27/04/2007

Brasil terá sétimo PIB do mundo ainda neste ano, diz Mantega


KAREN CAMACHOda Folha Online

O ministro Guido Mantega (Fazenda) afirmou nesta sexta-feira (27) que o Brasil fechará o ano de 2007 com o sétimo PIB (Produto Interno Bruto) no ranking mundial, considerando a nova metodologia adotada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O ministro participa de evento em sua homenagem promovido pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) em São Paulo.Após a revisão do IBGE, a expansão da economia brasileira em 2006 foi elevada de 2,9% para um crescimento de 3,7% --em valores, o PIB brasileiro atingiu R$ 2,3 trilhões. As novas contas nacionais passaram levar em conta 56 atividades econômicas e 110 produtos, contra 43 atividades e 80 produtos calculados anteriormente.Segundo a consultoria Austin Rating, o PIB brasileiro passou a ocupar a décima posição no ranking mundial com a revisão da metodologia. Uma comparação mais precisa com os demais países, entretanto, dependente dos dados atualizados do FMI (Fundo Monetário Internacional).

O ministro afirmou que em três ou quatro anos, a relação de dívida e PIB ficará entre 36% e 37% --atualmente, esta relação é de 45%. Mantega disse ainda que a apreciação cambial é "quase inevitável". Por conta disso, de acordo com ele, o câmbio "se torna o maior desafio" da política econômica. Entre os motivos para esta apreciação estão o superávit comercial e de conta corrente e o fluxo comercial. "Evidentemente, isso traz prejuízo para alguns setores da economia. Portanto, é um desafio para o governo."Ainda no mesmo tema, o ministro defendeu que o governo deve se concentrar em apoiar a indústria da transformação e alguns setores que sofrem com a competição externa, como os têxteis e bens de capital. Nesta semana, por exemplo, a tarifa de importação de têxteis e calçados subiu de 20% para 35%.

"É inaceitável que o Brasil seja mero exportador de matéria prima. É importante garantir o desenvolvimento de produtos brasileiros com valor agregado e o avanço tecnológico", disse o ministro,

O império começa a ruir...


... Rede Bahia demite 26 funcionários


A Rede Bahia começou a sentir no bolso a mudança de governo no estado. Somente nesta semana foram demitidos 26 funcionários da empresa da familia do senador Antônio Carlos Magalhães. Os primeiros cortes atingiram as tevês Bahia e Salvador (localizadas na capital baiana).Segundo uma fonte de dentro da TV Santa Cruz, em Itabuna, as nuvens negras começam a chegar à emissora da região sul do estado. "Por enquanto, não há demissões... apenas por enquanto".


Ainda segundo esta mesma fonte, os cortes desta semana se concentraram em Salvador e atingiram não somente a área de jornalismo, mas setores como financeiro e marketing. Dos mais antigos profissionais da Rede Bahia, o jornalista e editor de esportes, Ivan Pedro, foi um dos atingidos pela medida.A Rede Bahia terá mais motivos para cobrir pautas negativas sobre o estado e as ações da equipe do governador Jaques Wagner.Se segura, JW...

Itabuna e Ilhéus são ''mal educadas''


O índice de desenvolvimento da educação básica divulgado ontem pelo Ministério da Educação mostra que Ilhéus e Itabuna estão entre os municípios com a pior qualidade de ensino público no país.

Numa escala de 0 a 10, Itabuna registrou média de 3,1 com alunos até quarta série. Entre quinta e sexta séries a média foi de 3,3. Se o desempenho de Itabuna foi ruim, o de Ilhéus foi ainda pior.
O município ficou com média de 2,9 com alunos da primeira e quarta series. Entre os estudantes de quinta a oitava séries a média foi de 2,8. A nacional foi de 3,8. Mas 6 é a média considerada ideal pelo Ministério da Educação.

Esse levantamento é o novo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica. Ele leva em consideração o rendimento escolar por meio das taxas de aprovação, reprovação e abandono, e as médias de desempenho dos alunos.

No sul da Bahia, nenhum município passou da média 3,2 e alguns, como Arataca, Ubatã, Ibicaraí e Itapitanga, registraram desempenhos medíocres de até 1,8.
Mais detalhes na edição do final de semana do jornal A Região.

Cacau baiano vira modelo de 'econegócio'


Na Bahia, produtores que cultivam cacaueiros em meio às árvores da Mata Atlantica já detêem mais da metade da produção do Estado

ALAN INFANTE
da PrimaPagina



Os cacaueiros que crescem sob as árvores da Mata Atlântica geram lucro e ainda garantem a conservação de grande parte do bioma, que já teve mais de 92% de sua cobertura original devastada. Essa exploração econômica sustentável das florestas se estende por mais de 500 mil hectares do Estado da Bahia e que virou modelo de produção sustentável. A prática ainda pode ajudar nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio — uma série de metas que os países da ONU se comprometeram a atingir até 2015, abrangendo áreas como meio ambiente e pobreza.

