporto de Viracopos (cerca de 100 quilômetros de SP), Lula disse que o aeroporto terá mais duas pistas e um grande terminal de passageiros. "Vai repartir com Cumbica", afirmou, referindo-se ao aeroporto localizado em Guarulhos, na grande São Paulo.
O Presidente também afirmou que o aeroporto de Cumbica não receberá investimentos para a construção de uma terceira pista no terminal. "Será caro a desapropriação do local", disse Lula. Mas, segundo ele, as obras de ampliação das pistas existentes e o pátio de estacionamento serão realizadas para aumentar a capacidade do aeroporto.
"Ao invés de uma terceira pista, que custará cara, faremos investimentos em um terceiro terminal. Isso vai ajudar as operações em Cumbica", acrescentou Lula.


Continue lendo aqui...…
checkFull("post-" + "6754571822110967364");
http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/

No lançamento do PAC em S.Paulo, Serra é vaiado



Ao lançar obras do PAC o presidente Lula fez um alerta para que essas cerimônias evitem o tom eleitoral. Segundo ele, a Justiça Eleitoral e a imprensa estão atentas a esses atos em um ano de eleição.
"Está difícil lançar o PAC nesses tempos, porque estamos entrando em época de campanha", disse Lula em discurso de lançamento de obras do Programa de Aceleração do Crescimento em Osasco.
"Vocês sabem que a gente tem o melhor relacionamento com a imprensa, a imprensa é extremamente democrática. Ela fala muito bem do governo todo dia. Então, a gente não pode dar pretexto para que maus jornalistas possam fazer valer essa tese", afirmou, dando tom irônico ao papel da mídia.
A ministra do Turismo, Marta Suplicy, estava presente e foi muito aplaudida pelo público, o que levou o prefeito Emídio de Souza brincar: "Ainda bem que você não é candidata a prefeita em Osasco."
Já o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), não contou com a mesma receptividade, e ouviu vaias da platéia. "Isso não é legal", disse Lula, em referência às vaias.
"Em eleição, os partidos brigam uns contra os outros. Tem briga, tem atrito, tem disputa democrática. No governo, temos que governar para todos e para todas. Governamos para a população", afirmou. As obras do PAC prevêem parceria entre os governos federal e estadual disse Lula para acalmar os ânimos .
Indicando que realiza obras do PAC com todos os partidos, Lula convidou o governador paulista José Serra (PSDB) para todos os eventos no Estado e afirmou que ainda vai assinar acordo com o prefeito paulistano Gilberto Kassab (DEM).

http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/

27/04/2008

O blogueiro Duda Mendonça


Cuidado com os amigos

Conto no meu livro “Duda Mendonça – casos & coisas” a história de um amigo e assessor de um candidato do interior, que, sem idéias para bolar o slogan do chefe, resolve copiar o que viu numa outra cidade. Seu candidato já havia sido prefeito e tentava, mais uma vez, retornar a prefeitura. Ao ver em outro município um cartaz escrito: “Geraldo fez - Geraldo vai voltar”, resolveu que esse slogan casava como uma luva também em seu candidato. Voltando à sua cidade, não perdeu tempo. Arranjou uns cabos eleitorais e saiu às ruas pintando muros durante boa parte da noite, indo dormir tranquilo, com a sensação da missão cumprida. Mas logo cedo o assessor foi acordado, aos berros, pelo chefe, que lhe chamava de idiota, de imbecil e de outros nomes que não cabem nesse blog. Tudo por causa de um simples detalhe: o candidato era conhecido como “Nem” e a cidade amanheceu completamente pichada com a frase: "Nem fez – Nem vai voltar”. E não voltou mesmo.


Contas nebulosas colocam em xeque a "ética" de Gabeira


Um dos estandartes do deputado Fernando Gabeira, do Partido Verde, pré-candidato à prefeitura do Rio de Janeiro, é a transparência. Prometeu, se eleito, que as contas municipais seriam publicadas na internet com inteira franqueza. Porém, há sempre um porém. Nas contas relativas à campanha de 2006, quando se elegeu deputado pela terceira vez, há problemas. Inicialmente por falta de transparência e, também, por sérios deslizes legais.

Por Mauricio Diaspara
CartaCapital

Ouso de dinheiro nas eleições é uma das questões essenciais do processo político. Malgrado a hipocrisia recente dos varões da ética, não é um problema recente e, muito menos, exclusivo do Brasil. O dinheiro corrompe e transforma o voto em mercadoria. E, para isso, não há solução à vista.

É difícil um candidato sair eticamente ileso das eleições, sempre movidas por interesses em confronto.

Veja-se o caso do deputado Fernando Gabeira, do Partido Verde, pré-candidato à prefeitura do Rio de Janeiro. Ele teve destacada atuação no impeachment do deputado Severino Cavalcanti, presidente da Câmara dos Deputados, assim como nas CPIs nascidas das costelas do publicitário Marcos Valério.

Gabeira saiu condecorado desses episódios. Recebeu da Veja o epíteto de “Exemplo de Ética” e ganhou de O Globo o prêmio “Faz Diferença”. A revista e o jornal catapultaram as ambições do deputado verde. Estimulado pelo PSDB, animou-se a disputar o troféu eleitoral que oferece ao vencedor a cadeira de prefeito carioca.

Um dos estandartes de Gabeira é a transparência. Prometeu, se eleito, que as contas municipais seriam publicadas na internet com inteira franqueza. Porém, há sempre um porém.

Nas contas relativas à campanha de 2006, quando se elegeu deputado pela terceira vez, há problemas. Inicialmente por falta de transparência e, também, por sérios deslizes legais.

Gabeira declarou gastos, entre outros, com a empresa Lavorare Produções Artísticas Ltda. no valor de R$ 117 mil. Os gastos foram divididos em três finalidades: R$ 55 mil para “criação e inclusão de páginas na internet”, R$ 5 mil para promoção de eventos e R$ 52 mil em “diversas a especificar”.

Os pagamentos da rubrica “diversas a especificar” foram feitos após as eleições.

A empresa Lavorare é de propriedade da atriz Neila Tavares, atual namorada e assessora do deputado Fernando Gabeira. A empresa de Neila não é do ramo da criação de sites e não se sabe igualmente do talento da atriz para esse negócio. No endereço declarado pela Lavorare, no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), funciona uma empresa que dá assessoria a empresas teatrais, o ramo de Neila Tavares.

“O endereço daqui é apenas um ponto de referência”, explicou a secretária da empresa, que se identifica como Márcia.

Gabeira, no entanto, tem um colaborador de reconhecida competência na sua equipe. Trata-se do webmaster e militante do PV Fabiano Carnevale, responsável pelo site da campanha.

Em princípio Gabeira pagou por serviços que não foram prestados. Talvez com o objetivo de dar cobertura a outra destinação com recursos de sobras de doações eleitorais.

Por lei, esses recursos que sobram devem ser dados ao partido do candidato.

GALLUP: BUSH BATE O RECORDE DE DESAPROVAÇÃO DA HISTÓRIA DO INSTITUTO


SÃO PAULO - O presidente Bush bateu o recorde de desaprovação da história do Instituto Gallup na pesquisa mais recente do instituto: 69%. Ele está empatado em segundo lugar com Harry Truman, com 67%, concorrendo também com Richard Nixon pela terceira posição, com 66%.

Mas sempre há uma boa notícia para Bush. A taxa de aprovação dele está em 28% e não é a mais baixa de um presidente americano. O recorde permanece com Harry Truman (23%), em 1951 e 1952, seguido por Richard Nixon (24%) duas vezes em 1974.

Ex-ministro da Educação de FHC, Paulo Renato (PSDB) pagava hotel para namorada com cartão corporativo


Agora entendi porque o sanitário da Barraca do Luciano, lá na praia de Pituaçu, em Salvador, foi batizada de “Sala Paulo Renato”.
A notícia eu li primeiro no blog “Por Um Novo Brasil”, que fazia referência ao blog “Onipresente”. Depois li no blog “Os Amigos do Presidente” e também no “Brasil, Mostra a Tua Cara”. Então, parei de pesquisar. Estava em toda a Internet independente.
Quais eram as manchetes?
O ex-ministro da Educação (hoje deputado Paulo Renato-PSDB) da era FHC pagou hotel da namorada com cartão corporativo.

A farra com o cartão corporativo vem desde o governo de FHC.
A materinha da Agência Estado alivia bastante o escândalo. Chama-se Carla Grassi, a namorada do ex-ministro Paulo Renato. A farra ocorreu pelo menos duas vezes, em Belo Horizonte (Ouro Minas Palace Hotel) e em São Paulo (Sheraton Mofarrej). Ele alega que não sabia de nada, ops, ele alega que não sabia que não podia pagar hotel da namorada com cartão corporativo.

Não é uma sem-vergonhice? A legislação proíbe que ministros paguem despesas de hospedagem e alimentação de terceiros e terceiras.