Uma iniciativa coordenada por um dos produtores da região pretende conquistar a preferência dos consumidores de chocolate para impulsionar o econegócio. “O projeto Fazenda de Chocolate tem o objetivo de agregar valor ao cacau produzido em ambientes de altíssima biodiversidade”, afirma Eduardo Athayde, diretor da UMA e da unidade brasileira do WWI (Worldwatch Institute), realizadores da iniciativa. Segundo ele, a procedência do chocolate estampada na embalagem permitiria que os consumidores optassem pelo produto que contribui para conservar o meio ambiente.

Athayde defende que, conquistando a preferência do consumidor, o econegócio, além de ser mais lucrativo, aumentaria a participação dos fazendeiros no faturamento do setor de chocolate. “Esse mercado movimenta cerca de US$ 60 bilhões por ano, mas apenas 3,3% disso vai para os produtores de cacau. No interior da Bahia, o quilo do cacau é vendido a R$ 4 e, no porto de Ilhéus, o chocolate é vendido a R$ 80. Isso é 200 vezes mais”, reclama. Atualmente, a Bahia é responsável por 4,25% de todo o cacau produzido no mundo. Desse total, entre 50% e 60% é cultivado em sistema agroflorestal.

Conhecida como cabruca, a técnica de cultivar os cacaueiros entre a vegetação nativa da Mata Atlântica, além de ser ecologicamente correta, poupa trabalho e melhora a qualidade do fruto, aponta um estudo do WWI. O sistema dispensa a derrubada de árvores imensas, diminui o risco de propagação de pragas e garante à planta as condições de umidade e temperatura adequadas, além de um solo rico em nutrientes, obtidos a partir da decomposição das folhas que caem no solo.

O diretor da UMA ressalta que a estratégia para conquistar a preferência dos consumidores é atacar com publicidade. “Perguntamos a mestres chocolateiros de todo o mundo o que era chocolate e cada um nos deu uma resposta diferente. Concluímos então que o chocolate é basicamente cacau e marketing. Temos que estimular, então, o ato do consumo sustentável”, afirma.

Da globalização




Quando escrevi, citando Samuel Johnson, que a pátria é o último refúgio dos velhacos, leitores me escreveram advertindo sobre o exagero da afirmativa. Agora recorro a Bertrand Russell para proclamar que o nacionalismo é um exemplo extremo de crença ardente a respeito de assuntos duvidosos.


Nunca acreditei nessa história de nações pobres e nações ricas. Desde que o primeiro homem passou a lucrar com o trabalho de outro, o que existe de fato são explorados e exploradores. Sejam eles de que nacionalidades forem. Ou alguém acredita que o empresário brasileiro é diferente do empresário americano, chinês ou somali?Não há a mínima diferença mesmo porque, apesar de idiomas diferentes, eles falam e sempre falarão a mesma língua. Os explorados é que falam línguas diferentes, mesmo sendo de uma mesma nação.


Alguém consegue imaginar uma briga entre a Federação das Indústrias com a Federação dos Bancos ou com a Federação da Agricultura?Já o contrário está sempre acontecendo. Os sindicatos e as centrais sindicais que representam os explorados estão sempre discutindo entre si, quando não, brigando. Não é raro considerarem-se inimigas mortais. Como se o bancário, o metalúrgico e o camponês não fossem vítimas do mesmo sistema.Por isso, sou um dos defensores incondicionais da globalização. E se hoje ela representa a Internacional Capitalista cabe aos que são contra a exploração do homem pelo homem transforma-la numa Internacional que pense na humanidade como um todo e no indivíduo como ser total.A globalização é tão importante quanto o ar que respiramos. Falar em países é querer dividir o mundo em fronteiras, é apoiar as guerras onde as vítimas serão sempre os explorados. Ou alguém conhece algum rico que já morreu em combate?Hoje a humanidade é administrada por um emaranhado que obedece a não mais do que quatro ou cinco corporações. E mesmo estas, têm ramificações entre si. Moldam os gostos de acordo com suas conveniências. Nos ensinam como amar, divertir, o que e como devemos ler, a que programas assistir, que esporte praticar, o que comer, impõem até o padrão de beleza.É uma ditadura que nos faz crer que somos livres e independentes quando na verdade estamos subjugados. Transforma-nos em seres insensíveis, sem preocupação com o próximo, elimina do vocabulário a palavra solidariedade, nos torna impassíveis diante da fome, da miséria e das epidemias que matam seres humanos como se fossem insetos.


Transforma as guerras, um assassinato em massa, num jogo de videogame, para gozo e felicidade da indústria bélica. Mas como toda tese (globalização) carrega consigo a antítese (corporações exploradoras) cabe a nós lutarmos pela sua síntese (uma humanidade sem fronteiras e sem explorados).Isso é o que conta. O resto são siglas.

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Os patronos dos bingos


A mídia e a oposição buscam, desesperadamente, um meio de meter o governo Lula no meio de um escândalo que foi esse mesmo governo, através da polícia que comanda (a Polícia Federal), que desencavou - o escândalo das Operações Furacão e Têmis, que envolve altos membros do Judiciário.

O interessante é que essa oposição que agora é contra os bingos e a jogatina que pagam magistrados corruptos, nem sempre pensou assim. O site do Paulo Henrique Amorim publicou, nada mais, nada menos do que a lista de senadores que votaram contra a MP 168 (a MP dos Bingos, que determinava o fechamento deles). A votação ocorreu no dia 5 de maio de 2004.