A CPI Mista dos Cartões Corporativos vai assim desenterrando a sujeira escondida debaixo do tapete tucano. É preciso convocar o malandro para depor e fazê-lo devolver a verba pública desviada. E ainda me vêm falar de gasto com tapioca de R$ 8 reais?
No levantamento feito na CPI Mista dos Cartões Corporativos, também foi detectado o uso pelo ex-ministro tucano de uma MESMA locadora de veículos - a LCM Transportes - no Rio de Janeiro. As notas fiscais apresentadas entre janeiro de 2001 e agosto de 2002 têm número de série praticamente SEQUENCIAL e somam, nesse período, gastos de cerca de R$ 25 mil com o aluguel de carros no Rio. Olha a sujeira, olha a sujeira...Na nota, o tucano alegou que, "na questão dos aluguéis de carros, não há similaridade com os gastos efetuados por meio de cartões corporativos pelos ministros do atual governo". Como não?


http://www.bahiadefato.blogspot.com/

Viúvas do mecenato carlista perseguem Márcio Meirelles


A revista Metrópole, de Mário Kertész e família, continua perseguindo o secretário de Cultura da Bahia, Márcio Meirelles. É uma perseguição absolutamente gratuita. A matéria “As artes de Meirelles” da edição número 10 da revista, chega a ser engraçada de tão superficial. As fontes são Gideon Rosa e Aninha Franco, e outras viúvas do mecenato carlista. O que eles querem mesmo é dinheiro. Dando dinheiro, tudo bem.

A matéria foi escrita pelo jornalista Da Redação. O Sr Da Redação comete uma furiosa injustiça contra o jornalista, escritor, professor-doutor em comunicação da UFBA, Emiliano José. Nenhum destes atributos serve para justificar a eleição de Emiliano José à presidência do Conselho Estadual de Cultura. O jornalista Da Redação preferiu atribuir a eleição de Emiliano José à amizade entre ele e Márcio Meirelles.

Não entendi também a referência ao “ex-deputado Emiliano José derrotado nas últimas eleições”. É muita baixaria, que não condiz com a seriedade da revista. O jornalista Da Redação também desconhece os atributos intelectuais do professor Albino Rubim. Prefere também atribuir sua indicação ao Conselho Estadual de Cultura à amizade com o secretário Márcio Meirelles. Não dá para levar a sério, não é?

Não vejo descrédito nenhum de Márcio Meirelles junto à classe artística e intelectuais. O texto do repórter Da redação parece mais discurso de político no palanque. De político do DEM. A cegueira é tanta que por motivos puramente políticos os artistas entrevistados criticam os espetáculos de altíssimo nível ao preço simbólico de R$ 1 (um real) o ingresso. A crítica de Aninha Franco chega a ser idiotizante. Bem, quanto ao “bem sucedido produtor cultural Roberto Sant´Ana” não dá para comentar. Com medo de uma eventual perseguição ele prefere não dizer onde está residindo? Ah, vá se tratar, cara.
Gostei das matérias dos jornalistas Roberto Macedo, Juliana Cunha, Elieser César, Alexandre Soares, André Simões, Nardele Gomes. Gostei até do texto de Antônio Risério. Mas o jornalista Da Redação é muito ruim...


http://www.bahiadefato.blogspot.com/

26/04/2008

Seriamos naturalmente medíocres?



Quando foi fundada nos idos de mil quinhentos e trinta e seis, nossa Ilhéus começava ali uma sina que marcaria sua historia quase quinhentista, a sina de ser medíocre, não a cidade é claro, uma das mais belas do Brasil, medíocre é a sua gente, somos-nos, calma, é claro que toda regra tem exceção, em nosso caso muitas e boas exceções, a nossa mediocridade não é exatamente individualizada neste ou naquele ser, nosso exercício de mediocridade é coletivo, uma síndrome, algo que exercemos de forma natural, mais ou menos inimaginável, mas que ao longo dos anos tornou-se uma indesejável sombra no nosso caráter coletivo.

Em 1718 quando os naturalistas alemães Philipp von Martius e Johann Batist von Spix aportaram por aqui coletando plantas que formaria mais tarde o herbário mater da botânica moderna, assim descreveram a Ilhéus que viram no inicio do século XVIII: ...Atualmente a povoação não tem uma só casa sólida, pois o Colégio dos Jesuítas, construído em 1723 com grés e tijolo, desabitado e abandonado já começa a cair em ruínas. A vila e toda a freguesia contam hoje com apenas 2.400 almas, embora seja cabeça de comarca... Quanto à educação, diligencia e atividades, são os habitantes desta região muito inferiores aos mineiros, mesmo os das vilas menores... Indolência e miséria andam também aqui de par, e, satisfeitos com seu estado de constante ociosidade, sem aspiração mais elevadas, os habitantes de Ilhéus descuidam tanto da agricultura que eles próprios não raro passam fome...

Essas impressões pouco lisonjeiras de viajantes, naturalistas, escritores e outros, se repetem em relatos diversos de muitos que aportaram por aqui ao longo destes quatro séculos e meio (Príncipe Maximiliano de Wied-Neuwied, Robert Ave-lallemant etc...), sempre a baterem na tecla da indolência, do descuido, pobreza, ociosidade e falta de aspirações.

Uma das marcas mais clara da nossa mediocridade coletiva é nosso caráter antropofágico, não aceitamos e nem gostamos do sucesso dos outros principalmente se este outro for nosso conterrâneo. Desconfia-se de todos, se alguém melhora na vida “foi golpe” se outro alguém é contemplado com uma capacidade brilhante um intelecto culto “é chato ou louco”, se é político é ladrão, se da uma opinião é lobista, é vendido, é governista ou ante-governista. Assim vamos eternizando nossa pobreza material e intelectual, nossa habilidade para o ignóbil, haverá sempre um rótulo a ser colado neste elemento ousado que ousa ter opinião e atitude. Nosso esporte predileto é ser gentil à frente e deletério as costas.

Contemporânea de Salvador, Recife, São Vicente, Olinda e Rio de Janeiro, parte ativa no cenário teatral de epopéia colonizadora Lusitânia, perdemos o bonde da historia em algum momento do passado. Dirá alguém que foram as intermináveis batalhas contra os índios como se não fora assim por toda a costa brasileira. Melhor que outras cidades tivemos sempre uma geografia privilegiada, localização centralizada na costa, abundância de terras férteis e clima propício.

Qual teria sido nosso pecado original? Qual víbora a nos servido a maçã do paraíso? Seriam as amendoeiras, arvore exótica carregadas de maus presságios nossa áspide?

A bem da verdade e justiça seja feita, os ilheenses nunca se acovardaram, basta rememorar as vitoriosas batalha contra a invasão de corsários franceses, lutas heróicas contra soldados holandeses a serviço de Mauricio de Nassau, todos enxotados na ponta do sabre por bravos ilheenses, propositadamente e rapidamente esquecidos.

Em nossas ruas brotam nomes de figuras sem a menor importância para nossa historia quando poderíamos estar orgulhosamente a passear por ruas batizadas com nomes de ilustres ilheenses; Catussadas, João Mangabeira, Mario Pessoa, Nelson Schaun, Epaminondas Berbet de Castro, Adonias Filho, Moema Parente Augel, Baltasar da Silva Lisboa, André Mauricio de Carvalho, Reizinho, Florianel Portela, Mario Gusmão, Saul Barbosa, Aldair, Jojo de Olivença entre outros mil.

Para ilustrar esse quadro de descuido com nossa própria alma, com nossa memória, com nosso passado é de se perguntar se seria concebível em outro lugar civilizado do planeta que uma cidade com quase quinhentos anos não cultivasse um museu se quer?

Se pudemos nos orgulhar de nossa Academia de Letras, da nossa tradição literária, não poderemos jamais esconder a vergonha de nunca termos tido a vontade e coragem de cumprir a mais obvia das nossas obrigações de cidadania, dedicando um museu a nossa própria historia, aos homens e mulheres que construíram essa terra, ao nosso sangue e nosso suor.

Seria bobagem de minha parte realçar os mil encantos naturais de Ilhéus, as belezas impares, as estórias incríveis, os romances impossíveis, as batalhas memoráveis, isso os ilheenses estão cansados de saber, o que nos não sabemos é valorizar nossas perolas, é realçar nossa importância, não sabemos nos vestir de altivez e orgulho, empunhar a espada de Jorge contra o dragão da maldade, as maldades de nossas cabeças vazias e medíocres que nos acorrenta a nossa pequeneza em não conseguirmos traçar uma dúzia de palavras em meia dúzia de linhas que definam quem somos o que queremos e para onde queremos ir.

Este debate sobre o novo porto realça o que nos ilheenses temos de melhor e de pior em nossas almas. Os interesses coletivos são facilmente varridos para debaixo dos tapetes das vaidades, a nobreza do embate intelectual termina na pobreza dos xingamentos a razão necessária é trocada pelo emocionalismo barato, os interesses de alhures é mais importante do que de todos.

Não tive a honra de nascer ilheense, tenho somente o orgulho de ter me tornado ilheense e a gloria supremo de ter gerado filhos ilheenses, mas tenho sim um coração em eterno transbordo de amor por essa terra, não devo isso a você, devo as pessoas mais humildes os ilheenses catadores de caranguejo a natureza gigantescamente verde e azul, aos rios, matas e colinas, a brisa fresca do inicio da tarde, ao mar da Bahia a Lagoa Encantada, ao mirante da Conquista e ao cheiro do cacau.

No entanto, não tenho duvida da mediocridade latente, da postura leniente em relação à cidadania, da falta de visão de futuro, me envergonha ver pessoas aplaudindo pintura de muro e tapa buracos como obras do divino.

Que teremos a dizer sobre as milhares de crianças a cheirar cola e fumar crak que perambulam pelos morros e ruas? Como aceitar a mendicância epidêmica? As calçadas quebradas? Os carros estacionados no caminho do cidadão? Os mangues sendo invadidos? Os esgotos sem coletas? A pestilência mal cheirosa que invade as narinas em cada esquina?

Por que não antes de ser contra ou a favor do porto sermos todos a favor de Ilhéus? Você pode me explicar? Ou sua mediocridade não deixa?

Que viva Ilhéus, que viva Jorge.