Vejam que "gracinha" de relação


Aelton Freitas (PL-MG) Almeida Lima (PDT-SE) Álvaro Dias (PSDB-PR) Arthur Virgi­lio (PSDB-AM) Augusto Botelho (PDT-RR) Cesar Borges (PFL-BA) Demostenes Torres (PFL-GO) Edison Lobão (PFL-MA) Eduardo Azeredo (PSDB-MG) Efraim Moraes (PFL-PB) Geraldo Mesquita (Bloco PSB/ AC) Gilberto Mestrinho (PMDB-AM) Heloi­sa Helena (Sem partido-AL) Heráclito Fortes (PFL-PI) Jefferson Peres (PDT-AM) João Alberto Souza (PMDB-MA) Jorge Bornhausen (PFL-SC) José Agripino (PFL-RN) José Jorge (PFL-PE)Leomar Quintanilha (PMDB-TO) Leonel Pavan (PSDB-SC) Lúcia Vânia (PSDB-GO) Mão Santa (PMDB-PI) Marco Maciel (PFL-PE) Marcos Guerra (PSDB-ES) Papaleo Paes (PMDB-AP) Paulo Octávio (PFL-DF) Reginaldo Duarte (PSDB-CE) Rodolpho Tourinho (PFL-BA)Sérgio Guerra (PSDB-PE) Tasso Jereissati (PSDB-CE) Teotônio Vilela Filho (PSDB-AL)

31 senadores votaram a favor e 3 se abstiveram, de um total de 66 em plenário. Agora tirem suas conclusões.

Ex-torturador é chefão da máfia do bingo




Ailton Guimarães Jorge (capitão Guimarães) voltou a freqüentar o noticiário, acusado de explorar jogos de azar. Ele faz parte da máfia do bingo que a Polícia Federal desarticulou.

O ex-capitão do Exército Brasileiro chegou a ser condenado a seis anos de prisão em 1993 por envolvimento com o Jogo do Bicho. Capitão Guimarães é um dos maiores torturadores de presos políticos durante a ditadura militar. Além de torturador ele é acusado de dar sumiço no dinheiro que a guerrilha urbana conseguia assaltando bancos naquele período. Também “privatizava” veículos, armas e até objetos pessoais dos guerrilheiros urbanos. Celso Lungaretti, ex-preso político conta a história, com detalhes.

LEIA O ARTIGO NA ÍNTEGRA:

Fonte: Agência Carta Maiorhttp: www.cartamaior.com.br.

Empresa australiana investe no Brasil US$ 300 milhões em eólica


A Pacific Hydro pretende abastecer 40 mil casas com a energia gerada pela força dos ventos. A Austrália escolheu o Brasil para desenvolver um projeto de energia eólica (gerada pela força dos ventos) com investimentos totais de US$ 300 milhões.


Lançado em fevereiro deste ano, o projeto, batizado de Millennium e pertence à empresa australiana Pacific Hydro, produzirá, a partir de outubro, inicialmente 10,2 megawatts (MW), para abastecer residências do município de Lagoa Nova, a 135 quilômetros de Natal (RN). A quantidade inicial de energia é pequena, porém, numa etapa seguinte será construído um outro parque eólico, também no Rio Grande do Norte - a região ainda não foi definida - com potência de 45 MW.

No total 40 mil casas poderão ser beneficiadas, juntando-se a primeira fase em Lagoa Nova mais a segunda estrutura de 45 MW, de acordo com informações do cônsul geral da Austrália no Brasil, Mark Argar. Dos US$ 300 milhões previstos para o projeto, US$ 25 milhões já foram aplicados. O restante dos recursos - R$ 275 milhões - serão investidos nos próximos quatro anos, em outras regiões do País. "O desenvolvimento dessa fonte na Austrália esta bem avançado, e, por isso, queremos expandir também esse tipo de geração no Brasil". Mesmo considerando que a energia eólica exige tecnologia avançada e, por conta disso, é mais cara, seus benefícios ambientais tornam viável o investimento, explica.

A transação entre os dois governos começou depois que o Consulado Geral da Austrália, em São Paulo, realizou uma pesquisa e conseguiu identificar áreas de prospecção para novos negócios, perfeitamente adequadas para o uso da energia eólica. "O papel do Consulado é intermediar essas transações entre as empresas australianas, que podem contribuir com tecnologia de ponta e know-how", afirma. "A Pacific Hydro atendeu esse desafio conforme as tendências mundiais de gerar energia renovável", ressalta Argar, completando que o mercado brasileiro está criando um ambiente amigável e confiável para investimentos em diversos setores.

26/04/2007

“MENSALÃO DO ALCKMIN” VIRA CPI


Uma decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo obrigou a Assembléia Legislativa do Estado a instalar a CPI da Nossa Caixa. O líder do PT na Assembléia, deputado Simão Pedro, disse em entrevista a Paulo Henrique Amorim nesta quinta-feira, dia 26, que a CPI vai investigar os contratos de publicidade da Nossa Caixa com veículos de comunicação ligados a parlamentares tucanos (clique aqui para ouvir).

O escândalo é conhecido na Assembléia como “Mensalão do Alckmin”. “Esses contratos eram direcionados a partir do Palácio dos Bandeirantes”, completou o deputado.