Gerson Marques

Este artigo pode ser lido também no blog http://www.r2cpress.com.br/

24/04/2008

Em busca da crise




A coluna de Jânio de Freitas


na Folha hoje

A tentativa de fabricar uma crise militar pelos demo-tucanos

As portas estão abertas, e hoje haverá quem tente escancará-las, para um investimento fácil, no Brasil, além das aplicações nas suas Bolsas e nos seus juros. É o investimento em uma crise militar, no qual há mais aplicadores, muito mais do que supõem os otimistas da democracia, entre civis. Por exemplo, no PSDB e no DEM-PFL, que pretendem tentar, logo mais, a convocação do general Augusto Heleno Ribeiro Pereira para outra palestra incandescente, desta vez no Senado, sobre a oposição de militares à política indigenista do governo.

Nessa iniciativa em que se unem os comandos dos dois partidos oposicionistas, a busca de oposição ao governo se confunde com a atitude de oposição à ordem institucional da democracia incipiente. No mínimo, é um ato irresponsável de desespero pelo aturdimento, decorrente da própria incapacidade de encontrar políticas inteligentes de oposição e, como conseqüência, perspectivas promissoras para os seus partidos.

Demarcação da Reserva Raposa Serra do Sol foi feita no governo PSDB-PFL (aliança demo-tucana) de FHC

Nada se salva na iniciativa, originária dos senadores Sérgio Guerra e Arthur Virgílio, presidente e líder do PSDB no Senado, em momento de contraditório esquecimento. Seu apoio à corrente das Forças Armadas ainda proveniente do regime militar, agora de volta à ação publicamente política, desconsidera um dado fundamental: foi o governo do PSDB que fez a demarcação da reserva indígena Raposa/Serra do Sol. E as razões pelas quais militares atacam a política indigenista do governo Lula advêm, todas, da modalidade que aquela demarcação deu, com a aprovação de Fernando Henrique e do PSDB, à reserva já discutida por uns 30 anos.

O DEM-PFL não fica melhor. Sua nota de apoio ao ato no Clube Militar e ao general Augusto Heleno Pereira, que incluíram a exigência peremptória de que o governo faça a "mudança imediata" da política indigenista e suspenda a homologação da reserva, foi primária como teor e também irresponsável como propósito. Nem como oportunismo barato, em um partido que vê Lula carrear suas velhas bases nordestinas e nortistas, o açodamento teria sentido. A nota não chegou a um só daqueles eleitores evaporados, e de outros não traria nem um só voto para os demistas - que, se vê mais uma vez com esse caso, não justificam que a mídia os chame de "os democratas".

O requerimento de convocação do general, prometido para hoje na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado, refere-se a depoimento em sessão secreta. Nada mais vazio, em política, do que o sentido de secreto. A maioria dos presentes estará logo pronta a abastecer jornalistas (muito agradecido, pelo que me toca) de relatos do que foi dito e quem o disse na sessão secreta. O pormenor no requerimento é, digamos, uma concessão ao pudor. Mesmo porque Arthur Virgílio, em seu primeiro comentário à exaltada manifestação do general, ao apoio contraditório juntou a ressalva de que a manifestação militar era imprópria por ser pública e por ser no Clube Militar.

General Heleno e suas ligações com o juiz Lalau

Secreta ou não, a pretendida convocação tem óbvia finalidade agitadora - nem haveria como ter outra. O general Augusto Heleno Pereira, tido como identificado com a velha linha dura, constitui-se em uma figura polêmica. Chegou ao noticiário por ocasião das investigações em torno do (ex) juiz Nicolau dos Santos Neto, quando foram descobertos quase 200 telefonemas desse hoje condenado para o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, cerca de metade reconhecida pelo general como destinada a ele.

A polêmica passagem do general Heleno pelo Haiti

Em junho de 2004, o general Augusto Heleno Pereira assumiu a chefia da Força de Estabilização do Haiti (chamada Minustah), tropa composta pela ONU com 6.500 soldados de 12 países para deter a desordem posterior à derrubada, pelo governo Bush, do presidente (eleito) Jean-Bertrand Aristide. Em março de 2005, porém, foi lançado nos Estados Unidos e na Suíça o relatório "Mantendo a paz no Haiti?", do Centro de Justiça Global e da Universidade Harvard, com críticas severas envolvendo o comando do general brasileiro.

Eis um trecho:
"A Minustah tem dado cobertura à campanha de terror da polícia nas favelas de Porto Príncipe. E mais impressionante do que a cumplicidade com abusos da Polícia Nacional do Haiti são as acusações de violações de direitos humanos perpetradas pela própria Minustah". Seguiam-se casos, com dados. O general, como esperado, refutou as críticas. Mas já provocara um incidente internacional, alguns meses depois de chegar ao Haiti: atribuiu a violência no país ao então candidato democrata à Presidência dos EUA, John Kerry, que criticara a derrubada de Aristide. O general, como foi dito à época, "recuou das declarações".