A CPI da Nossa Caixa vai ser a segunda CPI instalada para investigar o governo Alckmin. Há mais de 60 pedidos de CPI para investigar a gestão de Alckmin no governo do Estado.

A outra CPI que já foi instalada é a que investiga a privatização da Eletropaulo. Essa Comissão funcionou durante três meses em 2006 e foi interrompida para ser retomada nessa legislatura. Mas, segundo Simão Pedro, “estamos há um mês e meio quase desta nova legislatura e ainda nenhuma CPI foi implantada na Assembléia”.

Simão Pedro criticou também a demora de 24 dias após a determinação judicial para a Prefeitura e a Polícia Civil fecharem casas de bingos. Segundo o deputado, “muitos bingos funcionam em imóveis de órgãos ligados ao Estado, com o Ipesp (Instituto de Previdência do Estado de São Paulo)”.

Dois pesos e duas medidas, sempre contra Lula


Em decisão unânime, o STF (Supremo Tribunal Federal) determinou ontem ao presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), a imediata instalação da CPI do Apagão Aéreo. Foi decisão unânime, que reconheceu o direito da oposição à investigação parlamentar, mesmo sendo minoria política.

É sempre bom ver a Justiça garantir o direito das minorias. Mas isso deveria ser uma regra. Por que, por exemplo, 70 CPIs não foram instaladas no governo Alckmin em São Paulo? Com maioria na Assembléia, o ex-governador barrou todas as tentativas feitas pela oposição nesse sentido. Lá, não se fez valer o direito da minoria.

O mesmo cansou de acontecer durante a campanha eleitoral do ano passado. Nas inserções e nos programas que antecederam as eleições, o PT perdeu direitos, foi condenado e teve várias inserções censuradas porque, segundo o Tribunal Superior Eleitoral, “o horário das inserções deveria ser usado apenas para levar à população informações relativas ao Partido”.

No entanto, na mesmíssima ocasião o PFL usava suas inserções para atacar o governo, mostrar um dominó com ataques a figuras próximas ao presidente, que nada tinham a ver com o partido. E os programas foram ao ar tranqüilamente.

Dois pesos, duas medidas. O que mostra que, para os tribunais, a base aliada do governo é minoria até quando é maioria. Não seria o caso de os aliados do presidente entrarem com uma ação pedindo que fossem respeitados os direitos dessa minoria maior?

Do jeito que as coisas andam no Brasil, caso o governo Lula consiga realizar tudo o que está anunciando, o mundo pode assistir à mais nova jabuticaba brasileira. Com educação melhor, mais saúde e segurança, o candidato indicado por Lula para sucedê-lo será a maior barbada nas próximas eleições. Aí entra a nova jabuticaba: o STF, em defesa das minorias, proíbe a candidatura, por excesso de intenção de votos... Alguém duvida de que isso possa acontecer? É só perguntar ao ministro Marco Aurélio de Mello.

Garanto que ele tem uma tese sobre o assunto.

Jornais escondem os bons numeros sobre emprego


Os principais jornais brasileiros não deram muita bola para os excelentes números da evolução do emprego no País, divulgados ontem em duas pesquisas distintas.
Os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados) reveleram que em março foram criados 146 mil novos empregos com carteira assinada, resultado foi 91,15% superior ao verificado no mesmo mês de 2006 e recorde histórico desde 1992, quando a pesquisa começou a ser feita. Também a pesquisa do Seade/Dieese, que apontou um aumento no desemprego nas regiões metropolitantas em março é positiva, porque trata-se da menor taxa de desemprego para o mês de março em 10 anos.

O desemprego normalmente aumenta nos três primeiros meses do ano porque é a época em que muita gente entra no mercado de trabalho para procurar emprego, provocando um efeito estatístico nas taxas. O correto, portanto, é comparar o nível com o de anos passados, e não com os meses anteriores.Na Folha de S. Paulo, o assunto sequer rendeu chamada na primeira página e ficou escondido no meio do caderno Dinheiro. A chamada para a pesquisa do Dieese é um primor de manipulação: "Desemprego em S. Paulo tem taxa recorde no mês". Quem não atentar para o texto da nota ("A taxa de desemprego na região metropolitana de São Paulo subiu para 15,9% em março, mas o patamar é o menor para o mês em dez anos, divulgaram ontem a Fundação Seade e o Dieese.") vai achar que o recorde é negativo - o maior desemprego para mês de março...No Estadão, o assunto rendeu chamada de capa, mas a retranca sobre os dados da Fundação Seade simplesmente não explicam que o índice foi o mais baixo em dez anos nem que o aumento em março se deve à sazonalidade.

O Globo deu uma matéria honesta, em abre de página, mas também preferiu não dar o assunto na primeira página.Os jornais podem se preparar: segundo o professor Cláudio De Decca revelou ao DCI, o atual aumento no emprego está se dando com uma taxa de crescimento do PIB de algo em torno de 3,3% a 3,5% ao ano. Ao longo de 2007, esta taxa anualizada deve subir até chegar aos 4% ou 4,5% previstos para o ano todo e o mercado de trabalho deverá refletir o crescimento. Mais recordes serão quebrados em breve. Lula, portanto, terá o que comemorar. Resta saber se os jornais terão coragem de dar o merecido destaque à recuperação do emprego no País.