Com apenas um ano e dois meses no Haiti, o general Augusto Heleno Pereira deixou o comando. Sua explicação pessoal para a volta, ao chegar, foi de pedido seu, por já ter "ficado bastante lá" (a tropa e os brasileiros estão até hoje no Haiti). No discurso de passagem do comando, fizera emocionado agradecimento à família pela "força dada diante das críticas injustas".Com sua manifestação para a platéia do Clube Militar, o general Augusto Heleno Ribeiro Pereira reabriu portas para o que pode ficar como polêmica mal posta, mas há quem prefira involuí-la para crise.

http://blogdomello.blogspot.com/


Frente para revitalizar transporte marítimo


Jornal do Brasil -


O presidente da Transpetro, Sérgio Machado, disse, ontem, que a empresa vai licitar em breve o segundo lote de embarcações para a indústria naval brasileira.

– Nos próximos dias vamos definir o volume do segundo lote – informou Machado que não quis precisar a data em que será definida a encomenda de novos navios, nem o porte das embarcações, "para não sinalizar ao mercado", mas afirmou que a licitação será feita nos próximos meses.

A subsidiária da Petrobras vai encomendar 16 novas embarcações à indústria nacional que deverão estar no mercado até 2012, dentro do programa de reabilitação do setor, alcançando a contratação de 42 novos navios, um dos pilares da política industrial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, desde seu primeiro mandato.

A Transpetro já encomendou 26 navios aos estaleiros brasileiros no primeiro ciclo de investimentos ao custo de US$ 2,5 bilhões que deverão ser entregues até 2010. Segundo Machado, essas encomendas serão entregues dentro do prazo previsto, mas não detalhou como está o cronograma de construção, somente afirmou que está dentro das previsões da empresa.

O programa de recuperação do setor que já foi o segundo no mundo em construção de navios medidos em tonelagem, nos anos 70, e depois saiu da listas dos principais construtores, faz parte da estratégia do governo de retomar a produção de embarcações para a marinha mercantil, indústrias naval, de defesa naval, de pesca, de apoio marítimo e portuário e náutica e de lazer.

Depois de a indústria naval ter quase desaparecido nos anos 80 e 90, gera hoje 22 mil empregos diretos e a expectativa é de chegar a 150 mil, com a contratação de mais 40 navios e 40 plataformas de exploração de petróleo nos próximos anos.

– Precisamos garantir que esses projetos sejam executados no país – disse o coordenador-geral da Frente Parlamentar em Defesa da Indústria Marítima, deputado Edmilson Valentim (PCdoB-RJ), durante o lançamento da Frente, ontem, no Salão Nobre da Câmara. A Frente Parlamentar nasce com a adesão de 100 deputados e 20 senadores.

Hoje, o Brasil depende de navios de outras bandeiras para fazer o transporte internacional de cargas que movimenta, por ano, cerca de US$ 10 bilhões no país, sendo que apenas US$ 400 milhões são internalizados. A indústria naval responde por 95% do comércio mundial e 72% da frota que faz esse transporte é dos países que concentram 50% do comércio mundial, segundo dados da Frente Parlamentar. O Brasil ocupa a 10ª posição entre os maiores produtores de embarcações por tonelagem de uma carteira de cerca de 9.400 encomendas, onde se destacam a Coréia do Sul e a China.


http://www.aleporto.com.br/

De cada cem negras trabalhadoras no Brasil, 22 são empregadas domésticas, diz OIT


UOL
Da redação
Em São Paulo

De cada cem mulheres negras ocupadas no Brasil, aproximadamente 22 são empregadas domésticas. Nas mulheres brancas, amarelas e indígenas, o índice é de 13 a cada cem.

Os dados estão no estudo inédito divulgado nesta quinta (24) pela OIT (Organização Internacional do Trabalho), elaborado a partir da Pnad (Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílios), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. No dia 27 (domingo), comemora-se o Dia Nacional da Trabalhadora Doméstica.

Essas trabalhadoras domésticas negras estão ganhando mais registro na carteira de trabalho: 17,2% de aumento, entre 2004 e 2006. Esse movimento das negras acompanha o crescimento da formalização no setor, que foi de 10,2%, no mesmo período.

Apesar disso, somente 27,8% do total de trabalhadores domésticos têm carteira assinada, segundo dados de 2006.

O trabalho doméstico conta com 6,6 milhões de pessoas no Brasil. Desse total, 93,2% são mulheres e 6,8%, são homens. Ele representa 16,7% do total da ocupação feminina no Brasil, o que corresponde, em termos numéricos, a 6,2 milhões de mulheres.

Entre os não-registrados, as trabalhadoras negras correspondem a 57,5%. As mulheres não-negras são 37%. Os homens não-negros são 2,1%; e os negros somam 3,4%.

Entre as mulheres negras que são trabalhadoras domésticas, 75,6% não têm carteira assinada. Esse percentual é de 69,6% entre as mulheres não-negras. Entre os homens, o índice é de 61,9% (negros) e 54,9% (não-negros).

Segundo o documento da OIT, isso demonstra "de maneira inequívoca que, mesmo em um campo tradicionalmente feminino e em uma situação de extrema precariedade, as mulheres, e em especial as mulheres negras seguem em situação mais desfavorável do que os homens".

Analisando-se o período de 1995 a 2006, destaca-se ainda a diminuição da diferença de rendimentos. Em 1995, as mulheres negras recebiam o equivalente a 55,4% dos rendimentos dos homens brancos. Em 2006, essa diferença cai, apesar de continuar bastante elevada: as mulheres negras passam a receber 66,4%.

Os rendimentos das mulheres brancas, em 1995 e em 2005, equivaliam a 64,5% e 75,5% dos rendimentos dos homens brancos respectivamente; para os homens negros, os valores eram 69% e 87,3% respectivamente dos rendimentos dos brancos.

Para a OIT, isso significa que, "mesmo em um setor ainda bastante precário do mercado de trabalho, as desigualdades de gênero e raça reproduzem a lógica do mercado de trabalho mais amplo: os homens brancos seguem tendo os maiores rendimentos, seguidos dos homens negros e, por fim, das mulheres brancas e negras, nesta ordem".

A lei brasileira define o trabalho doméstico como aquele realizado por pessoa maior de 16 anos que presta serviços de natureza contínua (freqüente, constante) e de finalidade não-lucrativa à pessoa ou à família em sua casa.


CRESCIMENTO DE REGISTRO NA CARTEIRA (2004-2006)

Homens não-negros
5,3%
Homens negros
11,1%
Mulheres não-negras
3,5%
Mulheres negras
17,2%
Todos os domésticos
10,2%

23/04/2008

Deu no pimenta


Ranking do emprego em março

Salvador, Lauro de Freitas e Camaçari são os três municípios baianos que fazem parte do ranking dos 100 municípios brasileiros que mais geraram novos empregos com carteira assinada em março
O ranking foi elaborado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a partir do Cadastro Gerald de Empregados e Desempregados (Caged). Salvador aparece em 8º lugar com a abertura de 2.909 nvoos postos de trabalho.

Lauro de Freitas figura em 12º lugar, com a geração de 2.195 novos postos. Camaçari ocupa a 27ª posição. Foram 1.336 novos empregos com carteira assinada no terceiro mês do ano. Os novos postos de trabalho são calculados a partir da diferença entre contrações e desligamentos.

Itabuna e Ilhéus

Os três municípios estão localizados na região metropolitana de Salvador. Fora dele, a realidade é bem diferente para regiões como a de Itabuna. Em março, o município sul-baiano abriu somente 237 novos postos de trabalho (foram 929 admissões e 692 demissões).

Situação pior vive Ilhéus. Enquanto no Brasil foi registrado recorde de contratações com carteira assinada, o município foi na contramão e demitiu mais do que empregou. E cortou 33 postos de trabalho. Foram 596 admissões contra 629 demissões.
Nos últimos 12 meses, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, Ilhéus conseguiu gerar apenas 472 novas vagas no mercado de trabalho. Dá uma média de 39 novos empregos por mês.

Você pode ser o próximo



O Eduardo Guimarães, presidente do Movimento dos Sem Mídia, escreveu um ótimo artigo sobre os abusos cometidos pela mídia corporativa no caso do assassinato da menina Isabella:"É assustador como cada um que se une à turba histérica e sai dizendo que o caso está resolvido, como se fosse uma postura diferenciada e inteligente, quando não passa do mais puro exercício de irresponsabilidade que posso conceber, não percebe que está atentando contra um princípio da civilização que pretende proteger os cidadãos de injustiças, um princípio do qual qualquer um de nós pode precisar um dia."

Leia o texto completo no blog http://edu.guim.blo.uol.com.br/

Ciro pode ser a surpresa de Lula para 2010


Acabou neste instante a sabatina realizada por jornalistas da Folha de S. Paulo com o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE). Ela foi transmitida pelo Uol. Ciro fez uma defesa do governo Lula com a qualidade que poucos governistas têm para fazê-lo. Ele também fez sinais para Aécio, dizendo que o governador de Minas foi fundamental para que o golpe contra Lula que, segundo ele teve início na eleição de Severino Cavalcanti para a presidência da Câmara, não ocorresse.

Ciro lembrou a recepção feita pela Fiesp a Severino logo após a sua eleição na Câmara. E lembrou que o ex-deputado foi aplaudido de pé pelos presentes, dando a entender que no golpe contra Lula estaria a elite empresarial de São Paulo.