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VEJA: DIOGO MAINARDI PERDE MAIS UM PROCESSO JUDICIAL E FICA BOROCOXÔ


Na coluna desta semana, Diogo Mainardi comenta e ironiza o fato do repórter Kennedy Alencar, da FSP, ter conhecido a sentença que lhe condenara antes mesmo da publicação.

Não sei exatamente quais foram os termos dessa “sabedoria antecipada” do jornalista, mas em geral as sentenças realmente saem um dia antes para depois irem ao Diário Oficial (aliás, isso é de uma obviedade absurda, não?).

De todo modo, não é sobre isso que vou falar. Falo aqui sobre a nova postura de Diogo. Ele agora é o “coitadinho que é processado”. Na hora de falar, de meter o pau, ele é intrépido, corajoso, sem papas na língua.

Quando vem a conta, a coisa muda de figura.

Claro que a ironia é mantida, mas dessa vez numa modalidade um tanto engraçada, que é o “viés de vítima”. Antes, ele era um especialista do “humor do opressor”, aquela mistura de piada com arrogância. Na última coluna, porém, ele mudou o estilo.

A coisa é mais ou menos simples, e não adianta espernear, nem fazer birrinha na coluna da veja. O que aconteceu foi o seguinte: o autor da ação, Franklin Martins, processou Diogo Mainardi em razão do quanto alegado naquela famosa coluna. É isso. Nada além.

Em vez de se discutir o mérito da questão, discute-se supostas tramas paralelas, como um jornalista saber da sentença antes dela sair no Diário Oficial.

Liberdade de imprensa é a garantia de se publicar o que bem entender; e Diogo fez e faz uso dessa garantia. Mas, ao mesmo tempo, os cidadãos também têm garantias, de modo que podem processar um veículo de comunicação.

Não adianta chorar.

A imunidade tributária já é uma teratologia. Imunidade geral e irrestrita seria um pouco demais, não?

O Cico Chegou!


O Gran-cicos cpi do demo, acaba de chegar em Brasília, vai começar a palhaçada.

São mágicos com cartolas que fazem sumir milhões de dólares, malabaristas que andam na corda bamba da ética e da moralidade, alem de anões estéricos que gritam um bocado.

Os brasileiros serão novamente bombardeados por uma mídia partidarizada, marrom e a serviço de demônios e “santinhos”.

Globo, veja, folha e outros do mesmo naipe, devem estar torcendo para o circo fazer o maior sucesso.

Com a determinação do supremo de mandar a câmara abrir a CPI do “apagão aéreo”, esta aberta a temporada das mágicas e palhaçadas no congresso.

Os brasileiros, assistiram no ano passado diversos espetáculos circense, sempre protagonizado pelos deputados demos, tucanos, alem de outros de menor expressão. Foram pelo menos meia dúzia de cpis, todas usadas de forma eleitoreira e parcial a serviço de projetos políticos menores.

Durante todo o ano de dois mil e seis, a mídia que trabalha a serviço do circo e dos demos, fez um carnaval com noticias escandalosas que diariamente era produzidas em ambiente promiscuo, tudo jogo combinado entre parlamentares, jornais e tvs, às vezes com uma ajudinha de um delegadozinho que gosta de tirar umas fotos.

A maior parte das denuncias e descobertas, anunciadas com estardalhaço e arrogância por deputados em um dia, viravam capa de revista, manchetes de tv e jornais no outro dia. (tudo a ser provado, mas isso ninguém esclarecia).

Mais tarde, meses depois, foi constatado que as espetaculares cpis ou circos que tanto barulho fizeram, (uma chegou a ser chamada de cpi do fim do mundo) simplesmente não investigaram nada de novo, todas as denuncias feitas durante os trabalhos, tratava-se de investigações que já estavam sendo realizadas pela Policia Federal, Tribunal de Contas da União e Ministério Publico.

Funcionava assim; os parlamentares ou circenses, descobriam uma investigação em andamento no tribunal de constas, por exemplo, e logo chamavam a imprensa e apresentavam como uma novidade que acabava de ser descoberta. Uma gracinha não é?

Os resultados finais todos viram, ninguém foi punido, as denuncias sérias foram ou continuam em investigação, onde tem que ser. Já os deputados que se destacaram como animadores de auditório no geral foram derrotados nas urnas.
Lula, bem, este o povo colocou de volta com uma votação histórica.

Que saudades do tempo que circo era apenas diversão e lazer.

25/04/2007

Policia Federal investiga Valderico


A mais de dois anos a Policia Federal de Ilhéus, abriu inquérito para apurar se ouve ou não boca de urna paga na eleição de 2004, nela, o senhor Valderico colocou mais de vinte mil pessoas na rua, todas usando camisas amarelas, portando bandeiras e sacolas apinhadas de material de propagada.

Levavam no pulso uma fita lacrada, destas que se usa em hotéis de luxo. Esse detalhe era parte do sistema de controle, servia para identificação e posterior pagamento, dos vinte mil boqueiros contratados para interferir no resultado das eleições.

Estudiosos do assunto, afirmam que é superior a noventa por cento o numero de pessoas que votam no candidato que no dia da eleição lhe consegue uma boquinha (a troco de uns reais) de boqueiro eleitoral.

È um grande negocio com retorno garantido.

Nas ultimas eleições municipais, esta estratégia foi levada a cabo pelo candidato do PMDB Valderico Reis, quem se lembra pode recordar do mar de camisas amarelas que tomou a cidade no dia da eleição.

Mesmo passado mais de dois anos do ocorrido, até hoje, a Policia Federal não concluiu o inquérito que investiga o a boca de urna paga. Diversos documentos comprobatórios já foram anexados ao processo, diversas pessoas já foram ouvidas, sabe-se inclusive que o delegado responsável pelo inquérito pediu a prisão de algumas pessoas envolvidas na coordenação da boca de urna, um juiz da cidade não autorizou as prisões.

Em notas recentes no jornal Agora, lia-se que nas próximas semanas o delegado concluiria o inquérito, este tipo de crime eleitoral tem forte jurisprudência na justiça, é perca automática do mandado. Neste caso não é o vice que assume, este também perde o mandato, quem assume é o segundo lugar, ou seja, Dr. Ruy.

OUVIDORIA: NOVA “FERRAMENTA” DO LEGISLATIVO




... e disse o presidente Alisson: “Com o novo instrumento, a população poderá fazer críticas, sugestões e reivindicações aos órgãos públicos em geral visando o fortalecimento da democracia direta e a construção de um município melhor para viver”. Nota da CMI/ASCOM


Adoraria se isso, essa proposta, verdadeiramente, acontecesse. Mas, o que posso deduzir/concluir, neste particular, é que o presidente – descrente na Casa que dirige – resolveu construir uma “ponte” entre o povo e os segmentos diversos – porque a CMI já mostrou, inúmeras vezes, que não tem poder de fogo suficiente pra fazer acontecer o que essa mesma sociedade clama, solicita, reivindica, quer ... e o povo quer pouca coisa.


O povo quer ver no seu representante um defensor para todas as horas. Tipo: ligar para o seu vereador (ou qualquer outro) denunciar e ele, da tribuna, “soltar o verbo’ e num momento seguinte ver o seu pleito atendido. Simples? Parece ser, mas, basta ir na sessão da CMI que você vai ver muito discurso e, verdade seja dita, pouca ação. Disso o povo já está de ‘saco cheio’ e, mesmo se for 1 Real, ele não aposta que ‘dali vai sair uma solução’ para os seus queixumes.


Passando os olhos na nota da CMI vejo, também, um detalhe interessante que é a ação ‘marqueteira’ no número do telefone da Ouvidoria. Coloquei, propositadamente, para que o eleitor menos atento não ‘passe batido’ na bela sacada do presidente Alisson quando conseguiu um número para ser discado com a intenção de associá-lo ao PT, seu partido. Quer dizer: ligue para o PT e faça a sua reclamação? (só tem menino amarelo nesse meio...).


Os vereadores estão enfraquecidos perante a opinião pública e qualquer coisa que se faça, por lá, tem por objetivo melhorar a imagem do Legislativo perante a sociedade ilheense. Isso tem acontecido com a implementação de idéia, projetos etc, mas, ainda não foram suficientes para o objetivo maior: obter RESPEITO E CREDIBILIDADE.


Observe que, ‘vira e mexe’, uma sessão especial é marcada. Quando a violência aumenta, lá vai uma especial para discutir a segurança pública. Se as queixas se avolumam - na questão da saúde - lá vai sessão especial para discutir a saúde e assim, com a bola da vez, vão gastando munição, gastando energia (lâmpadas, ar condicionado etc) e, também, a dos oradores que se desmancham de tanto gesticular para impressionar a platéia e, depois, no outro dia, sai num programa de rádio: “ontem, fui assaltado ..., o posto médico estava fechado, não tem remédio e a mulher que me atendeu é uma mal educada...” e, aí, os vereadores/atores - que discutiram o tema na véspera ou no mês passado ou no ano retrasado - ficam com cara de ‘mané’ na opinião dos seus eleitores, do povo, da sociedade e todos os etc do mundo, porque nada é resolvido, nenhum solução vem através daqueles calorosos pronunciamentos.


Vou rezar para pagar a minha língua porque a exemplo dos demais munícipes quero que tudo funcione e bem na cidade de Ilhéus. Quero ligar para um vereador ou mesmo para o presidente do Legislativo na certeza de que o meu problema será resolvido. Não quero ouvir desculpas esfarrapadas como invariavelmente acontecem quando ligam para a CMI (queixas se avolumam aqui e é desnecessário postá-las).


Chega a OUVIDORIA, em grande estilo (trabalhada que foi e ainda está sendo) de maneira apoteótica. Vamos aguardar, esperar. Existem Comissões, os vereadores serão acionados, os nomes dos mais “eloqüentes” correrão, os votos poderão ser mantidos e ou desaparecidos de uma vez por todas e a renovação ser recorde.