Ciro Gomes já disse que aceita ser vice de Aécio, mas sua intenção real é ser candidato a presidente da República com o apoio de Lula e do PT. Lula pode estar testando a paciência do cearense e depois das eleições municipais este blogue não se surpreenderá se ele vier a ser convidado para um ministério mais importante onde o presidente poderá testar melhor a viabilidade eleitoral do seu nome.

Lula já disse a alguns interlocutores que Ciro deve ser entendido como uma das opções do setor governista para 2010. No PT, José Dirceu, por exemplo, vê o nome de Ciro como uma boa alternativa. Berzoini também o considera um político experiente cuja fidelidade ao governo nos momentos mais duros não deve ser desprezada. Ou seja, pode dar jogo.
Essa história de que o cabeça de chapa para 2010 tem de ser do PT é, por enquanto, uma forma de marcar posição.


http://www.revistaforum.com.br/sitefinal/blog/

PiG QUER OUTRA GUERRA DO PARAGUAI


Paulo Henrique Amorim

. O Presidente eleito Fernando Lugo, do Paraguai, anunciou na campanha que queria mais dinheiro de Itaipu para o Paraguai.

. Você, caro leitor, se fosse paraguaio, como reagiria ao fato de o Paraguai ser sócio da maior hidrelétrica do mundo e não ter energia de qualidade para fazer uma fábrica rodar direito ?

. Em quem você votaria ?

. Você, caro leitor, como brasileiro, prefere que os paises vizinhos sejam amigos e prósperos, ou prefere países vizinhos hostis, pobres e ponto de distribuição de drogas, armas, munição e contrabando ?

. Vamos ver o que disse o Ministro Celso Amorim, em Acra, em Gana, onde acompanha o Presidente Lula numa Conferência da Unctad.

“... continuar discutindo com o Paraguai normalmente como ele obter uma remuneração adequada para sua energia. Isso é justo. Agora, a maneira de fazer, nós vamos discutir.”

. Amorim também falou em o Brasil financiar a construção de linhas de transmissão, para o Paraguai aproveitar melhor a energia de Itaipu.

. E, provavelmente, através do BNDES –
clique aqui para ler a entrevista que fiz com Camilo Penna – financiar empresas brasileiras que invistam no Paraguai.

. Amorim também disse: compensar a energia paraguaia por uma defasagem, se se comparar com o que recebem usinas hidrelétricas brasileiras, esse tipo de coisa a gente pode ver.

(Uso as declarações de Amorim a partir de uma transcrição feita pela assessoria de imprensa do Itamaraty.)

. Mexer no Tratado de Itaipu não passa pela cabeça de ninguém.

. O Tratado é o “garante” para o financiamento de Itaipu, que gerou uma dívida de cerca de US$ 20 bilhões.

. Mexer na forma de fixar a tarifa pode não ser uma boa idéia – e volte à entrevista de Camilo Penna.

. Mas, compensar o Paraguai por atraso na fixação da tarifa; financiar a construção de uma linha de transmissão, ou um Pró-Álcool no Paraguai – tudo isso faz muito sentido.

. Não é o que o PiG tem dito.

. O Globo de hoje, numa página interna, anuncia: “Governo já fala em mudar tarifa”.

. Quem disse isso ?

. Ninguém.

. O Ministro Amorim não disse.

. O Presidente Lula não disse.

. O Ministro das Minas, Edson Lobão, é contra.

. Quem diz é o Globo: “Uma possível (possível !) negociação com o Paraguai, com aumento da tarifa para o Brasil, foi tema de uma reunião da coordenação política (?) do Governo ontem, com a presença do Presidente Lula.”

. Portanto, quem diz é o Globo.

. O Estadão, a Folha e especialmente o Globo assumiram a liderança de uma nova Guerra do Paraguai, remember Cerro Corá.

. O PiG tem como objetivo final derrubar o Presidente Lula.

. A nova Guerra do Paraguai ajudaria a atingir esse objetivo, respeitadas as seguintes etapas.

. Demonstrar que o Brasil se curvará diante do Paraguai, como se curvou diante da Bolívia, no gás natural.

. Que o Presidente Lula é um frouxo com os vizinhos e o Itamaraty idem.

. Que o Presidente Lula não sabe defender o interesse nacional.

. Que o consumidor brasileiro não vai mais usufruir da água de Itaipu, tanto quanto cessou o fornecimento de gás da Bolívia.

. Que o consumidor brasileiro vai pagar o pato: e energia de Itaipu vai custar preços astronômicos, como se observou com o gás boliviano.

. Pressionado pelo PiG, o Brasil vai invadir Guerra do Paraguai.

. E, em Cerro Corá, as tropas paraguaias derrotarão as desmoralizadas tropas brasileiras.

. Ipso facto, o Presidente Lula cai e o presidente eleito, José Serra, finalmente assume.

. A derrota em Cerro Corá é a crise do PiG da semana.