O povo de Ilhéus está triste porque tem um EXECUTIVO desastrado e sem compromissos com a coisa e ou causa pública. Por conta disso, nossas esperanças bandearam para o Legislativo, mas, com a sucessão de fatos (escabrosos até), sem ações enérgicas saídas da CASA DO POVO, nossas forças vão se esvaindo e com ela a confiança/esperança que teremos alguma chance de barrarmos os desmandos que ai estão e que são do conhecimento de todos. Isto, nos dois PODERES.


Uma pena, uma maldade, uma irresponsabilidade. Enquanto isso, a APATIA vai crescendo, dia após dia, e ILHÉUS segue definhando ...


Lamentável ... tenho certeza e aposto que isto a OUVIDORIA não quer ouvir, saber, tomar conhecimento ... mas, vai LER! Ah! se vai ...


Excesso de esperteza compromete iniciativa positiva.


A iniciativa de criar uma ouvidoria publica inaugurada hoje pela Câmara de Vereadores de Ilhéus, seria de um todo louvável se não fosse um pequeno detalhe; O excesso de esperteza do presidente da câmara, provavelmente mal assessorado ou mal intencionado, emplacou seu numero eleitoral (Alison 13.000) como candidato a vereador na ultima e nas próximas eleições, no 0800 que a câmara disponibilizou para o serviço.

O800 – 286 - 13000, este é o numero da ouvidoria da câmara.

São estes pequenos maus exemplos, sempre com a desculpe de que é uma “esperteza”, e não uma “malandragem” que muitas maldades vão se configurando no universo político local.

Não acredito que este comportamento tem apoio ou mesmo simpatia do PT de Ilhéus, conhecendo Dr. Ruy, Carmelita, Edney e outros de lá, e sei que eles devem estar se contorcendo de raiva com atitudes como esta de um vereador de seu partido, isso nivela os políticos do PT com outros, chegados às essas pequenas “malandragens”. Entre os outros vereadores o clima é de constrangimento. Pergunta-se o próximo presidente da câmara manterá o numero ou colocará o seu pos-fixo eleitoral?

Antes de fazer uma ouvidoria, a câmara deveria fazer uma “explicadoria” (sem 0800) e tentar explicar a população coisas simples como essas:

Qual é mesmo a razão social da empresa que venceu a licitação para recolher o lixo da cidade? Ouve licitação? A quem pertence essa empresa? Qual o endereço dela? A quem pertence os caminhões que estão alugados à prefeitura fazendo a limpeza da cidade?

Porque a prefeitura não fez licitação para contratar construtoras do projeto de revitalização do centro? Porque o município esta perdendo milhões em recursos já disponíveis na caixa? De quem é a responsabilidade disso? Porque estamos entre as seiscentas cidades do Brasil, em mais de cinco mil a não prestar conta merenda escolar? E se nossas crianças ficarem sem merenda?

Pacto inédito em defesa do clima une empresários e ambientalistas

São Paulo, Brasil — Iniciativa quer unir todos os setores da sociedade brasileira para elaborar e implementar uma Política Nacional de Mudança Climática no país.

Em iniciativa inédita no país, o Greenpeace, o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) e entidades ambientalistas lançaram nesta segunda-feira, em São Paulo, o documento Pacto de Ação em Defesa do Clima.

O pacto identifica as ações a serem adotadas pelas empresas e governo para combater o aquecimento global e quer mobilizar a sociedade brasileira para reduzir os níveis de emissões de gases de efeito estufa no país, evitando que a elevação da temperatura média do planeta ultrapasse 2º Celsius em relação aos níveis pré-industriais.

O lançamento do compromisso público de defesa do clima foi feito durante o 2o. Congresso Ibero-Americano sobre Desenvolvimento Sustentável, que está sendo realizado no auditório do Parque do Ibirapuera.

O pacto é a primeira ação concreta de combate ao aquecimento global no país após a divulgação este ano dos relatórios do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês).

“O desafio do aquecimento global exige ações urgentes e uma mudança no paradigma de desenvolvimento para o Brasil, garantindo crescimento econômico e sustentabilidade. Por isso a nossa decisão de se sentar na mesma mesa com representantes dos setores contra os quais eventualmente protestamos, e formar uma liderança de combate ao aquecimento global, atualmente inexistente no país”, afirmou Marcelo Furtado, diretor de campanhas do Greenpeace Brasil.


As dez propostas de ações práticas contidas no documento incluem o fim do desmatamento e a garantia de maior governança nas florestas brasileiras, além do estabelecimento de uma matriz energética brasileira baseada em fontes renováveis e a identificação das vulnerabilidades do país em relação à mudança climática.

O pacto estabelece ainda metas de redução de emissões no Brasil, incentivos à eficiência energética e o desenvolvimento de um mercado nacional para energias limpas como solar, eólica, pequenas centrais hidroelétricas e outras.


“Aqueles que aderirem ao pacto e implementarem medidas efetivas para combater a mudança climática serão premiados pelos mercados, mas quem ignorar estas propostas e nada permanecer na inércia será penalizado por seus consumidores e eleitores”, concluiu Furtado.

Confira o Pacto de Ação em Defesa do Clima formado entre entidades ambientais e empresariais.

http://www.greenpeace.org.br/

PEDIDA INTERVENÇÃO DA FTC



A Sociedade Mantenedora de Educação Superior da Bahia, a FTC, poderá ser alvo de uma intervenção se o pedido judicial feito na segunda-feira for deferido pela Justiça.


A situação é confusa. A FTC deve cerca de R$ 8 milhões à Patrimonial Saraíba Ltda, que vendeu ao grupo o terreno da Av. Paralela onde a Faculdade foi construída. O terreno não foi pago. Na semana passada, este site divulgou uma decisão do juiz de Direito da 8ª. Vara Cível, João Augusto de Oliveira Pinto, determinando ao Banco Central providenciar o bloqueio em instituições financeiras do País de percentuais (25%) depositados em contas bancárias da FTC até o valor do débito executado (exatos R$7.944.055,05).


A nota do site tinha o título “Situação Calamitosa”. O superintendente Executivo da Rede de Ensino FTC, Samuel Soares, no dia seguinte (último dia 17) encaminhou informação ao “Bahia Notícias” dando conta de que o departamento Jurídico da Faculdade tinha conhecimento da decisão judicial e que “estava concluindo negociações diretamente com o credor, para ultimar a liquidação do débito nos próximos dias”. A nota-resposta foi publicada com o mesmo título, “Situação Calamitosa”, pelo “Bahia Notícias”.


A liquidação do débito não foi honrada. A Patrimonial Saraíba, em novo movimento judicial, informou ao juiz João Augusto Pinto que a FTC, “para eximir-se de cumprir a obrigação, deixou de operar (depósito em dinheiro e/ou cheques) com as instituições financeiras credenciadas pelo Banco Central e passou a operar com empresas de capitalização (factory) não cadastrada no BC. Requereu, então, bloqueio das transações da FTC com a empresa Capitalize Fomento Comercial Ltda. (factory) no valor do débito. O juiz deferiu o pedido.


Os alunos pagavam diretamente à faculdade (com cheques pré-datados) que eram descontados na empresa de factory.Agora, fechando o cerco judicial, foi requerida a intervenção na FTC. Se a questão não tiver uma solução, os prejudicados serão os alunos, professores e funcionários.


(Samuel Celestino)


http://www.samuelcelestino.com.br/

Pedala oposição


Mesmo escondendo lá no final da pagina, tem noticias que nem a Folha de São Paulo consegue deixar de dar.

Vendas de supermercados crescem 9,81% em março


KAREN CAMACHO

da Folha Online


Os supermercados recuperam-se das perdas registradas em 2006 e março deste ano tiveram alta real (já descontada a inflação) de 9,81% em relação ao mesmo mês de 2006, segundo a Abras (Associação Brasileira de Supermercados).


Na comparação com fevereiro, o crescimento real foi de 11,28%. No trimestre, as vendas acumulam aumento real de 7,35%, sobre os primeiros três meses do ano passado.


Segundo o presidente da Abras, Sussumu Honda, os números demonstram uma recuperação "consistente". Honda afirma que alta de março em relação a 2006 foi provocada dois fatores principais: o aumento do nível de consumo e o aumento dos preços dos alimentos, que foi de 0,98%, segundo o IBGE.O aumento no volume de vendas ainda não foi calculado pela entidade.


No entanto, ele estima que o crescimento esteja em torno de 5%, mesmo patamar de crescimento verificado em 2006.O incremento das vendas de março sobre fevereiro pode ser explicado pela influência do maior número de dias (31 contra 28) e o fato do mês anterior ser período de Carnaval, quando aumenta a freqüência de refeições fora de casa.


A cesta AbrasMercado, composta por 35 produtos de largo consumo, incluindo alimentos, higiene e limpeza, registrou aumento real de 2,46% em março, em relação ao mesmo mês de 2006.


O valor da cesta saltou de R$ 192,14 para R$ 202,70 em março deste ano.

Empregos formais batem recorde e somam 146 mil em março

ANA PAULA RIBEIRO

da Folha Online, em Brasília


O saldo entre o total de admitidos e demitidos em março ficou positivo em 146.141 novos postos de trabalho, o melhor resultado já registrado pela série história do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho.


O número é 91,15% superior ao anotado no mesmo mês de 2006 (76.455 vagas).


No trimestre, o número cresce para 399.628 vagas, valor também recorde --o número é 17,6% maior que o do mesmo período do ano passado (339.703).O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, não tem uma previsão para o número de empregos que podem ser gerados neste ano, mas acredita que o resultado será melhor que 2004, quando foram criados 1,523 milhão de empregos com carteira assinada, o melhor da série do Caged, iniciada em 1992."Podemos ter o melhor ano da história do Brasil na geração de emprego. Vamos trabalhar para isso", afirmou. Para ele, a expectativa criada em torno do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) já contribui para o aumento das vagas formais.

Março

No mês passado, o bom desempenho foi puxado pelos setores de serviço, principalmente pela contratação nas áreas de administrações de imóveis, serviços técnicos e no setor da indústria de transformação, com 56.527 e 40.538 respectivamente.Por unidade da federação, São Paulo foi o Estado que mais teve postos de trabalho com careira assinada em março: 67.223. Minas Gerais vem em seguida, com 24.043. Já Alagoas e Sergipe tiveram um saldo negativo devido à entressafra do complexo sucroalcooleiro, com eliminação de 16.545 e 1.535 postos, respectivamente.